JOHN LOCKE

"todos os homens, que, sendo todos iguais e livres, nenhum deve prejudicar o outro, quanto à vida, à saúde, à liberdade, ao próprio bem". E, para que ninguém empreenda ferir os direitos alheios, a natureza autorizou cada um a proteger e conservar o inocente, reprimindo os que fazem o mal, direito natural de punir"

FRIEDRICH HAYEK

“A liberdade individual é inconciliável com a supremacia de um objetivo único ao qual a sociedade inteira tenha de ser subordinada de uma forma completa e permanente”

DEBATES FILOSÓFICOS

"A filosofia nasce do debate, se não existe a liberdade para o pensar, logo impera a ignorância"

A Filosofia é.....

"Viver sem filosofar é o que se chama ter os olhos fechados sem nunca os haver tentado abrir". Descartes

LIBERDADE

"Liberdade, Igualdade , Fraternidade. Sem isso não há filosofia. Sem isso não há existência digna.

"Nós temos um sistema que cobra cada vez mais impostos de quem trabalha e subsidia cada vez mais quem não trabalha"

LUDWING V. MISES

"O socialismo é a Grande Mentira do século XX. Embora prometesse a prosperidade, a igualdade e a segurança, só proporcionou pobreza, penúria e tirania. A igualdade foi alcançada apenas no sentido de que todos eram iguais em sua penúria"

domingo, 8 de abril de 2018

O ESTADO DE DIRETO NA VISÃO LIBERAL


Muita gente, nos dias de hoje, já ouviu a expressão “Estado de Direito”. Só que seu conceito atual perdeu bastante seu significado original, principalmente se olharmos para o que ele se referia na Grã-Bretanha e nos EUA nos séculos XVII a XIX. “Estado de Direito”, “Império da Lei”, ou em inglês “Rule of Law”, era considerado basicamente o ápice da doutrina liberal. Seus defensores o viam como uma das maiores proteções do indivíduo contra os poderes do Estado ou de qualquer outro indivíduo da sociedade. Hoje, porém, esse termo possui um significado bastante diferente, pois foi tomado de assalto por alguns positivistas jurídicos que não reconhecem qualquer limite à autoridade legislativa. Não é sem razão que muita gente hoje não consegue ver o Estado de Direito como fonte da liberdade ou como algo que de fato lhe garante segurança contra qualquer poder arbitrário. O significado atual é basicamente que o Estado não pode atuar fora do escopo do legislado, ou, segundo o professor W. Friedmann “o Estado de Direito é qualquer coisa que o Parlamento, como o supremo legislador, faz ele se tornar”. Hoje em dia, não é muito difícil que qualquer totalitarismo seja dito como dentro do “Estado de Direito”, apenas porque foi a “autoridade legislativa” que passou as leis. Esta concepção, porém, é completamente contrária à concepção mais antiga, ou liberal. Aqueles que melhor explicam isso são, primeiramente o popularizador do termo “Estado de Direito”, Albert Venn Dicey, e segundo o economista austro-britânico Friedrich Hayek. Para o último:

Friedrich Hayek (1899-1992). “O Estado de Direito, naturalmente, pressupõe completa legalidade, mas isso não é o bastante: se uma lei desse ao governo poder ilimitado para agir como bem entendesse, todas as suas ações seriam legais, mas certamente não estariam dentro dos requisitos de supremacia da lei. O Estado de Direito, portanto, é algo mais que constitucionalismo: ele exige que todas as leis estejam em conformidade com certos princípios.” Friedrich Hayek, Os Fundamentos da Liberdade, cap. XIV James McClellan, autor de uma excelente obra sobre a Revolução Americana – um dos maiores conhecedores das ideias responsáveis por essa revolução liberal –, diz basicamente a mesma coisa que Hayek. Ele também explica quais são os atributos necessários à “lei”, ou seja, à parte “Direito” da expressão “Estado de Direito”:

“O Estado de Direito, portanto, não é o governo da lei, mas uma doutrina concernente ao que a lei deve ser – um conjunto de medidas, em outras palavras, para as quais as leis deveriam se conformar. Apenas por que um tirano refere a seus comandos e regras arbitrárias como “leis” não as torna leis. O teste não é o que a regra é chamada, mas se ela é geral, conhecida e certa; e também se ela é prospectiva (aplica à conduta futura) e é aplicada igualmente.” James McClellan, Liberty, Order, and Justice: An Introduction to the Constitutional Principles of American Government [1989]
Até mesmo o que provavelmente foi o maior estudioso desse conceito, A. V. Dicey, já percebia que esses atributos tudo tinham a ver com a liberdade, notavelmente com a liberdade econômica (1). Ele lamentou as tendências da legislação de sua época – o caminho que os ingleses e o mundo estavam indo no final do século XIX –, em direção ao socialismo e ao coletivismo. Isso em última instância culminou nos totalitarismos nazifascistas, os quais vários juristas alemães justificavam como completamente dentro da legalidade ou do Rechtsstaat. Mas isso não estava de forma alguma de acordo com a doutrina de Dicey. Este mesmo já associava o Rule of Law inclusive à doutrina do laissez-faire (2). Não é à toa que, segundo Hayek, os primeiros ataques contra essas características do Estado de Direito foram “diretamente direcionados pelo reconhecimento de que obedecê-las preveniria um controle efetivo da vida econômica pelo estado. O planejamento econômico, que seria o meio socialista para a justiça econômica, se tornaria impossível a não ser que o estado fosse capaz de direcionar as pessoas e suas posses para qualquer tarefa que as exigências do momento parecessem requerer.” F. A. Hayek, The Decline of the Rule of Law Poderes arbitrários para sindicatos, leis que determinam quantidades produzidas, controle de preços, monopólios coercitivos pelo Estado, regulações ou restrições que visam apenas a certos grupos, controle econômico direto pelo Estado, tudo isso viola o Estado de Direito. O próprio Dicey, ao se referir à legislação de sua época, dizia que esta:

