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JOHN LOCKE

"todos os homens, que, sendo todos iguais e livres, nenhum deve prejudicar o outro, quanto à vida, à saúde, à liberdade, ao próprio bem". E, para que ninguém empreenda ferir os direitos alheios, a natureza autorizou cada um a proteger e conservar o inocente, reprimindo os que fazem o mal, direito natural de punir"

FRIEDRICH HAYEK

“A liberdade individual é inconciliável com a supremacia de um objetivo único ao qual a sociedade inteira tenha de ser subordinada de uma forma completa e permanente”

DEBATES FILOSÓFICOS

"A filosofia nasce do debate, se não existe a liberdade para o pensar, logo impera a ignorância"

A Filosofia é.....

"Viver sem filosofar é o que se chama ter os olhos fechados sem nunca os haver tentado abrir". Descartes

LIBERDADE

"Liberdade, Igualdade , Fraternidade. Sem isso não há filosofia. Sem isso não há existência digna.

"Nós temos um sistema que cobra cada vez mais impostos de quem trabalha e subsidia cada vez mais quem não trabalha"

LUDWING V. MISES

"O socialismo é a Grande Mentira do século XX. Embora prometesse a prosperidade, a igualdade e a segurança, só proporcionou pobreza, penúria e tirania. A igualdade foi alcançada apenas no sentido de que todos eram iguais em sua penúria"

terça-feira, 19 de outubro de 2010

SOCIEDADE DE CONSUMO


Os lucros da (ir)racionalidade: uma refexão sobre a importância da proteção do consumidor na atual sociedade de consumo


Devo, de em diante, externar algumas reflexões– e notem-se: na condição de estudante a respeito da importância da proteção do consumidor na sociedade globalizada de consumo na qual vivemos. Esse é o foco e meu objetivo único. Considerando que a sociedade de consumo pode ser vista de vários pontos, econômico, filosófico, psicológico, sociológico, político, ético, jurídico, notei que a literatura pertinente trata normalmente das várias faces ao mesmo tempo. Para hoje, além de recolher alguns subsídios nessa literatura, obtive outros – talvez mais relevantes – a partir do diálogo com pessoas do meu convívio, é o caso do genial professor Lucas Saran, aqui presente, do colega Bruno Costa e mesmo do meu querido compadre-irmão Vinícios Cangussu. A partir desses diálogos, quase como que numa maiêutica socrática, extraímos de nós mesmos várias ponderações da sociedade de consumo, porque, afinal, fazemos parte dela.

Gente... pode acontecer de alguém se sentir desconfortável em razão do que vou falar, mas não pensem vocês que eu também não me senti da mesma forma incomodado quando preparei o que hoje vou lhes dizer. Sou também um consumidor tal como qualquer um aqui, aprendi a gostar de sê-lo, e a não saber ser outra coisa, senão um bom consumidor.


2 Que significa dizer que vivemos numa sociedade de consumo?

Pois bem, que significa dizer que vivemos numa sociedade de consumo? Para responder a essa pergunta, precisamos lembrar da noção de INDÚSTRIA CULTURAL. Quem primeiro lançou-lhe as bases foram Adorno e Horkheimer na obra Dialética do Esclarecimento, obra na qual pela primeira vez empregou-se a expressão “indústria cultural”. Grosso modo, se a indústria é a conjugação do trabalho e do capital para transformar a matéria prima em bens de produção e consumo, então a indústria cultural caracteriza-se, por sua vez, pela produção de bens culturais, disseminados através dos meios de comunicação de massa (mídia), que impõem formas homogêneas de comportamento e consumo.

A sociedade de consumo teve seu marco inicial com a Revolução Industrial no final do século XVIII. Adorno e Horkheimer consideram a indústria cultural um estágio da cultura contemporânea que confere a tudo “um ar de semelhança” (ADORNO, p.1). Estamos, pois, que as necessidades passam a ser padronizadas na indústria cultural. Não há espaço para o personalíssimo. Também os produtos – à semelhança das necessidades e dos próprios consumidores – são padronizados. Os sistemas de produção, consumo e publicidade tornaram-se tão homogêneos, que virtualmente toda mercadoria apenas reafirma, com alguma variação, o poder de uns poucos princípios de sua efetividade. Gostaria de lembrar a letra de uma das músicas do grupo Engenheiros do Hawaii, de composição de Humberto Gessinger e Paulinho Galvão, chamada Fusão a Frio: ninguém sabe como serão os filhos desse casamento indústria da informação + indústria do entretenimento promessas de fusão à frio(sic), desvio de comportamento
(...)
promessas de fusão à frio, diversão e conhecimento
a única escolha que temos é a forma de pagamento
(...)
De fato, o capitalismo de consumo impôs: “[...]educar as massas na cultura do consumo, criando nelas o desejo de melhores coisas, mesmo quando elas não queriam ou não podiam mais comprar...”(Marcondes Filho, apud Severiano, 2001). Hoje em dia, diz o sociólogo polonês Bauman: A maneira como a sociedade atual molda seus membros é ditada, primeiro e acima de tudo, pelo dever de desempenhar o papel de consumidor. A norma que nossa sociedade coloca para seus membros é a da capacidade e vontade de desempenhar esse papel (p. 87-88).

