JOHN LOCKE

"todos os homens, que, sendo todos iguais e livres, nenhum deve prejudicar o outro, quanto à vida, à saúde, à liberdade, ao próprio bem". E, para que ninguém empreenda ferir os direitos alheios, a natureza autorizou cada um a proteger e conservar o inocente, reprimindo os que fazem o mal, direito natural de punir"

FRIEDRICH HAYEK

“A liberdade individual é inconciliável com a supremacia de um objetivo único ao qual a sociedade inteira tenha de ser subordinada de uma forma completa e permanente”

DEBATES FILOSÓFICOS

"A filosofia nasce do debate, se não existe a liberdade para o pensar, logo impera a ignorância"

A Filosofia é.....

"Viver sem filosofar é o que se chama ter os olhos fechados sem nunca os haver tentado abrir". Descartes

LIBERDADE

"Liberdade, Igualdade , Fraternidade. Sem isso não há filosofia. Sem isso não há existência digna.

"Nós temos um sistema que cobra cada vez mais impostos de quem trabalha e subsidia cada vez mais quem não trabalha"

LUDWING V. MISES

"O socialismo é a Grande Mentira do século XX. Embora prometesse a prosperidade, a igualdade e a segurança, só proporcionou pobreza, penúria e tirania. A igualdade foi alcançada apenas no sentido de que todos eram iguais em sua penúria"

