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JOHN LOCKE

"todos os homens, que, sendo todos iguais e livres, nenhum deve prejudicar o outro, quanto à vida, à saúde, à liberdade, ao próprio bem". E, para que ninguém empreenda ferir os direitos alheios, a natureza autorizou cada um a proteger e conservar o inocente, reprimindo os que fazem o mal, direito natural de punir"

FRIEDRICH HAYEK

“A liberdade individual é inconciliável com a supremacia de um objetivo único ao qual a sociedade inteira tenha de ser subordinada de uma forma completa e permanente”

DEBATES FILOSÓFICOS

"A filosofia nasce do debate, se não existe a liberdade para o pensar, logo impera a ignorância"

A Filosofia é.....

"Viver sem filosofar é o que se chama ter os olhos fechados sem nunca os haver tentado abrir". Descartes

LIBERDADE

"Liberdade, Igualdade , Fraternidade. Sem isso não há filosofia. Sem isso não há existência digna.

"Nós temos um sistema que cobra cada vez mais impostos de quem trabalha e subsidia cada vez mais quem não trabalha"

LUDWING V. MISES

"O socialismo é a Grande Mentira do século XX. Embora prometesse a prosperidade, a igualdade e a segurança, só proporcionou pobreza, penúria e tirania. A igualdade foi alcançada apenas no sentido de que todos eram iguais em sua penúria"

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

COMUNITARISMO PLATÔNICO E A CRÍTICA POR ARISTÓTELES

Partindo do princípio de que as pessoas são diferentes e por isso devem ocupar lugares e funções diversas na pólis Platão imaginavam que o Estado e não a família deveria incumbir da educação do indivíduo. Para isso Platão propõe-se a estabelecer uma forma de comunitarismo em que é eliminada a propriedade privada e a família a fim de evitar a cobiça e os interesses decorrentes de laços afetivos, além de degenerencias das ligações inadequadas. O Estado orientaria através da eugenia para evitar união conjugal entre desiguais, oferecendo as melhores condições para a reprodução e ao mesmo tempo promovendo a educação coletiva dos filhos que nascesse desta união. Para Platão a um mal para cidade, tornar-se múltipla em vez de una . Para que a cidade contemple o bem deve torna-se apenas unitária. Uma vez que a propriedade privada gera o individualismo e o crescimento da cidade é qualitativo e não quantitativo para Platão.

Na polis platônica o indivíduo criava um tipo de identidade pública em que o particularismo representado através da propriedade privada como casamento, riquezas, família e educação dos filhos proporcionaria a dilaceração da unidade ética da pólis. No comunitarismo de Platão as expressões “isto é meu” e “isto não é meu” constitui um tipo de comportamento em que o indivíduo expressa uma pólis totalmente una. Nesta visão comunitarista da mesma forma que um membro do corpo machucado interfere em todo desenvolvimento do corpo assim é o indivíduo que não encarnou o princípio do comunitarismo, comprometendo toda a pólis. Estes conceitos de comunitarismo fica mais claro e evidente em 463c “ o que é dos amigos é como se fosse deles”. O que mostra que na sociedade platônica tudo seria comum que o indivíduo partilha de tudo desde pena até os prazeres 464 a.

A causa maior do bem da cidade está em ser comunidade. A privatização quebraria a hegemonia em que o cidadão deixaria de ser parte do corpo da pólis, para ser indivíduos da pólis, desfragmentado a unidade ética; pois o verdadeiro crescimento se dá na virtude do todo; e o crescimento mais correto e o crescimento que se dá na unidade e não na multiplicidade.

Na Política, Aristóteles vai construir sua teoria política enfatizando uma crítica a o comunitarismo platônico. Aristóteles compreende que realmente existe um comunitarismo na cidade, aliais os homens na cidade compartilham o mesmo território. No sistema de Aristóteles algumas coisas são partilhadas outras não a exemplo: mulheres, família e filhos, como são compartilhado em Platão. Para Aristóteles a comunidade é uma forma de vida e o bom viver na sua forma de vida mais perfeita. Sua crítica ao comunitarismo platônico inicia-se ao enfatizar que quanto mais unitária uma cidade se torna, com toda certeza deixara de ser cidade. Segundo Aristóteles a cidade ao contrário de Platão é um pluralidade de indivíduos, diferentes e não uma cidade de indivíduos autenticamente iguais. A crítica aristotélica sobre o comunitarismo platônico em tese é que Platão defende a “unidade e formalidade” ao passo que Aristóteles defende a “unidade e diversidade”, “pois uma sociedade não nasce de indivíduos idênticos”

Assim a cidade é uma unidade diversificada, e que a auto-suficiência da cidade só é possível diante de uma diversidade de funções. Para Platão a idéia de uma cidade múltipla contribui para a dilaceração da ética. Em Aristóteles à medida que todos perdem a propriedade privada e o comunitarismo é levado as extremo ultrapassando a falta e excesso o indivíduo perde o zelo pela propriedade pública “Quanto mais uma coisa é comum a um maior numero, menos cuidado recebe” , pois o que é de todos por final não é de ninguém.

Em sua fundamentação teórica sobre a cidade de indivíduos autênticos e sua crítica platônica, Aristóteles conceitua a “Amizade”. A amizade é uma unidade bipolar em que se procura no outro a diferença. Já em Platão é uma unidade “Unipolar” em que vê no outro a igualdade. Através da amizade Aristóteles está privilegiando a particularidade a bipolaridade e a multiplicidade do indivíduo; algo que não existe na polis de Platão em que as diferenças são destruidoras. Na República de Platão a um assassinato em massa da particularidade, pois reduzir o outro a mim, é matá-lo. Mas a amizade para Aristóteles é uma relação unitária que não anula as diferenças uma vez que a amizade é uma relação de afirmação e propriedade.