Ao não comprar, descumpre-se aquele dever de consumo imposto aos participantes desta sociedade. Lembremos o que reiterou o Presidente Lula na última crise internacional: Lula volta a incentivar população a não parar de consumir .Segundo ele, paralisia do mercado interno pode gerar desemprego. Presidente afirmou que programas sociais não sofrerão cortes. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a incentivar nesta terça-feira (25) as pessoas a continuar consumindo bens e serviços apesar da crise. Segundo ele, se o trabalhador deixar de fazer compras, corre o risco de perder o emprego em razão da diminuição da atividade econômica.
(...)
Segundo ele, o país entrou numa fase de crescimento que não pode ser abandonada e, por isso, a manutenção do consumo interno é fundamental..
(...)
Segundo o presidente, isso afeta o mercado. "O trabalhador pensa assim: 'Eu não vou fazer a compra da minha televisão, da minha geladeira, do meu carro(...)porque eu tenho medo de perder o emprego'. Ele corre o risco de perder o emprego se não comprar, porque daí o comércio não encomenda para a indústria que não produz e aí não tem emprego”, argumentou o presidente.
(G1, Notícia 25/11/08 - 17h26 - Atualizado em 25/11/08 - 17h34 Disponível em http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MRP875484-9356,00.html)
A crescente globalização das sociedades contemporâneas acelera a proliferação de todos os tipos de produtos no mercado, advindos de todas as partes do mundo. E, pois, vivemos hoje, portanto, em uma forma social na qual o consumo tornou-se o ato social por excelência. É a “sociedade do goza”, que leva cada um ao prazer de um consumo ilimitado, conforme nos diz um interessante artigo cujo título é “O TRABALHO DA ILUSÃO: PRODUÇÃO CONSUMO E SUBJETIVIDADE NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA”, da psicóloga Dra. Isleide Arruda Fontenelle da USP.

O consumo não é um ato como outro qualquer, mas princípio organizador de toda a vida social atual. Trata-se, portanto, de pensar a cultura contemporânea como uma cultura orientada para o consumo. A Jurisprudência não olvidou da importância do crédito numa sociedade de consumo:
(...)Em uma sociedade de consumo massificada como a nossa [UMA DAS PREMISSAS!], a inscrição em órgãos restritivos de crédito, tornada pública, é suficiente para gerar uma série de transtornos e constrangimentos, fato perceptível pela experiência comum. (AC 200372050001846, VÂNIA HACK DE ALMEIDA, TRF4 - TERCEIRA TURMA, 29/03/2006)
O consumo, segundo a lógica capitalista, deveria responder sempre a uma necessidade, gerando procura (demanda) e determinando a partir daí o valor as coisas. Não é o que ocorre hoje em dia. Hoje compramos por dever e por compulsão. A compulsão está presente sempre que uma ação, pensamento ou uma seqüência complexa de comportamentos, quando não realizados, acarreta um aumento da angústia.

Essa ação, pensamento ou seqüência complexa de comportamentos na sociedade de consumo é o desejo socialmente expandido da aquisição “do supérfluo”, do excedente, do luxo. Esse desejo é constante e insaciável, uma necessidade preliminarmente satisfeita gera quase automaticamente outra necessidade, num ciclo que não se esgota, num continuum onde o final do ato consumista é o próprio desejo de consumo, como bem averbou o sociólogo Professor da Universidade Federal de Campina Grande Anderson Moebus Retondar em excelente artigo denominado “A (re)construção do indivíduo: a sociedade de consumo como ‘contexto social’ de produção de subjetividades”.

No consumo é que se busca a resolução (ou melhor a fuga) de nossos rotineiros problemas: o tédio, a inveja, a competição, a depressão, a solidão e outros tantos. O “remédio” do nosso século tem sido o consumo. O consumo não mais está ligado propriamente a uma necessidade, hoje em dia está ligado a emoções. Porém, o consumo, quando associado ao prazer, deixa um vazio sentimental, uma sensação de insatisfação. Liga-se, ainda, à imagem que fazemos de nós mesmos. Quanto maior for a posse de bens de um indivíduo, maior será seu prestígio social. O indivíduo, inclusive, expressa a si mesmo através de suas posses (BAUMAN et al., 2001).