A.V Dicey (1835-1922). “faz do sindicato um organismo privilegiado, imune à lei ordinária do país. Nenhum organismo tão privilegiado jamais foi especialmente criado por um Parlamento inglês (…) Ele alimenta entre os trabalhadores a fatal ilusão de que devem aspirar não à igualdade mas ao privilégio.” A.V. Dicey, Introdução à 2° edição da sua obra Law and Opinion, p. XLV-XLVI.
Hoje a coisa mais comum é ignorar essas ideias de Dicey e Hayek. Mas essa era uma das mais importantes bases da própria doutrina liberal dos séculos XVIII e XIX, que está bem representada nos trabalhos de Adam Smith e John Locke. O “sistema de liberdade natural” de Smith tem por base o respeito ao Estado de Direito, o qual necessariamente estabelece a competição e ausência de controle econômico estatal:

Adam Smith (1723-1790). “Uma vez eliminados inteiramente todos os sistemas, sejam eles preferenciais ou de restrições, impõe-se por si mesmo o sistema óbvio e simples da liberdade natural. Deixa-se a cada qual, enquanto não violar as leis da justiça, perfeita liberdade de ir em busca de seu próprio interesse, a seu próprio modo, e faça com que tanto seu trabalho como seu capital concorram com os de qualquer outra pessoa ou categoria de pessoas.” Adam Smith, A Riqueza das Nações, Vol. 2. John Locke já dizia que o poder que damos ao legislativo é o poder para ele agir de uma forma específica, já que:

“seja qual for a forma de comunidade civil a que se submetam, o poder que comanda deve governar por leis declaradas e aceitas, e não por ordens extemporâneas e resoluções imprecisas. A humanidade estará em uma condição muito pior do que no estado de natureza se armar um ou vários homens com o poder conjunto de uma multidão para forçá-los a obedecer os decretos exorbitantes e ilimitados de suas idéias repentinas, ou a sua vontade desenfreada e manifestada no último momento, sem que algum critério tenha sido estabelecido para guiá-los em suas ações e justificá-las.” John Locke, Segundo Tratado sobre o Governo Civil. 


John Locke (1632-1704). De fato, o primeiro limite de Locke ao poder legislativo é a generalidade e prospectividade da lei: “Eis os limites que impõe ao poder legislativo de toda sociedade civil, sob todas as formas degoverno, a missão de confiança da qual ele foi encarregado pela sociedade e pela lei de Deus e da natureza. Primeiro: Ele deve governar por meio de leis estabelecidas e promulgadas, e se abster de modificá-las em casos particulares, a fim de que haja uma única regra para ricos e pobres, para o favorito da corte e o camponês que conduz o arado.” John Locke, Segundo Tratado sobre o Governo Civil. Não é sem motivos que, na Inglaterra, antes mesmo dos escritos desses pais do liberalismo, o Estado de Direito era usado na luta contra vários tipos de privilégios e intervenções econômicas. Reproduzirei aqui um texto maior de Hayek, de seu essencial artigo chamado The Decline of the Rule of Law, que explica isso muito bem:


As pessoas nessa época pareciam entender melhor do que hoje que o controle da produção significa necessariamente a criação de privilégio, de dar permissão a Peter para fazer o que Paul é proibido de fazer. A primeira grande declaração dos princípios do Estado de Direito, de leis certas e iguais para todos e da limitação do arbítrio administrativo, está contida na Petição de Queixas de 1610; ela foi feita em razão de novas regulações de construções em Londres e pela proibição de fazer amido a partir de trigo decretadas pelo rei. Nessa ocasião, a Câmara dos Comuns alegou: Entre muitos outros pontos de felicidade e liberdade que os cidadãos de Vossa Majestade desse reino têm desfrutado sob seus progenitores reais, Reis e Rainhas desse reino, não há qualquer um que eles julgaram mais querido e precioso do que esse, de ser guiado e governado pela certeza do governo da lei, que dá tanto ao chefe e aos membros aquilo que de direito pertence a eles, e não por qualquer forma arbitrária e incerta de governo. (…) Dessa raiz cresceu o direito indisputável das pessoas desse reino de não serem sujeitas a qualquer punição que deva abranger suas vidas, terras, corpos ou bens, que não seja ordenada pela common law dessa terra, ou por estatutos feitos por consentimento comum no parlamento. Os novos desenvolvimentos do que os juízes socialistas contemporâneos têm desdenhosamente rejeitado como a doutrina Whig do Estado de Direito estavam intimamente conectados com a luta contra a concessão de monopólios pelo governo e, particularmente, com a discussão sobre o Statute of Monopolies de 1624. Foi principalmente em vista disso que a grande fonte da doutrina Whig, Sir Edward Coke, desenvolveu sua interpretação da Magna Carta, a qual o levou a declarar (em seu segundo Institutes):