sábado, 28 de maio de 2016

AGOSTINHO DE HIPONA: A NATUREZA DO BEM


          
Um dos grandes questionamentos do ser humano diante da existência é compreender a si e o cosmo. Desde os pré-socráticos até ao início da modernidade  tal compreensão   se deu  através da “filosofia essencialista ”; que  terá por base a metafísica , que por sua vez buscará as causas primeiras para a compreensão do ser e conseqüentemente do cosmo. Através do método essencialista buscou-se compreender “O Ser ” fazendo a pergunta: “o que é o ser”?  O que é a natureza, qual é a essências das coisas que estão no mundo? Ainda dentro do contexto filosófico essencialista surge à doutrina do “Maniqueísmo ”. O maniqueísmo  desenvolve uma doutrina  simplista de mundo. Em que o mundo é visto numa visão dualista radical. 
           Segundo a qual o mundo está dividido em duas forças: o Bem [luz] e o Mal [trevas] como entidades antagônicas e perpétuas. No sistema maniqueísta o bem e o  mal não são figuras retóricas, são representações  ontológicas e  concretas do Bem e do Mal.  Agostinho de Hipóna contemporâneo da doutrina maniqueísta na obra o “Livre Arbítrio”  desenvolve um tratado de identificação sobre a  causa  do  bem e do mal buscando compreender;  o que é o bem e o que é mal.     Agostinho enfatiza, em que sentido uma coisa se pode  ser  “BOA”;  e  de onde vem o “MAL”?.   O bem é o mal estão impressos nas coisas?  Ou se encontram apenas no intelecto humano, como meros conceitos hermenêuticos da linguagem?.  Hoje há idéia de que o bem e o mal são relativos. Mas, a angustiosa presença do mal no mundo “físico, moral e existencial” nos mostra  que a questão  está longe de ser resolvida.
Agostinho afirma na obra “A Natureza do Bem”: “(...) que  toda a natureza é BOA) . Desta forma  para algo ser bom é necessário antes de tudo existir.  Assim para algo ser bom é necessário antes  de tudo ser; pois do não ser, não há nada que seja bom  . Agostinho traz uma mudança a respeito do conceito de  “BEM e MAL”. Nesta concepção Agostinho desconstrói  o conceito  de  mal ontológico. Para Agostinho  o homem é autor de sua conduta;  e é responsável  por ela. O  “Mal” é  conseqüência  antropológica do mau uso do  livre-arbítrio. [Assim Deus é o criador de todas as coisas boas. Por isso, não pode criar o mal que é  oposto a sua essência].  E o mal  não é nada de positivo, mas a  privação do bem. Por isso;  é pelo livre-arbítrio da vontade que o homem se aproxima do “BEM” [que é Deus] é também pelo livre-arbítrio da vontade que ele se afasta, tendo assim a mal,  como ausência do bem.]
Para Agostinho, o mal não é propriamente uma natureza, mas a corrupção dela. Uma natureza má seria uma natureza corrompida, mas não seria má enquanto  natureza, e sim naquilo que o degenerou; porque o mal é sempre inerente ao sujeito.  Com afirmação    da premissa maior “(...)de que toda a natureza é boa”. Além de apresentar um otimismo [cristão] ontológico,  Agostinho se opõe  definitivamente ao maniqueísmo, que demonizava a matéria  e fazia do homem um ser dualístico em permanente crise; odiando o próprio corpo, como um cárcere privado da alma.  Agostinho resgata a natureza literalmente como algo “BOM”.   Através da premissa de que toda a “Natureza é Boa em si mesma”; Agostinho  atribui  o conceito de “BOM” para esfera da “antropologia”  que representa o homem; e para esfera da “Cosmologia” que representa  o mundo/natureza. 
Na esfera da cosmologia; a astronomia mostrou-se como um elemento fundamental para a premissa de Agostinho; “(...) de que toda a natureza é boa”. Pois a través da astronomia Agostinho observou os movimentos perfeito das estrelas; a ordem do universo, e a perfeita harmonia das suas estruturas matemáticas. Em face disso, não era possível a existência do princípio dualista de “bem e mal” como atribuía a doutrina maniqueísta. Se o universo expressava a estrutura das formas matemáticas regulares, harmoniosas e possíveis de cálculo; onde achar os efeitos do mal na natureza [criação do mundo?].  As estruturas básicas presentes na natureza [criação do mundo] são boas; foi o que Agostinho aprendeu com a Astronomia. Usava-se dessa mesma maneira, a idéia grega pitagórica do cosmos. E os princípios da forma e da harmonia expressos na matemática. A harmonia cósmica da natureza foi elemento determinante na sistematização teológica e filosófica de Agostinho. Segundo Paul Tillich, o abandono do maniqueísmo por Agostinho, foi decorrente da sua visão de natureza, influenciado sobre tudo pela astronomia.  
Desta forma, Agostinho supera o dualismo e a negatividade do Oriente. Assim, a separação de Agostinho da filosofia maniqueísta não foi apenas um evento simbólico. Significava a libertação da ciência natural moderna, da matemática e da tecnologia, do pessimismo dualista e da negação da realidade na Ásia. Esse fato foi muito importante para o futuro da Europa. Os filósofos e teólogos agostinianos, do último período da Idade Média, deram sempre ênfase à matemática e à astronomia. A ciência natural moderna nasceu como o platonismo e o agostinianismo, na base da crença do cosmos harmonioso, determinado por regras matemáticas . 