Certa vez, determinado amigo reclamava das dificuldades financeiras a que passava. Conversa vai, conversa vem, reclama daqui, reclama dali, percebi que ele havia comprado uma moto nova. Perguntei o valor que havia “pago”, disse-me então o valor, o qual não me lembro bem, mas girava em torno de R$65.000,00, creio que é um valor razoável para a moto que vi. Dito o valor, logo ele me justificou: “Financiei 100%. É a única forma de ajuntar algum patrimônio. Eu pago as prestações e, se não agüentar, vendo depois e fico com o dinheiro”. Vejam vocês: não sei se ficou claro, mas, nos primórdios do capitalismo, a forma mais racional de acumular patrimônio era economizando, isto é, não gastando; agora, na sociedade de consumo, você gasta para economizar! A racionalidade se subverteu (daí parte do título: “Os lucros da (ir)racionalidade”).
Uma das mais conhecidas compulsões é a compulsividade alimentar.

Cabe aqui relembrar o filme documentário do diretor americano Morgan Spurlock, divulgado em 2004, “Super size me”. Nesse filme, em linhas gerais, Spurlock propõe-se a fazer uma dieta a base de três refeições diárias dos produtos da rede McDonald´s durante um mês. Ao final, a conclusão é óbvia: AS GRANDES CORPORAÇÕES NÃO SÃO FIÉIS AO CONSUMIDOR, MAS AOS SEUS ACIONISTAS. CLARO! Sobre o problema da compulsão alimentícia o filme chama atenção para um paradoxo. Se socialmente é tolerável uma dura crítica a um fumante, como “Você não vê como é ridículo acabar com sua saúde fumando esse cigarro?”, então por que não é uma crítica análoga contra compulsivos alimentares: “Você não vê como é ridículo acabar com sua saúde comendo esse big-mac?”. Poderíamos ainda estender o paradoxo para, vendo alguém no Catuaí fazendo compulsivamente compras, dizer-lhe: “Você não vê como é ridículo acabar com sua saúde financeira comprando tanta coisa que nem será usada?”
O ponto comum entre a indústria de cigarros, bebidas, alimentos ou de qualquer outra coisa é que eles podem contar com a indústria cultural para imprimir comportamentos, gostos, hábitos e até valores sociais para estimular o quanto mais possível o consumo desses produtos, independente da saúde física, psíquica ou financeira do consumidor. Mas não é só. Ainda há mais: O CONSUMISMO INFANTIL Numa sociedade de consumo, crianças e adolescentes são vistos como potenciais consumidores, transformando-se numa fatia de mercado que envolve bilhões de reais. Algumas estratégias de marketing são comumente utilizadas:


a)associar o consumo ao divertimento.

O McDonalds, por exemplo, oferece, no consumo do Mc lanche feliz brindes colecionáveis. Outro exemplo Kinder Ovo. No filme “Super size me” são expostos os “Playground” para as crianças exatamente como há no nosso McDonald’s de Londrina na Av. Tiradentes.

b) estratégias com as embalagens e suas cores:

A maior parte dos produtos destinados às crianças estampa personagens da indústria do entretenimento, sejam produtos de higiene, como pasta de dente ou xampu, sejam peças do vestuário, seja o material escolar, sejam estampas de alimentos (ou mesmo um desenho da Disney impresso em um biscoito). Contando com a imaginação das crianças e o mundo de fantasias, próprio da idade, as propagandas associam certas marcas de produtos a determinadas qualidades: coragem, força, poder e status social.


3 A necessária proteção do consumidor

Daí porque a proteção do consumidor foi erigida como direito fundamental do homem. A despeito de ninguém acreditar hoje em dia ser o consumidor totalmente livre para decidir soberanamente sobre o que comprar ou não comprar em virtude dos influxos do marketing, da publicidade, da moda, dos métodos agressivos e sentimentais à disposição dos fornecedores numa sociedade de consumo, é preciso que o Estado garanta ao cidadão a idéia de que ele não é um ser passivo, mas sim suficientemente ativo para determinar na medida do possível aquilo que ele realmente quer. Eis porque contamos com a proteção do consumidor desde o altiplano das normas constitucionais.

Nossa belíssima Constituição, a conhecida Constituição Cidadã de 1988, garante proteção ao homem indivíduo – direitos individuais – 5º; ao homem social – direitos sociais – 6º - 193 e ss; ao homem nacional – direito à nacionalidade – 12 e ao homem cidadão –direitos políticos –14, reservando ao homem enquanto participante de uma coletividade, os direitos coletivos – 5º, a proteção dos direitos do homem enquanto consumidor 5º, XXXII e 170, V. Diz o Texto Maior:
Art.5º: XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor; Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: V - defesa do consumidor.