Se uma concessão for feita a qualquer homem, para ter a fabricação exclusiva de cartões ou ser o único que lida com qualquer outro comércio, essa concessão está contra a liberdade do cidadão (…) e consequentemente contra essa importante carta.” Na Inglaterra, esses princípios muitas vezes andavam de mãos dadas com duas outras concepções: o direito natural (divino) e a common law. Todos esses dois são formas de aplicar os princípios liberais do Estado de Direito. A própria ideia de “justiça distributiva” (que é restringida tanto pelo direito natural quanto pela common law) não cabe no Estado de Direito, pois, como Hayek coloca muito bem em seu segundo volume de Direito, Legislação e Liberdade, não há qualquer regra geral que fará com que as pessoas, agindo com base nela, gerem um padrão específico de distribuição de riqueza; e, se quisermos igualdade econômica, devemos tratar as pessoas desigualmente, enquanto que, tratando-as igualmente, elas, por serem diferentes, se tornarão desiguais.

Edward Coke (1552-1634) via a common law e certos princípios da moral como formas de restrição ao poder. Amplamente considerado como o maior jurista da era elisabetana, Coke combatia quaisquer ideias de soberania absoluta do parlamento ou do rei (esta que seria posteriormente defendida por Hobbes), que estavam, naturalmente, em oposição ao Estado de Direito. Defendendo esses princípios, ele citou Henry de Bracton, considerado o “pai do direito inglês”, que, já em 1260, dizia que “o rei não deve estar sob nenhuma pessoa, mas sob Deus e a Lei.” Coke prosseguiu:

 “E parece em nossos livros que, em muitos casos, a common law controlará os Atos do Parlamento, e algumas vezes pode julgá-los como completamente vazios; já que quando um Ato do Parlamento está contra a razão e o direito comum, ou é repugnante, ou impossível de ser realizado, a common law irá controlá-lo e julgá-lo como vazio.”

Não precisamos necessariamente de uma teoria divina ou racionalista de “direito natural”, nem mesmo de um sistema de common law. O que precisamos urgente e necessariamente é retornarmos aos princípios do Estado de Direito, ou seja, de que não pode haver qualquer coerção arbitrária, nenhum privilégio mantido pela força. Temos que entender que o legislativo possui limites; sua autoridade foi confiada para agir de uma forma específica, e não para fazer o que quiser. Que suas leis devem respeitar certos atributos. Esses atributos são melhor resumidos por Hayek no seguinte trecho. Segundo ele, o principal ponto do Estado de Direito é que:

“no uso de seus poderes coercitivos, o arbítrio das autoridades deva ser tão estritamente limitado pelas leis anteriormente estabelecidas que o indivíduo possa prever com alta certeza como esses poderes serão usados em situações particulares; e que as próprias leis sejam verdadeiramente gerais e não criem qualquer privilégio para as classes ou pessoas, já que elas são feitas em vista dos efeitos de longo prazo e, portanto, em necessária ignorância de quem serão os indivíduos particulares que irão ser beneficiados ou prejudicados por ela. Que a lei deve ser um instrumento a ser usado pelos indivíduos para seus próprios fins, e não um instrumento usado sobre as pessoas pelos legisladores, é o significado último do Estado de Direito.” F. A. Hayek, The Decline of the Rule of Law
Isso, segundo Hayek e Adam Smith (4), não significa que o Estado deva estar necessariamente restrito a um “mínimo”, e que não possa fornecer alguns serviços (infraestrutura, por exemplo) com os recursos bem definidos e  à sua disposição, conseguidos por meio de taxação (preferencialmente proporcional e não arbitrária). Os atributos aqui definidos dizem respeito apenas às medidas coercitivas do Estado (uso da força, taxação, regulação, restrição, punição, etc.), que são de fato o que a lei diz respeito. O que o liberalismo prega é que, ao fornecer esses serviços, o Estado esteja sempre limitado pelo Rule of Law e compita no mercado como qualquer outra empresa ou pessoa, e que, de preferência, esses serviços sejam fornecidos a nível local (federalismo pleno).
Muito provavelmente o respeito a esses princípios do Estado de Direito foi o responsável pelo sucesso econômico dos países ingleses. O Estado de Direito cria uma ordem espontânea na sociedade, capaz de aproveitar do conhecimento amplamente disperso dos vários indivíduos que a compõem e, em razão disso, gera riqueza e prosperidade. Como diz Hayek, a razão pela qual se aplica leis gerais com os atributos do Estado de Direito, era, segundo os antigos liberais, “baseada na percepção de que elas são a condição essencial para a manutenção de uma ordem espontânea ou auto-geradora das ações de diferentes indivíduos e grupos, cada qual buscando seus próprios fins com base em seu próprio conhecimento.” F. A. Hayek, Liberalism.  Seu principal objetivo era:

“fazer o melhor uso do conhecimento das pessoas, especialmente de seu conhecimento concreto, e muitas vezes exclusivo, das circunstâncias específicas de tempo e lugar. A lei dá ao indivíduo os elementos com que ele pode contar e desse modo amplia o âmbito no qual ele pode prever as consequências de suas ações.” F. A. Hayek, Os Fundamentos da Liberdade. Além disso, e não menos importante, é que as leis do Estado de Direito geram liberdade em sociedade. A própria ideia liberal de liberdade baseava-se nesses atributos da lei – algo que já vinha também desde Cícero (3). Segundo Burke, um liberal Whig em sua época, a liberdade é assegurada pela “igualdade de restrição”; ou melhor, liberdade é “apenas outro nome para justiça; determinada por leis sábias e assegurada por instituições bem-construídas.” (Letter to François Depont in November 1789).