Já na esfera da antropologia “BOA” Agostinho resgata as origens estabelecidas na tradição judaico-cristã que, desde os primórdios da civilização, havia reservado ao homem um lugar destacado na obra da criação, colocando-o acima dos demais seres vivos. Desse contexto é possível afirmar que a visão harmoniosa do universo e da natureza trazida pelos antigos e preservada pelos medievais evidencia a importância de que a matemática aliada às formas geométricas teve na composição estética do mundo, como algo estritamente bom. Certamente a teologia se beneficiou dessa visão positiva da natureza não apenas para assegurar a sua beleza, mas para sustentar a bondade e a perfeição da natureza [do Criador]. Portanto, a relação homem e natureza no conceito de Agostinho proporcionam uma analise da atualidade para os dilemas ambientais contemporâneos.
 A natureza para Agostinho e conseqüentemente para o homem medieval representava antes de tudo a personificação do bem [a obra do Criador] e a  manifestação estética da beleza [de Deus]. Devendo ser vista primeiramente como objeto de contemplação  do que propriamente algo a ser transformado pela ação humana. A natureza ou cosmos já era desde a antiguidade grega contemplada em sua forma harmoniosa, porém, muito mais pelo olhar das formas geométricas e matemáticas; do que teológica . Nesse contexto, o homem mantinha do ponto de vista utilitário uma postura de indiferença para com a natureza. Ele se sustentava dela, fazendo-se da mesma parte integral .  Mas, a transição da Idade Média para a Idade Moderna alterou significativamente a maneira de o homem relacionar-se com a natureza . Desta forma, a dimensão ecológica já não faz parte integrante do homem e a natureza começa a ser agredia e destruída. O que implica, portanto em um ato contra a natureza [criação]. 
O homem moderno aspira um sentimento de ser superior relação à criação, em que a mesma se tornou apenas objeto do antropocêntrico, que tem  como única finalidade servir apenas os caprichos egoístas do homem. Essa proposição pode ser legitimada quando se analisa o conceito de natureza através da história principalmente depois dos  tempos modernos   com  a  Revolução Industrial.  A qual contribuiu para o advento exacerbado do “Capitalismo Selvagem” do “Consumismo” e da  “Exploração dos Recursos Naturais”  para suprir o desejo consumista. Trouxe conseqüência terrível causadas pela a industrialização  e a tecnologia sobre a natureza. 
O progresso técnico da civilização mecanicista acelerou e intensificou a devastação cada vez maior da natureza. A produção desenfreada; o consumismo compulsivo, e os impactos sobre a natureza [criação] passaram ameaçar o equilíbrio; da vida ; contribuindo assim para os efeitos negativos como chuvas acidam; efeitos estufas, morte dos oceanos, contaminação dos alimentos e poluição, do ar, etc. Segundo  Friedrich Engels: “O homem está como parte da  natureza e não como dono; não pode  dominar a natureza  como um conquistador de  um povo estrangeiro, como alguém  situado fora da natureza; mas sim que  pertence, como nossa carne, nosso sangue, nosso celebro” .
  Segundo Jeam Luand  “O mundo contemporâneo é prodigo em exemplos que parecem corroborar a visão niilista” , pois hoje assistimos  ao formidável  espetáculo tanto no “âmbito privado ou publico”  em que entram em  choque com as  vontades desgovernadas, sem parâmetro de bem e de Mal” .  Mas para G.Reale: os valores de bem e de mal destituídos pelo niilismo; “São  justamente  os grandes  valores  que  nas eras antigas, medieval  e primórdios  da modernidade eram pontos  de referência essenciais;  e, em ampla medida, irrenunciáveis  para a vida social”  .
Segundo Leonardo Boff o sintonia mais doloroso já  constado há décadas por sérios  analista e pensadores contemporâneo, é um difuso mal estar da civilização. Aparece sob o fenômeno de descuido, do descaso e do abandono, numa palavra, a falta de cuidado com o mundo . Disse o filósofo que melhor viu a importância essencial do cuidado, Heidegger (1889-1976) em seu famoso “Ser e Tempo” enfatiza: “Do ponto de vista existencial, o cuidado se acha a priori, antes de toda atitude e situação do ser humano, o que significa dizer que ele se acha em toda a situação de fato”. Quer dizer; o cuidado se encontra na raiz primeira do ser humano, antes que ele faça alguma coisa. E, se fizer, ele sempre vem acompanho de cuidado. Significa reconhecer o cuidado com modo de ser essencial sempre  presente e irredutível á   existência.
Hoje o maior desafio ao tratar de questões ambientais está em assegurar o equilíbrio entre meio ambiente e economia, sem perder o foco da discussão em uma plataforma ética e política. São aparentemente dois universos distintos, porém, com a mesma raiz etimológica derivada do radical grego oikos (casa). Economia significa em termos gerais, organização da casa, do lugar onde se vive. E meio ambiente vem associado ao termo ecologia que significa o estudo da casa enquanto local de existência. 
Tal direito ambiental se vê ligado às outras esferas da sociedade, que dele exige manter vínculos com os diversos ramos do direito e também com o conhecimento produzido pelas ciências em geral, sobretudo, com a filosofia. Desde o seu nascimento na década de 1960, o direito ambiental, com a sua função primordialmente voltada à proteção do meio ambiente, se vê forçosamente ; diante de um descuido e um descaso de cuidar de nossa casa comum, o planeta terra. Pois como afirmou a Agostinho; “toda a natureza é boa”.