A proteção do consumidor, a partir do reconhecimento de sua vulnerabilidade frente o fornecedor, é uma necessidade dado o poderio da sociedade de consumo em que vivemos. Na visão dos autores do anteprojeto do CDC, “Almeja-se uma proteção integral, sistemática e dinâmica. E tal requer o regramento de todos os aspectos da relação de consumo, sejam aqueles pertinentes aos próprios produtos e serviços, sejam outros que se manifestam como verdadeiros instrumentos fundamentais para a produção e circulação destes mesmos bens: o crédito e o marketing” (Código brasileiro de defesa do consumidor: comentado pelo autores do anteprojeto. 8ªed. São Paulo: Forense, 2005, p.7).


3.1 EXECUTIVO: PODER DE POLÍCIA – IMPORTÂNCIA DA ATUAÇÃO DO PROCON

Não sei se consegui atingi-lo, mas o objetivo final da minha fala foi modesto e um só: apenas e tão somente deixar dentro de vocês, bem marcada, a razão pela qual é, hoje em dia, tão importante e imprescindível uma eficaz proteção do consumidor, mais nada além disso. Vamos sair hoje daqui e continuar consumindo como fazemos diuturnamente todos os dias da nossa existência. E viva o consumo! Obrigado!

Autor: Comunicação realizada por Rogério na Unifil.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

FRANZ KAFKA : A VIDA COMO ABSURDO



Arte como poder expressão da existência se dá no escritor Franz Kafka. O estilo literário de Kafka é marcado pelo seu tom desapegado, imparcial, atencioso ao menor detalhe, em que abrange os temas da alienação e perseguição. Os seus trabalhos mais conhecidos abrangem temas como as pequenas histórias A Metamorfose, Um artista da fome e os romances “O Processo”, “América” e “O Castelo”. Os seus contos são julgados como verdadeiros e realistas, em contato com o homem do século XXI, pois os personagens kafkanianos sofrem de conflitos existenciais, como o homem de hoje. No mundo kafkaniano, os personagens não sabem que rumo podem tomar, não sabem dos objetivos da sua vida, questionam seriamente a existência e acabam sós, diante de uma situação que não planejaram, pois todos os acontecimentos se viraram contra eles, não lhes oferecendo a oportunidade de se aproveitar da situação e, muitas vezes, nem mesmo de sair desta.

Por isso, a temática da solidão como fuga a paranóia e os delírios de influência estão muito ligados à obra kafkiana, sendo comum a existência de personagens secundários que espiam, e conspiram contra o protagonista das histórias de Kafka. No fundo, estes protagonistas não são mais que projecções do próprio Kafka, onde ele expõe os seus medos, a sua angústia perante o mundo, a sua solidão interior. Kafka não era nada e era tudo ao memso tempo. Era judeu, escrevia em alemão, nascera na Boênia e devia submissão no impéri Austro-Húngaro. E nesta terra de ningém fechado dentro de si memso Kafka faz da lieteratura sua vida. O seu estilo é marcante, embora uma de suas maiores caracteristica seja a impessoalidade. É como se o autor não necessitasse da muleta do estilo em seu aspecto subjetivo para fazer brotar o seu eu, sua individulidade.


Kafka fala do fundamento da exitência em si; da qual o seu eu que está diante do mundo absurdo é o melhor modelo.Exemplos: Na obra A Metamorfose, Kafka é o grande inseto, deitado em sua cama, que esperneava e remexia-se tentando voltar à posição natural, com as asas para cima e as pernas para baixo, na qual teria domínio de seus movimentos. O autor, em sua literatura, tentava rebelar-se contra as imposições da sociedade. A metamorfose é uma obra de literatura fantástica na medida em que explora uma situação inusitada e que foge ao que é aceitável ou palatável. Bem que poderia ser classificada como ficção científica, mas não há explicações mais detalhadas sobre a transformação do homem em inseto.


O certo é que a estória de Gregor Samsa transcende essas classificações e denúncia os mecanismos de dominação e de subjugação da mente humana. A metamorfose de Kafka não conta apenas a história de um homem que se transformou num inseto. É sobretudo uma história de alerta à sociedade e aos comportamentos humanos. Nesta história, Kafka através de sua escrita o desespero do homem perante “o absurdo” do mundo. Na “metamorfose” Kafka é Gregor Samsa que metaforicamente se transforma em um insento devido os mecanismo de dominação e de subjulgação da mente humana.

No Livro “ O castelo”, Kafka é o agrimensor K. choca-se com o sentimento de impotência, busca algo inacessível, que o homem tenta atingir, mas não consegue. Não consegue realizar seu desejo, sua vontade é consumida num continuo rodeio, fica sempre detido nas imediações, nas medidas preliminares. No processo Kafka e Joseph K. Que se coloca-se diante de um problema de caráter finalista: “da direção e sentido de sua existência, de seu destino inexorável que culmina com a morte”. Por isso a obra de kafka se constitui a materialização das tensões sociais numa alma pequeno-burguesa, isso aparece na sua dicotomia: profissionalmente é gerente de uma companhia de seguros, e subjetivamente é um intelectual, um artista, que faz da arte da literatura o legado de sua existência.