Mas Locke é quem melhor mostra essa concepção de liberdade, baseada no “Império das Leis, e não dos Homens“:

“A finalidade da lei não é abolir ou restringir, mas preservar e ampliar a liberdade. Porque onde não há lei não há liberdade, como se vê nas sociedades em que existem seres humanos capazes de fazer leis. Pois liberdade significa estar livre de coerção e da violência dos outros, o que não pode ocorrer onde não há lei; e não significa, como dizem alguns, liberdade de cada um fazer o que lhe apraz (pois quem poderia ser livre se estivesse sujeito aos humores de algum outro?), mas liberdade de dispor a seu bel-prazer de sua pessoa, suas ações, bens e todas as suas propriedades, com a limitação apenas das leis às quais está sujeito. Significa, portanto, não ser o escravo da vontade arbitrária de outro, mas seguir livremente sua própria.” John Locke, Segundo Tratado sobre o Governo Civil
Por conseguinte, eu considero dever do liberal, ou de qualquer outra pessoa que luta pela liberdade, enfatizar sempre a questão de que o Estado de Direito não é simplesmente “tudo que é passado pelo legislativo”, mas sim que ele é um limite ao próprio Estado; que ele é uma doutrina metalegal ou um ideal político que diz que apenas certos tipos de leis legisladas são de fato leis. O verdadeiro Estado de Direito só irá existir quando seu real significado se tornar constituinte importante da opinião pública, como em grande parte o foi nos países ingleses dos séculos XVII a XIX.

Notas:
2 – Segundo Dicey:
O efeito benéfico da intervenção estatal, especialmente na forma de legislação, é direto, imediato e, por assim dizer, visível, enquanto os efeitos maléficos são graduais e indiretos, e estão fora do escopo de nossa percepção. (…) Dessa maneira, a maioria das pessoas deve quase que por necessidade olhar com suspeita para a intervenção governamental. Esse viés natural só pode ser contrabalanceado pela existência, numa dada sociedade (…) de uma presunção ou preconceito em favor da liberdade individual, ou seja, do laissez-faire. (…) Essa consideração consegue também explicar o desenvolvimento peculiar do direito inglês durante as últimas partes do século XIX.” A. V. Dicey, Lectures on the Relation between Law and Public Opinion during the Nineteenth Century
3 – Hayek diz:
Cícero tornou-se a maior autoridade para o liberalismo moderno; a ele devemos muitas das formulações mais precisas de liberdade dentro da lei. A ele devemos ainda a concepção de normas gerais ou leges legum, que regem a legislação, a concepção segundo a qual obedecemos à lei para sermos livres e, também, a concepção de que o juiz deve ser um mero porta-voz da lei. Nenhum outro autor mostrou tão claramente que, no período clássico do direito romano, se entendia perfeitamente que não há conflito entre lei e liberdade e que esta depende de certos atributos da lei, de sua generalidade, imutabilidade e clareza e das restrições que ela impõe ao poder discricionário da autoridade.” Friedrich Hayek, Os Fundamentos da Liberdade.

4 – Esse meu artigo mostra a visão de Hayek sobre o Estado de Direito a as funções do Estado.
Adam Smith tem basicamente a mesma posição, que é mostrada sucintamente  aqui:
“Segundo o sistema da liberdade natural, ao soberano cabem apenas três deveres; três deveres, por certo, de grande relevância, mas simples e inteligíveis ao entendimento comum: primeiro, o dever de proteger a sociedade contra a violência e a invasão de outros países independentes; segundo, o dever de proteger, na medida do possível, cada membro da sociedade contra a injustiça e a opressão de qualquer outro membro da mesma, ou seja, o dever de implantar uma administração judicial exata; e, terceiro, o dever de criar e manter certas obras e instituições públicas que jamais algum indivíduo ou um pequeno contingente de indivíduos poderão ter interesse em criar e manter, já que o lucro jamais poderia compensar o gasto de um indivíduo ou de um pequeno contingente de indivíduos, embora muitas vezes ele possa até compensar em maior grau o gasto de uma grande sociedade.” Adam Smith, A Riqueza das Nações, Vol. 2