REFERÊNCIAS 


AGOSTINHO. Livre Arbítrio. Rio de Janeiro: Ed. Sétimo Selo. Texto extraído da apresentação do livro por Jean Lauand.  Professor Titular Faculdade de Educação Da Universidade de São Paulo, 1998.
AGOSTINHO. Confissões. Tradução: Ângelo Ricci. São Paulo. Ed: Abril Cultura-Coleção os Pensadores 1º Edição, 1973.
AGOSTINHO. A natureza do bem. Rio  de Janeiro. Ed. Sétimo Selo. 2006.
AGOSTINHO. Livre Arbítrio. Rj. Ed Sétimo Selo. 1998.
BOFF. L. Saber cuidar: Ética do humano- compaixão  pela terra. Petrópolis. RJ. 9º Ed. Editoras Vozes, 2003.p. 20.
ENGELS, Friedrich. A Dialética da Natureza. 3º Ed. RJ. Paz e Terra, 1979.
GILSON, Étiene. Introdução ao estudo de Santo Agostinho. Tradução: Cristiane Negreiros Abbuyd Ayoub. São Paulo. Ed. Paulus, 2007.
Moltmann, Jürgen. O  Espírito da vida. Uma pneumatologia Integral Petrópolis: Vozes, 1999.
 MORENTE, M, GARCIA. Fundamentos de filosofia lições preliminares. Tradução de Guillermo da Cruz Coronado Fonte: Ed. Mestre Jou. 1967.
REALE, Gionanni. Historia da filosofia.   São Paulo: Paulus, 1990.
PROENÇA W. Lara.  O sábado da criação. Londrina. Ed. Descoberta 2005.
TILLICH, Paul. História do Pensamento Cristão. Tradução de Jaci Maraschin. São Paulo: ASTE, 1988.

RENÉ DESCARTES: SE PENSO LOGO - EXISTO


O que se pode conceituar nas meditações de Descartes como em toda sua obra é que ele começa por uma dúvida geral sobre as aparências sensíveis. Através da dúvida Descartes tenta remover do caminho preconceitos com a finalidade de estabelecer uma ciência confiável. Por isso a dúvida em suma é um meio para um fim, não um fim em si. Descartes apresentam que sua unica preocupação e o seu objetivo é de levantar dúvidas sistemáticas para eliminar a dúvida e encontrar algo seguro e indubitável. Esta dúvida consiste em despojar-se dos preconceitos. Trata-se de uma eliminação dos edifícios do saber, não do espírito do homem. Podemos duvidar porque todo o nosso conhecimento é passivo de duvida, pois tais conhecimentos provém dos sentidos e pode acontecer de nos enganar. Por está causa é prudente nunca confiar completamente, pois por ter uma vez que já nos enganado. Para Descartes a dúvida é útil para distanciar dos sentidos, pois a dúvida nasce da experiência do erro, e uma vez que os sentidos já nos enganou uma vez, será sempre necessário duvidar.

A relação entre pensamento, dúvida, certeza e idéias nas meditações de Descartes:

O que podemos conceituar desta relação é que para Descartes todo o conhecimento advém dos sentidos e que esses sentidos são passiveis de levar aos equívocos conforme ele mesmo descreve: “Com efeito, tudo o que admiti até agora como verdadeiro, eu o recebi dos conceitos ou pelos sentidos. Ora, notei que os sentidos ás vezes enganam e é prudente nunca completamente nos que, seja uma vez, nos enganam.” . Descartes através de seu método denominado “ A dúvida metódica” decidem conscientemente despojar-se do saber de todas as coisas, por considerá-las toda a inverdade. Através desta decisão de Descartes de colocar em dúvida todo o saber vigente, existe um conceito que não pode negar o qual está explicito que é o “ pensamento” visto que o pensamento é a base que proporciona a devida condição da existência da dúvida. Pois o pensamento precede a dúvida; aqui existe uma condição de lógica, porque mesmo que duvido é evidente que penso. Para Descartes isso se configura em uma certeza a qual ele mesmo a intitula de “certeza absoluta”, a qual é identificada como a base do sistema de Descartes que é: “ Se penso; logo existo”