Kafka é um dos escritos que merece ser lido.......



KAFKA.F. O castelo. Trad.: Modesto Carone. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
LACOSTE, Jean. A Filosofia da Arte. RJ: J. Zahar, 1985
BLANCHOT, M. O espaço literário. Trad.: Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Rocco, 1987.

domingo, 10 de outubro de 2010

INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO DE KANT - PARTE I

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

APORTES DA MORALIDADE KANTIANA

A ação moral propostas por Kant na FMC não se constitui meramente de uma conformidade com o dever. A conformidade com o dever demonstrará apenas a legalidade da ação. Para que a ação seja moral na perspectiva de Kant a ação deve ser determinada pelo conceito de dever "que contém em si o de boa vontade" ( FMC, I § 8, p. 112). Desta referida proposição citada, o que se pode inferir é que a ação moral não pode ser constatada na ação, mas somente em seu fundamento determinante do querer. Portanto o fundamento da ação moral situa-se na autonomia da vontade, que não é outra coisa afirmar que o sujeito é capaz de ser autônomo.
Para que essa vontade seja autônoma não deve provir de uma fonte externa mas da própria razão a priori como afirma Kant: “todos os conceitos morais têm sua sede e origem completamente a priori na razão” (FMC, II §10, p. 122).Por esta razão Kant tratará na FMC que ação moral não deve ser pressuposta como fundamento da lei moral, mas deve ser deduzido da lei moral; e que o objeto da vontade deve ser determinado pela vontade em si, antes que a vontade pelo objeto para a possibilidade da autônima da vontade constituir o fundamento da moral.
Apresento aqui o conceito de "Dever" e "Boa vontade" através de uma reconstrução analítica da filosofia moral kantiana, ainda que apenas em aspectos gerais a partir da obra Fundamentação da Metafísica dos Costumes[1]. O que Kant propõem é uma distinção extremamente purificada do dever como uma necessidade prática incondicional da ação a qual deve ser válida para todos os seres racionais sensíveis. Através do conceito de dever e da boa vontade tem como objetivo mostrar que apenas uma ação por dever pode ser legitimamente qualificada como moral.
Essa moralidade tem sua origem naquilo que é comum a todos os seres racionais, a saber: na lei moral. Sejam eles seres racionais perfeitos ou imperfeitos. A ação moral propostas por Kant na FMC não se constitui meramente de uma conformidade com o dever. A conformidade com o dever demonstrará apenas a legalidade da ação. Para que a ação seja moral na perspectiva de Kant; a ação deve ser determinada pelo conceito de dever" que contém em si o de boa vontade" ( FMC, I § 8, p. 112). Desta referida proposição citada o que se pode inferir é que a ação moral não pode ser constatada na ação, mas somente em seu fundamento determinante do querer.
Por esta razão, Kant tratará na FMC que ação moral não deve ser pressuposta como fundamento da lei moral, mas deve ser deduzido da lei moral e que o objeto da vontade deve ser determinado pela vontade em si, antes que a vontade pelo objeto para a possibilidade da autônima da vontade constituir-se o fundamento da moral. Para Kant aquilo que é uma ação moral deve ser moral para todos os seres racionais. O valor desta ação moral esta, nas máximas: “O critério supremo de determinação do valor moral das máximas (segundo as quais nós agimos) é dado pelo imperativo categórico, princípio de qualquer imperativo de dever, cujo enunciado é: “Age apenas segundo uma máxima tal que tu possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universa” (FMC, II § 31, p. 130).




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[1] KANT, Immanuel. (FMC): Fundamentação da metafísica dos costumes. Trad de Paulo Quintela. São Paulo. Abril Cultural, 1980.

VIDA E MORTE NA FILOSFIA DE SÓCRATES

“Conhecer a ti mesmo”. Esta é uma afirmação da maturidade filosófica de Sócrates desde seu encontro com oráculo de Delfos. Tal conceito mudaria totalmente a vida e a maneira de fazer filosofia na Grécia; pois Sócrates deixando a linhas dos naturalistas na busca de algo a mais se concentra definitivamente os seus interesses na problemática do homem. Sobre esta problemática os conceitos os mais variados se aforam inclusive o de “Vida e Morte”. A tentativa de entender os conceitos “Vida e Morte” se faz necessário conceituar como Sócrates via o homem. Giovanni Realle enfatiza a seguinte visão antropológica de Sócrates; “O homem é a sua alma: enquanto é precisamente a sua alma que o distingue especificamente de qualquer coisa. E por alma Sócrates entende a nossa razão e a nossa atividade de pensante e eticamente operante “.

