JOHN LOCKE

"todos os homens, que, sendo todos iguais e livres, nenhum deve prejudicar o outro, quanto à vida, à saúde, à liberdade, ao próprio bem". E, para que ninguém empreenda ferir os direitos alheios, a natureza autorizou cada um a proteger e conservar o inocente, reprimindo os que fazem o mal, direito natural de punir"

FRIEDRICH HAYEK

“A liberdade individual é inconciliável com a supremacia de um objetivo único ao qual a sociedade inteira tenha de ser subordinada de uma forma completa e permanente”

DEBATES FILOSÓFICOS

"A filosofia nasce do debate, se não existe a liberdade para o pensar, logo impera a ignorância"

A Filosofia é.....

"Viver sem filosofar é o que se chama ter os olhos fechados sem nunca os haver tentado abrir". Descartes

LIBERDADE

"Liberdade, Igualdade , Fraternidade. Sem isso não há filosofia. Sem isso não há existência digna.

"Nós temos um sistema que cobra cada vez mais impostos de quem trabalha e subsidia cada vez mais quem não trabalha"

LUDWING V. MISES

"O socialismo é a Grande Mentira do século XX. Embora prometesse a prosperidade, a igualdade e a segurança, só proporcionou pobreza, penúria e tirania. A igualdade foi alcançada apenas no sentido de que todos eram iguais em sua penúria"

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

TESE: JACOBI E A QUESTÃO DO IDEALISMO COMO NIILISMO


    JACOBI E A QUESTÃO DO IDEALISMO COMO NIILISMO 
 O limite da razão e  a necessidade da fé  

Docente S. Adriano Ribeiro
                                          
Propõe-se uma "Tese" sobre a "A questão do idealismo como niilismo - O limite da razão e a necessidade da fé"  E, para tal propósito, busca-se uma abordagem da “Carta de Jacobi a Fichte sobre o niilismo”, redigida em março e publicada no outono de 1799. É a partir da crítica de Jacobi ao Idealismo que surge propriamente o conceito filosófico do niilismo, o qual pode ser localizado no final do século XVIII. O contexto da carta revela uma intensa discussão filosófica que envolve Spinoza, Kant e Fichte. Jacobi viu em Spinoza a eliminação da subjetividade real; em Kant, o problema concernente a finitude do pensar e da subjetividade em relação ao problema da coisa em si; e em Fichte a questão do ateísmo e niilismo. Partimos do pressuposto de que é, sobretudo, na interpretação de Jacobi, a respeito da identidade do niilismo, que o termo adquire maior consistência, apresentando-o como responsável pelo processo de aniquilação da realidade, provocado pela redutiva posição fundamental do status monológico da razão que quebra a relação ontológica. Essa força do niilismo é parte integrante da subjetividade racional, em que a pura razão é artificial, uma percepção niilista da realidade. Nesta perspectiva não é a lógica racional que determina o conhecimento, mas a fé em um ponto de partida. Para toda a teoria, a justificativa do conhecimento repousa sobre o incondicionado. Todavia, devido às elucubrações abstratas, especulativas, demonstrativas e mecânicas, os sistemas filosóficos escondem a base em que repousa o incondicionado. Uma vez que as elucubrações mecânicas e demonstrativas da razão especulativa ignoram a fé em um ponto de partida de sua proposição inicial, rompe-se com a finitude da razão, e consequentemente, não se compreende que “fora do mecanicismo natural não encontram mais do que mistérios”. 


LIVRO: TEOLOGIA DA GRAÇA - UMA ABORDAGEM BÍBLICA, HISTÓRICA E TEOLÓGICA

Esta reflexão refere-se ao tema da graça, e não visa  apenas  a um trabalho acadêmico, mas trata-se de uma reflexão acerca da importância da graça  e sua atuação desde o Antigo Testamento, passando pelo Novo Testamento e adquirindo outras formas, sempre objetivando favores do divino ao ser humano e chegando até o século XX  sob diferentes concepções. Falar sobre graça não é uma tarefa fácil, por tratar de um assunto de grande amplitude, como afirma Pikaza: “O conceito de graça é amplo e complicado, já que sobre a palavra graça subjaz a riqueza da experiência religiosa da fé cristã, da qual se dá o encontro e a relação entre o ser humano e Deus”.Existe uma tendência teológica muito forte que permeia o imaginário de muitos, pois vêem a graça apenas como uma construção da teologia paulina. A  análise deste conceito graça revela que o termo tem suas raízes no Antigo Testamento, segundo Pikaza: “Quando procura  o conceito de graça no Antigo Testamento encontra-se múltiplos  aspectos  e grande  riqueza de vocabulário, também deixa claro  que não tem equivalência  exato do termo graça’’. Verifica-se  que  graça de Deus toma  forma  nas ações de Deus em relação ao  ser humano. Além disso, outro assunto necessita ser apresentado para uma discussão mais atual: se tivermos dificuldades para compreender a graça de Deus estaremos com um cristianismo comprometido, “visto que a graça subjaz a riqueza da experiência religiosa  da fé cristã, na qual se dá o  encontro e a relação entre o ser humano e Deus”. As formulações teológicas desse tema adquiriram  grandes proporções  na história da teologia, principalmente por conta dos interesses eclesiásticos. No tocante ao ato concreto de fé, isto implica uma graça que sempre foi profundamente marcada pelo ambiente, uma vez que se trata da realização do evangelho, da atuação justificadora de Deus. Existe uma realidade viva e expressiva da qual  não podemos fugir o fato da superficialidade do entendimento da graça nas igrejas existenciais, onde somos confrontados com um tipo de graça legalista, egoísta, barata, triunfalista ou unicamente abstrata. Nosso objetivo neste trabalho é traçar uma linha de pensamento, analisar o Antigo Testamento, passando pelo Novo Testamento, principalmente pela pessoa de Jesus, e chegar ao tempo atual, resgatando o conceito da graça e salientando a sua origem, seus conceitos, seus significados, suas manifestações, sua importância e sua compreensão. Esta pesquisa não pretende, de forma alguma, exaurir tão profundo e vasto assunto. Propomo-nos aqui a trazer uma contribuição a tão precioso tema: a graça de Deus.

Docente Me.S.Adriano Ribeiro