De fato existiram alguns liberais defensores do Estado de Direito que alegaram que a única função legítima do Estado fosse apenas a aplicação da lei. Esse, porém, não precisa necessariamente ser o caso. Humboldt era um desses liberais, que, segundo Hayek, tornou-se
um protótipo de uma posição extrema; a saber, ele não apenas limitou toda ação coercitiva do estado à execução de leis gerais previamente anunciadas, mas colocou a aplicação da lei como a única função legítima do estado. Isso não está necessariamente implicado na concepção da liberdade individual, que deixa aberta a questão de quais outras funções, não-coercitivas, o estado pode realizar. Foi principalmente em razão da influência de Humboldt que essas diferentes concepções foram frequentemente confundidas por posteriores defensores do Rechtsstaat.” F. A. Hayek, The Constitution of Liberty, cap. XIII


quarta-feira, 4 de abril de 2018

CONTRADIÇÕES DO DISCURSO DO POLITICAMENTE CORRETO


Todos lembram no caso entre Jair Bolsonaro e Maria do Rosário. Caso em que Maria do Rosário acusou e processou Jair Bolsonaro por promover a ideologia do estupro. Tudo isso, intensamente divulgado pela mídia tendenciosa de esquerda que fez o maior estardalhaço. Pois é, o professor Paulo Giraldelli da Universidade do Rio de Janeiro disse em sua rede social: "Espero que Raquel Sheharazade seja estuprada". Pergunto: Alguém viu ou ouviu alguma crítica da mídia sobre este assunto ? Alguém viu o movimento feminista saindo em protesto ? Com certeza não. Por quê? Pelo simples fato de Paulo Giraldelli ser um militante da esquerda. O discurso do politicamente correto só é usado pela esquerda quando lhes convém.

Thomas Sowell: Do Marxismo ao Livre Mercado

Por Thomas Sowell 
Como e por que eu larguei o esquerdismo de minha juventude para adotar as opiniões que tenho hoje, as quais são a favor do livre mercado e valores tradicionais? De certa forma, minha visão de como os seres humanos agem mudou mais do que a filosofia subjacente.
Quando eu era marxista, minha preocupação principal era em relação às pessoas comuns, pois achava que mereciam melhores condições de vida, mas a elite se aproveitava delas. Essa continua sendo minha maior preocupação, mas conforme os anos se passaram, aprendi que a elite cultural e a elite política fazem muito mais danos do que a elite econômica poderia um dia pensar em fazer.
Há uma explicação: as elites econômicas competem entre si. Se a General Motors não produz um tipo de carro que te agrade, você pode procurar na Ford, Chrysler, Honda, Toyota, etc. Mas se a Agência de Proteção Ambiental (EPA) chega no fundo do poço em relação ao serviço que presta, não há agência alternativa prestando o mesmo serviço ao qual se possa recorrer.
Mesmo quando uma empresa privada parece deter o monopólio da produção de um bem de consumo, como aconteceu com a Alcoa (Companhia de Alumínio da América), ela competirá com produtos alternativos. Se a Alcoa tivesse aumentado o preço do alumínio para aproveitar seu monopólio, muitas coisas fabricadas com alumínio passariam a ser produzidas com ferro, plástico, e outros tipos de materiais. O resultado final das forças do mercado foi, meio século depois do monopólio da Alcoa, o mercado passar a cobrar mais barato pelo alumínio do que cobrava inicialmente. Isso não se deu por altruísmo dos diretores da empresa, mas porque os competidores não lhes deixaram outra escolha.
A forma que você olha para o livre-mercado depende de como você enxerga o ser humano. Se todos fossem amáveis e gentis, o socialismo seria o melhor caminho. Em uma família tradicional, por exemplo, os recursos são gastos com as crianças, pois não ganham nenhum centavo sozinhas. Isso é socialismo doméstico, e até os capitalistas mais mesquinhos o praticam. Talvez um dia descobriremos criaturas em uma galáxia distante que conseguem conduzir uma sociedade inteira dessa forma. Mas a história dos seres humanos mostra que é inviável uma nação com milhões de pessoas funcionar dessa maneira.
O discurso do socialismo é inspirador, mas seus rastros na realidade são sombrios. Países que exportaram comida durante séculos, de repente se viram forçados a importar comida para evitar a fome, depois que a agricultura foi socializada. Isso aconteceu por todo o mundo, com pessoas de todas as raças. Qualquer um que tenha visto o contraste entre Berlim Ocidental e Berlim Oriental, nos tempos em que metade da cidade era controlada por comunistas, não possui dúvidas em relação a qual sistema produz mais benefícios para o povo. As duas partes da cidade eram habitadas por pessoas de mesma raça, cultura e história, mas os que viviam na parte comunista eram muito mais pobres, além de terem menos liberdade.
Uma história parecida aconteceu na África, quando a Gana dependia de programas socialistas e a Costa do Marfim se baseava no livre-mercado, depois que ambos os países se tornaram independentes, na década de 1960. Gana começou com todas as vantagens. Sua renda per capita era o dobro da Costa do Marfim. Mas após duas décadas, com cada país sob influência de um sistema econômico diferente, 20% dos habitantes mais pobres da Costa do Marfim possuíam renda mais alta do que 60% da população de Gana.
Ineficiência econômica não é o pior aspecto de um governo socialista. A tentativa de reduzir a desigualdade econômica com o aumento da desigualdade política, que é a essência do marxismo, custou a vida de milhões de pessoas sob o poder de Stalin, Mao, Pol Plot, e muitos outros. Não se deve confiar o monopólio do poder sobre a vida das pessoas a políticos. Temos milhares de exemplos na história.
A minha vontade de que o povo tenha melhores condições de vida permanece, mas a experiência me mostrou, amargamente, que a maneira de alcançar este objetivo é o oposto do que eu imaginava.
[*] Thomas Sowell,From Marxism to the Market”. Capitalism Magazine, 2 de Janeiro de 2002.