A alma segundo que subentende para Sócrates é o consciente, ou seja, a consciência e a personalidade intelectual e moral. Uma vez descoberto que o homem é sua alma; a mesma se torna a parte principal a qual o homem deve cuidar com grande rigor, para que o homem possa conhecer a ti mesmo. É evidente que, se a essência do homem é a alma, cuidar de si mesmo significa cuidar da própria alma mais do que do corpo. E ensinar os homens cuidarem da própria alma é a tarefa suprema do educador, precisamente a tarefa de Sócrates considera ter recebido do oráculo como se lê na apologia: “ Que é Isto (...) é a ordem do oráculo. Estou persuadido de que não há para vós maior bem na cidade do que esta obediência ao oráculo. Na verdade, não é outra coisa o que faço nestas minhas andanças a não ser persuadir a vós jovens e velhos. De que não deveis cuidar apenas do corpo, nem das riquezas, nem de qualquer outra coisa antes a mais do que da alma, de modo que ela se torne ótima e virtuosíssima e de que não é das riquezas que nasce a virtude, mas da virtude que nasce a riqueza e todas as outras coisas que são bens para os homens, tanto individualmente para os cidadãos como para o Estado.

De acordo com Giovanni Reale para Sócrates, é da virtude que nasce a riqueza e todas as outras coisas que são boas para o homem. Dentro de uma abordagem conceitual; para Sócrates a vida só pode ser definida e verdadeiramente vivida através da virtude. Em grego, aquilo que chamamos de virtude se diz Arete, significa aquilo que torna uma coisa boa e perfeita naquilo que é, ou melhor, ainda significa aquela atividade ou modo de ser que aperfeiçoa cada coisa, fazendo ser aquilo que deve ser” . Segundo Giovanni Reale para Sócrates a virtude pode ser definida da seguinte maneira“ Conseqüentemente, a virtude do homem outra não pode ser se não aquilo que faz com que a alma seja tal como sua natureza determina que seja, ou seja boa e perfeita” .

Sobre este conceito subjuga-se que o oposto da virtude seria então a não-virtude que conseqüentemente seria identificado como algo ruim e imperfeito. Todavia sendo este algo ruim e conseqüentemente imperfeito seria explicado etimologicamente através do conceito “vicio”. O conceito de vicio por sua vez seria a privação do homem sobre a ciência ou conhecimento, vale dizer a ignorância. O homem sem a virtude seria então conseqüentemente ignorante, o qual desprovido do conhecimento da alma e de sua essência, conceituaria os valores externos como certo. Sobre estes valores Reale relata que: Os verdadeiros valores não são aquele ligado ás coisas exteriores como riqueza, poder, fama e tampouco os ligados ao corpo, como a vida, o vigor a saúde física e a beleza, mas somente os valores da alma que se resumem os conhecimentos. “Naturalmente, isso não significa que todos os valores tradicionais torna-se desse modo “ desvalores” significa simplesmente, que “ em si mesmos, não têm valor” . Eles só se tornam ou não valores se forem usados como “conhecimentos” exigem, ou seja, em função da alma e de sua “ arete”.

Diante de tal definição, subjuga-se que a morte para Sócrates seria supostamente viver uma vida na ignorância, longe de uma natureza boa e perfeita; fazendo de valores externos a essência da vida. Em relação a esta suposta conceituação do conceito de morte para Sócrates a uma possibilidade de compreender a decisão de Sócrates em ficar tranqüilo diante da sentença de morte no texto da apologia. Visto que uma vez que Sócrates se declara culpado e renunciasse e retrata-se pedindo clemência; mesmo sabendo que esse seria a única possibilidade de permanecer vivo; Sócrates não exitou a isso, por saber que a o maior bem para um homem é justamente este, falar todos os dias sobre a virtude e argumentando sobre o raciocinar, examinando a si mesmo e aos outros, e, que uma vida sem esse exame não é digna de ser vivida.

A morte seria o melhor caminho, um a vês subentendido que a verdadeira morte para Sócrates consiste em viver uma vida longe da virtude conseqüentemente sem honra, por isso Sócrates afirma “Morrer é uma destas duas coisas: ou o morto é igual a nada, e não sente nenhuma sensação de coisa nenhuma; ou, então, como se costuma dizer, trata-se duma mudança, uma emigração da alma, do lugar. Se não há nenhuma sensação, se é como um sono em que adormecido nada vê nem sonha, que maravilhosa vantagem seria a morrer” .