“A conseqüência do desdobramento desta “certeza de pensar” para Descartes é que existem idéias, idéias a qual Descartes as classifica de duas maneiras “As idéias perfeitas” e as “ idéias imperfeitas”. As idéias perfeitas são classificadas como as idéias que possui em si mesma uma autonomia, uma auto sustentação maior do que o meu pensamento, algo que não pode vir de mim, a qual Descartes a define como “ (...) substância infinita, independente, eterna, imutável, sumamente inteligente e sumamente poderosa (....). Sobre as idéias imperfeitas Descartes descreve que seria toda a idéia e obra da mente e conseqüentemente a natureza dessas idéias e tal que ela não exige por si mesma nenhuma outra realidade formal além do que recebe do pensamento ou de minha mente da qual é uma maneira ou efeito de pensar. O que se pode conceituar e que as idéias imperfeitas são como imagens que facilmente podem ser deficientes da perfeição que está nas coisas de que foram tiradas, mas não podem conter algo maior ou mais perfeito do que essas coisas. Diante disso é seguro que há porém nas idéias imperfeitas uma certa falsidade material, quando elas representam uma coisa, como se coisa fosse. Descartes define “ (....) uma coisa imperfeita, incompleta e dependente de outra coisa aspirando indefinidamente a coisas cada vez maiores e melhores (...)

Caracterização do método de pensamento cartesiano.

O método cartesiano é acima de tudo pré-indutivo, ou seja suas formulações não se constroem depois da intuição das coisas, pelo contrário tem como propósito primeiramente obter a intuição. Por isso, Descartes na busca pela intuição ele vai dividir e investigar em partes todos os objetos que permitam duvida, até que uma dessas partes se constitua um objeto claro e evidente. Ao contrário dos antigos pensadores que partiam da certeza, Descartes parte da “dúvida metódica” que põe em dúvida todas as supostas certezas. O método cartesiano duvidara de tudo quanto admitisse dúvida, somente as proposições que se permanecem em pé diante deste exame criticam seriam validas. Tal método supunha que o elemento necessário ao conhecimento é a certeza que o homem pode alcançar pondo em dúvida todas as proposições que admitem dúvidas, e somente quando estas proposições resistissem a estes testes é que podem ser recebidas como verdade. A dúvida é a possibilidades entre o certo e o errado, podem surgir da preocupação em discutir se os pensamentos correspondem ou não a realidade. Porém, a pessoa não pode duvidar da existência de seus próprios pensamentos, porque eles se confundem com o próprio ser. É o próprio Descartes que diz “Cogito ergo sum”. Eis a certeza da qual não se pode duvidar mesmo que queira.

A “ontologia” tem parte neste método uma vez que Descartes descreve que não se pode colocar em dúvida a existência de Deus afirma a existência do mundo exterior o qual fazendo uso do “Gênio Maligno” afirma que Deus não haveria de nos enganar fazendo supor que o mesmo existe, quando na verdade não existe; se assim fosse estaria embasada em uma ilusão firmada na percepção dos sentidos. O método cartesiano também afirma a existência da “alma” como uma realidade pessoal baseada da realidade divina através deste conceito de alma o método cartesiano desenvolve a questão do dualismo (corpo-alma). Podemos assim dizer que a caracterização do método cartesiano se da através da dúvida metódica e do método pré-intuitivo pelo qual ficam estabelecidos três princípios fundamentais do conhecimento: Deus, alma e a existência do mundo externo.