sábado, 31 de março de 2018

DESTRUIÇÃO DA FAMÍLIA TRADICIONAL E INCESTO - TUDO EM NOME DA IDEOLOGIA MARXISTA

Marx desejava o fim da família em todos os sentidos, principalmente a familia tradicional e patriarcal. A família deveria ser substituída pelo estado comunista. As crianças, os indivíduos do estado comunista deveriam ser criados sem laços afetivos, parental, maternal e fraternal. Segundo Marx, estes laços fortalecem a perpetuação da família tradicional/patriarcal, gerando a opressão, e contribui para que os capitalistas burgueses, perpetue a propriedade privada.Para Marx, a família é uma criação burguesa que só serve para oprimir as mulheres, que são retiradas das atividades produtivas para cuidar da casa e dos filhos. Marx pregava a extinção da família, o amor livre e a criação e educação das crianças pelo estado comunista.Tal ideologia está mais viva do que nunca.No último sábado 11 se novembro a deputada Erika kokay defendeu o "incesto" e a "ideologia de gênero para acabar com a família traficonal/patriarcal".Há tempo que, os pensadores críticos da ideologia marxista/comunista vem alertando sobre as perversões do comunismo. Hoje, vemos crianças sendo aliciadas no Brasil em nome da "arte", nos Estados Unidos vemos organizações como a NAMBLA lutando pela legalização da pedofilia e agora a deputada Erika Kokay em palestra simplesmente afirmou que o objetivo é defender o incesto para acabar com a família tradicional por meio da ideologia de gênero.

Entendeu por que estão tão desesperados para implantar a ideologia de gênero ? Ela pretende acabar com a figura de homem e da mulher para atingir diretamente a família que, segundo  Marx, é opressora e sustenta a propriedade privada. Desde o início é isso que o marxismo quer, com sua pedofilia disfarçada de arte, com sua ideologia disfarçada de tolerância.A lógica é simples: Se a família tradicional é destruída de um lado; e do outro lado tem a defesa do amor livre, logo; não existem vínculos entre os indivíduos, e muito menos família. E esses objetivos, estão todos presente na ideologia gênero.
Vídeo:

O OUTRO LADO DO FEMINISMO

Rejeitar o feminismo significa rejeitar a igualdade para as mulheres?
Suzanne Venker e Phyllis Schlafly dizem que não, porque não é disso que trata o feminismo. Rejeitar o feminismo significa reconhecer que as mulheres não precisam do feminismo para fazê-las iguais aos homens porque já são iguais a eles — elas e eles apenas não são o mesmo. Reconhecer que o feminismo falhou em sua missão, que é baseado em premissas e argumentos falsos, e que ele leva a uma barreira entre homens e mulheres, e até mesmo entre mulheres e mulheres, é um primeiro passo para se recuperar. E cabe às mulheres sensatas pôr um fim nisso tudo.
“Devemos parar de falar sobre os direitos das mulheres, as necessidades das mulheres, os problemas das mulheres e o progresso para as mulheres. Devemos parar de falar sobre o poder feminino e o poder para as mulheres, sobre a derrubada de um patriarcado que sequer existe. Quando nós estruturamos o debate no jargão feminista, fomentamos uma guerra entre os sexos. É hora de acabar com a guerra entre os sexos“, dizem as autoras.
Com meticulosidade devastadora, elas desembalam as várias razões pelas quais tão poucas mulheres hoje em dia estão dispostas a reivindicar o rótulo de “feminista”. Mas primeiro, a sra. Schlafly e a sra. Venker desacreditam a ideia de que o feminismo moderno tem tudo a ver com igualdade. O “feminismo” não é nada mais que a “esquerda feminina” direcionada a impor uma agenda esquerdista e radical às famílias, aos negócios e às instituições. Segundo, a promessa feminista de que as mulheres podem simplesmente ser como homens e desfrutar de tudo o que os homens tipicamente fazem – como sexo casual, longas horas no trabalho, menos tempo com a família – se provou vazia. Sofrimento, relações despedaçadas, casamentos fracassados, doenças sexualmente transmitidas, aborto e índices vertiginosos de crianças emocionalmente feridas tem sido o verdadeiro legado do feminismo. E a história completa você encontra em O Outro Lado do Feminismo.
Sobre as autoras
Phyllis Schlafly Stewart (nascida em 15 de agosto de 1924) é uma advogada constitucional americana, ativista conservadora, escritora, oradora e fundadora do Fórum Águia . Ela é conhecida por seu conservadorismo incondicional social e político, sua oposição ao feminismo moderno, e sua bem-sucedida campanha contra a ratificação da “Emenda dos Direitos Iguais” à Constituição dos EUA. Seu livro de 1964 A Choice, Not an Echo vendeu mais de 3 milhões de cópias. 
Suzanne Venker é autora, crítica cultural e uma ocasional contribuinte da Fox News. Ela aborda uma gama de assuntos que cercam o matrimônio e a família, incluindo as guerras de gênero. Seu livro mais recente é The Two-Income Trap: Why Parents Are Choosing to Stay Home.