O conceito de virtude como base para a vida, pode ser fortalecido com outro conceito o qual ajudaria a definir o conceito de vida e morte para Sócrates. Entende-se que através do conceito autodomínio; que seria uma capacidade que homem tem de manter o controle sobre si mesmo e do prazer, da dor e das paixões, coisas que o homem ignorante (não-vituoso) não as vê como vícios. Autodomínio, ou seja, do domínio de si mesmo nos estados de prazer, dor e cansaço, no vigor das paixões e dos impulsos: “Considerado o autodomínio como base da virtude, cada homem deveria procurar tê-lo”. Substancialmente, o autodomínio significa domínio de sua racionalidade sobre a sua própria animalidade, significa tornar a alma senhora do corpo e dos instintos ligados ao corpo. Conseqüentemente, pode-se compreender perfeitamente que Sócrates tenha identificado expressamente a liberdade com esse domínio da racionalidade sobre a animalidade. O verdadeiro homem livre é aquele que sabe dominar os seus instintos, o verdadeiro homem escravo é aquele que não sabendo dominar seus instintos, torna-se vítima deles.

Dado esta autonomia que o homem pode alcançar através da racionalidade; o verdadeiro homem livre (vida) como afirma Reale é aquele que sabe dominar seus instintos ao passo que homem escravo seria aquele que não sabe dominar seus instintos (morte) deixando ser dominados por eles. Portanto pode conceituar que a vida para Sócrates seria a realização de uma existência liberta da ignorância; visto que não há lógica para Sócrates viver uma vida dominada pelos instituis; pois os que assim os fazem são escravos, o que mostra que não há possibilidade de viver a vida como escravo, mas apenas o homem livre através da virtude e do auto domínio poderá viver a verdadeira vida.

Finalizando, como já foi enfatizado, Sócrates identifica que a essência do homem é a alma, cuidar de si mesmo significa cuidar da própria alma. E ensinar os homens a cuidarem da própria alma é a tarefa suprema do educador, precisamente a tarefa de Sócrates considera ter recebido do oráculo. Para Sócrates o método para educar a alma do homem e fazê-lo deixar a vida de ignorância ( morte) para viver a vida virtuosa, seria a “maiêutico” onde Sócrates levava o intelecutor a reconhecer a sua própria ignorância. Através da maiêutica simplesmente pergunta; não ensina; quer aprender. Seu pensamento parece desprovido de conteúdo. Se, porém não há, ensinamentos ele propõe algo. Destruindo as respostas fáceis dos intelecutores mostra que o pensamento deve ser mais prudente. Se as respostas saem fácil é porque as pergunta foram mal formulada, e apenas contorna o problema.

O que Sócrates faz é formular perguntas, adequadas, isto é, um método de investigação que encaminhe o pensamento em direção à essência das coisas sem desvios; a maiêutica pode ser definida: Primeiro ele (Sócrates) forçava uma definição do assunto sobre o qual se centrava investigação; depois, escavava de vários modos a definição fornecida, explicativa e destacava as carências e contradições que implicava; então, exortava o interlocutor a tentar uma nova definição, criticando-a e refutando-a com os mesmo procedimentos; e assim continuava procedendo, até o momento em que o intelecutor se declarava ignorante (... Mas, da mesma forma que a mulher que está grávida no corpo tem necessidade da parteira para dar à luz, também o discípulo que tem a alma grávida de verdade tem necessidade de uma espécie de arte abstétrica espiritual que ajude essa verdade a vir à luz – e nisso consiste exatamente a maiêutica socrática.

Deste processo da maiêutica surge à virtude, conhecê-la torna-se, principal objetivo do verdadeiro conhecimento, só pratica o mal quem ignora o que se seja a virtude. E quem tem o verdadeiro conhecimento só pode agir bem. Desde modo o conhecimento e a virtude tornam-se sinôminos. Através da maiêutica Socrática as questões morais deixam de ser tratadas como convenções baseadas nos costumes as quais se modificam conforme as circunstâncias e os interesses, para se tornar problemas que exigem do pensamento uma elucidação racional. Nesse sentido, Sócrates seria o fundador a ética.

TEORIA DA AÇÃO COMUNICATIVA

Em 1981 Habermas publica a sua teoria da ação comunicativa, com o propósito de investigar a razão, dando a ela um novo conceito: A razão comunicativa. Para Habernas a teoria da ação comunicativa fundamenta-se na ética discursiva, em que os argumentos são justificados mediante a participação de um discurso publico.Nas palavras de Habermas ele diz “ que é possível que através da ação comunicativa reconstruir o que a razão instrumental destruiu. Em sua teoria da ação comunicativa Harbenas parte do principio de que os homens são capazes de ação, utilizar a linguagem para se comunicarem com seus pares. Buscando chagar a um entendimento. Segundo o próprio Habermas a obra tinha com uma as finalidades desenvolver um conceito de racionalidade comunicativa que substituísse a razão instrumental.

Através da teoria da ação comunicativa a idéia de razão instrumental ( Clássica) é reformulada em termos da razão comunicativa. Através de relações intersubjetivas, nas quais pela interação de dois ou mais sujeitos, os mesmos buscam entender-se sobre determinados assuntos ou objetos a fim de compreendê-los. Das relações intersubjetivas é que se permite discernir a universalização dos interesses numa discussão. Desta forma a racionalidade passa a ser vista como uma fonte inspiradora nas ações humanas, visando à emancipação das normas e um maior entendimento do mundo.

A teoria da ação comunicativa caracteriza pelo fato razão que se comunica; e não uma razão instrumental que massifica e aliena. Segundo Habernas, o que significa dizer que dois ou mais sujeitos se entendem entre si? Em que circunstância dizemos ter chegado a um entendimento com alguém? È quando há um processo de obtenção de um acordo. Esse acordo não pode ser por coincidência de idéias, ou forçado; mas um acordo só é aceito como validade; pelos participantes quando é conseguido comunicativamente. Por isso para analisar a teoria da ação comunicativa deve ser analisada a atitude dos participantes da comunicação. A teoria da comunicação só pode acontecer pela via dos atos de fala. Desta forma a Teoria da ação comunicativa necessita apoiar-se em uma investigação pargamatica da linguagem.

Nesse contexto a linguagem torna-se um ponto de destaque em sua teoria. A linguagem do ponto de vista habermasiano; é concebida como o elo de interação entre indivíduos; como a forma de garantir um processo democrático nas discussões coletivas, onde através de argumentos e contra argumentos, livres de coerção o sujeito buscam conseguir acordos. Segundo a comentadora Mariana Velasco “A teoria da ação comunicativa” tem um aspecto teleológico; que busca uma finalidade.


Sujeito (1) Finalidade
sujeito(2) (Entendimento)

Desta forma como afirma Habermas “ é preciso admitir que os sujeitos têm a capacidades através da ação comunicativa de propor fins; e de agir guiados por esse interesse. O conceito de ação comunicativo alude a um tipo de ação mediada pela comunicação. Onde a linguagem é o meio de comunicação que serve ao entendimento, em que os sujeitos se entendem entre si para coordenar suas ações. A chave do conceito da teoria da ação comunicativa está na idéia de que a comunicação força a observar determinadas regras; para que a intenções e decisões do sujeito; não venha se impor sem razão. A teoria da ação comunicativa trata-se de um agir “orientado pelo entendimento”, que lavam os sujeitos a se convencerem de sua validade, chegando a um acordo.

Por final para Habermas, a ação comunicativa acontece apartir da relação intersubjetivas entre os sujeitos, num discurso sem violência, permitindo desta forma realizar o entedimento entre as partes. A teoria da ação comunicativa permite uma socialização sem repressão e que conduz a um livre reconhecimento por partes dos sujeitos envolvidos.

SOFISTAS

Na preeminência da palavra como base da polis, só havia lugar na política para aquele que argumentava melhor. Diante disso surgem os sofistas que tiveram um terreno propicio para atuar através da arte da retórica. Os sofistas era muito mais um modo de educar; por isso foram considerados os fundadores da ciência da educação. Era um grupo de mestre que por um determinado preço, vendiam ensinamentos práticos de filosofia. A palavra era de ilimitada confiança, e que importava saber usar corretamente para vencer o oponente. Por isso o estudo da retórica era o mais importante. Era uma espécie de arma política. Quem soubesse servir-se dela nas praças públicas, tinha condições de galgar maiores êxitos. Os sofistas acreditavam que nada era permanente ou absoluto. As essências das coisas são mutáveis e contingentes. O mesmo acontece com as normas morais, que variam conforme o desenvolvimento da sociedade, e por isso são relativas.

“Protágoras enfatizou “que “ O homem é a medida de todas as coisas”. É no homem que reside à possibilidade de dar sentido ao mundo; por isso tudo é frágil e precisa constantemente estar sendo construída. Para os sofistas não existe uma verdade absoluta, mas o que existe são verdades. Não existe uma verdade única; anterior a mim que rege tudo desde começo e para sempre. O que existe é o ser humano; que dentro de um contexto existencial ele precisa viver em sociedade; mas para isso será necessário estabelecer valores, regra, normas com a finalidade de proporcionar a convivência do ser. Mas tais regras e valores não advêm da divindade, de um principio único e absoluto, ou de qualquer outra fonte; mas vêm da necessidade de poder construir uma existência com sentido. Para os sofistas a verdade não existe; e se existe não pode ser compreendida, pois não podermos enunciá-la através da linguagem. Não há verdade apriori; o que existe é a verdade posteriori que atribui às coisas verdades através da linguagem, sendo a retórica o método de persuasão.

Os sofistas surgem exatamente no momento de passagem da tirania para a oligarquia democrática são mestre da retórica e viajavam todo o estado fornecendo seus ensinamentos, suas técnicas e habilidades para os governantes e político em geral. Embora os sofistas não tenham uma doutrina sistematizada existe uma Paidéia nos sofistas que preparavam o cidadão para o exercício da vida política.