O OUTRO LADO DO FEMINISMO


sexta-feira, 30 de março de 2018

A CRISE DA MASCULINIDADE E O PROCESSO DE FEMINIZAÇÃO DO HOMEM NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA

O homem atual que vem perdendo suas características masculinas “clássicas” devido ao comportamento moderno de basear-se   na ética progressista   do  politicamente correto, contrariando  e desconstruindo as  características antigas de masculinidade. Em 2016, Clint Eastwood acabou sendo votado em Donald Trump, e assim como outras pessoas, ele também estava cansado de homens politicamente corretos, e que estavam construindo uma geração de homens fracotes. Os personagens de Eastwood personificam o homem heroico, extremamente masculino, durão, destemido, obstinado em seus objetivos, cordiais com as mulheres, prestativo para com os aflitos, inconformado com uma injustiça e implacável com os inimigos. Esse conceito de mais forte não se limita à força física, mas também de atributos e valores mais profundos, como coragem, sabedoria, honradez, fé. O homem conservador se prepara para a guerra, mas não porque o deseja, mas porque o que o mundo está caótico, e que as vezes a paz só é alcançado através destas. O homem clássico é aquele que é gentil com mulheres, tem posicionamento, força e coragem. Não é um paspalho, fraco, covarde; e muito menos trata a mulher de forma inferior, mas ele a ama,  protege, e a faz sentir segura.  
O homem de hoje  está vinculado a atitudes do discurso progressista do "politicamente correto". Exemplo: O homem  de atitude politicamente correta, se diz contra a violência. É claro que não podemos ser favor da violência. Porém, ninguém, vai chegar a lugar nenhum, com discurso de paz e amor, soltando pombinhas branca pedindo a paz, ou de mãos dadas, com velas acesa catando "Imagine de John Lennon". Isso contribui para uma geração de homens frouxos e medrosos. 

No entanto, paradoxalmente, outros discursos progressistas tem seu espaço, como o feminismo que prega ódio e destruição aos homens, ideologia de gênero, destruição do modelo tradicional de família, aborto; e tudo em  nome da liberdade individual feminista, que leva para uma sociedade de homens fracos.  Um exemplo entre os “mundos” é o processo de islamização da França, que vem sofrendo ataques enquanto uma população reage fazendo manifestos pacíficos em torno da Torre Eiffel cantando “Imagine” de John Lennon. Hoje por exemplo, os homens  em grande parte, não se afastam do espelho por causa de uma excessiva preocupação com a beleza, se preocupando em eliminar os pelos do corpo, pois é nojento e sujo. Segundo pesquisas, aumentou em 40% os homens com mais de  30 anos que ainda moram com os pais, pois muitos não tem coragem de lutar para se auto sustentar, pois é um fraco. Na década de 40, garotos ingleses de 18 anos já pilotavam caças para defender a Grã-Bretanha de outros jovens pilotos de 18 anos alemães. Os pais de hoje não podem chamar a atenção de seus filhos com frases tão comuns no passado como: “Seja homem, e não moleque!”, “Tome posição de Homem!",  “ Isso não é coisa de homem! ”, entre outras. Frases como estas hoje, são opressoras e machistas, pela sociedade contemporânea, e seus desvaneio progressistas. Os homens de hoje; crescem despreparados para um ambiente hostil, deixando os homens totalmente passivo  para a vida adulta. Os garotos de hoje não ganham  certos  brinquedo dos pais, sob a alegação  que tais brinquedos incentivam a violência; assim surge um discurso progressistas, que para piorar por meio da  ideologia de gênero, defende  que não existem brinquedos  de "menino" ou brinquedos de "menina", e que a separação de brinquedos masculino e feminino, é uma opressão de uma sociedade machista; deixe  o menino brincar de boneca !!!  
Em outros tempos na infância, meninos brincavam  de guerra, de luta, carrinho de rolimã, futebol. Segundo pesquisas, o futebol tem perdido seu espaço entre a maioria  dos meninos, pois alegam ser uma brincadeira, muito bruta e suja. Na minha infância por exemplo, nossos heróis eram, Bruce Lee, Rambo,Max Steel, Mad Max, etc. Na atualidade, boa porcentagem dos meninos de hoje querem dançar como o Pablo Vitar ou como Anitta, o pior, diante de toda a família e sob os aplausos, risadas e aprovação dos pais e familiares. Os jovens de hoje em porcentagem expressivas tendem a serem mais delicados nos gestos e na forma de falar, são fracos fisicamente e psicologicamente. Ainda não estamos falando de sexualidade, mas de comportamento mesmo. Os jovens/homens de hoje, em grande parte classificam os personagens dos filmes como:  Stallone, Schwarzenegger, Chucky Norris, Van Dame, MacGyver, Mad Max entre outros, como grotesco/bruto. Como isso, grande parte dos homens contemporâneo são de personalidade frívolas, fracos, afeminados, franzinos, de conduta reprovável. 


Início da feminização e da  A lavagem cerebral. Os homens são bombardeados diariamente com mensagens em que os homens estão trocando de papel com mulheres. As que aparecem como duras, fortes, inteligentes, inteligentes, dominantes, enquanto o homem está cansado e perdido, que mal sabe o que está fazendo ao lado delas. Pare e observe os anúncios e comerciais. Essas mensagens, inconscientemente, vão remodelando a sociedade. Ainda que os seus impulsos sexuais venha permanecer, sem nunca duvidar da sua sexualidade, mesmo assim não se ajustam ao modelo masculino clássico de outros tempos. Modelo que sempre despertou e ainda desperta o interesse das mulheres. Homens com pouca testosterona. Para piorar, os hábitos de suporte à
obesidade, sedentarismo e estresse, são hoje quase o total de vegetais, obesidade, sedentarismo e estresse, contribuem para a diminuição dos níveis de testosterona nos homens.Essa baixa na testosterona tem implicações na força física, sem vigor, coragem e todos os atributos da masculinidade clássica. Com tudo isso, o homem vem passando por grandes mudanças de identidade, numa sociedade de homens frágeis e feminilizados. 
Igualdade e Diferença de Gêneros. É preciso saber que está sendo defendido que a masculinidade é uma coisa  superior  a feminilidade a pior. Não se trata disso. Defendemos que a feminilidade é uma coisa para as mulheres, mas não é para os homens. E, falando em igualdade de direitos e direitos, que é uma grande conquista da sociedade, também temos que aceitar os homens e mulheres são diferentes entre si, tendo características, aptidões, habilidades e também fraquezas e pontos de apostas inerentes a cada gênero. Não somos melhores ou piores, mas diferentes, ainda que tenhamos trabalhado pela igualdade de direitos e deveres tratando os seres humanos.

O esforço para ser homem. A feminilidade são, portanto, naturais as  mulheres. Porém, ao homem a masculinidade tem que ser trabalhada.  Homens devem  empreender um esforço para desenvolver sua masculinidade. Sobre isso Freud defendeu em seu conceito:
"O complexo de Édipo", em que enfatiza que o melhor ambiente para criar um filho é dentro de um ambiente  com a presença da mãe (referencial feminino), e o  a presença do pai (referencial masculino). É um processo se tornar um homem, e sair da passividade, da conveniência, do mesmo modo com o biológico quanto ao psicológico e comportamental. Por exemplo, no  biológico, nas primeiras divisões celulares, em todos os casos são inicialmente fêmeas. Há uma intervenção do cromossomo "Y" para embrião poder ser desenvolvido como macho. Na infância, para uma menina desenvolver-se como mulher, ela mesma permanece sob a influência materna e crescente como tal. Porém, o menino precisa afastar-se das influências da mãe para poder desenvolver sua masculinidade. Para tal, é necessário um esforço, um enfrentamento, uma intervenção.  Por esse motivo, era muito comum em algumas sociedades, como por exemplo, nas indígenas, que os meninos, eram tirados do convívio materno por uma década, para passar por ritos de iniciação na fase adulta masculina.Nesses rituais, o menino tem que enfrentar os seus medos, demonstrar
sua força e resistência na superação de desafios e assim “virar homem”. Claro que as rituais são suplementares hoje em dia, mas ainda precisamos de uma dose de sacrifício para desenvolver a masculinidade. O que é uma palavra masculina, que ele ouça a série dos heróis, os bravos guerreiros do passado que se sacrificam em batalhas por suas famílias. Um menino, de posse de uma arma de brinquedo, está sempre pensando e se tornando um lutador de combate, desenvolvendo-se inconscientemente com sua responsabilidade de defender a família, a pátria e os seus próprios valores contra o mal espalhado no mundo.

No campo da sedução. Em tempos outrora, os meninos/homens eram ensinados a combater os inimigos e os outros inimigos para conquistar o amor da princesa e a bela do reino. Trazendo, então, para o campo da conquista, veja que a mulher, desde os tempos remotos nas histórias, ela  permanecia à espera, não por que ela não seja incapaz de fazer, mas por que, era dever de um homem provar seu valor,  esforçando-se ao máximo em duras batalhas, manifestação de força e coragem para ganhar a admiração. Era o papel do homem conquistar admiração da mulher. Mas, para piorar uma situação atual, hoje em dia
o homem tem receio de fazer o jogo da conquista, tanto por medo de ser acusado de assédio sexual quanto, o que é pior, medo de sofrer uma rejeição. Acabou que os homens vem assumindo uma passividade, o que caracteriza como fracos e frouxos. Os casais modernos. Em questão do trabalho, os jovens estão acomodados em casa enquanto suas mulheres vão batalhar o sustento da família. Ou seja, enquanto o homem está acomodado em tomar cuidado com os animais, a mulher tem um peso e se esforça em seu lugar. O mundo está a cada dia mais suave para o homem. E, como diz o ditado: Tempos difíceis forjam homens fortes, e os tempos podem criar homens fracos”. Por isso, que  muitos homens de hoje  sobem no sofá, e chamam a  esposa para matar a barata que acabou de passar pelo canto da sala.


PARA SABER MAIS LIVROS:












PARA SABER MAIS: DOCUMENTÁRIOS 


A feminização do homem 


Ameaça Ao Homem - A Preocupante Feminização do Macho



O processo de FEMINIZAÇÃO do Homem!



Masculinidade: o que está acontecendo com os homens?