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JOHN LOCKE

"todos os homens, que, sendo todos iguais e livres, nenhum deve prejudicar o outro, quanto à vida, à saúde, à liberdade, ao próprio bem". E, para que ninguém empreenda ferir os direitos alheios, a natureza autorizou cada um a proteger e conservar o inocente, reprimindo os que fazem o mal, direito natural de punir"

FRIEDRICH HAYEK

“A liberdade individual é inconciliável com a supremacia de um objetivo único ao qual a sociedade inteira tenha de ser subordinada de uma forma completa e permanente”

DEBATES FILOSÓFICOS

"A filosofia nasce do debate, se não existe a liberdade para o pensar, logo impera a ignorância"

A Filosofia é.....

"Viver sem filosofar é o que se chama ter os olhos fechados sem nunca os haver tentado abrir". Descartes

LIBERDADE

"Liberdade, Igualdade , Fraternidade. Sem isso não há filosofia. Sem isso não há existência digna.

"Nós temos um sistema que cobra cada vez mais impostos de quem trabalha e subsidia cada vez mais quem não trabalha"

LUDWING V. MISES

"O socialismo é a Grande Mentira do século XX. Embora prometesse a prosperidade, a igualdade e a segurança, só proporcionou pobreza, penúria e tirania. A igualdade foi alcançada apenas no sentido de que todos eram iguais em sua penúria"

quinta-feira, 21 de abril de 2016

NIILISMO E A MORTE DE DEUS NA CONTEMPORANEIDADE

Etimologicamente niilismo vem de Nihil, que significa nada. Este termo aparece primeiramente com Goetzius (1733). Mas é, sobretudo na interpretação do filósofo  F. H. Jacobi, a respeito da identidade do niilismo, que o termo adquire maior consistência, apresentando-o como responsável pelo processo de aniquilação da realidade provocado pela redutiva posição fundamental da razão que quebra a relação ontológica constituinte. O primeiro uso propriamente filosófico do conceito niilismo pode ser localizado no final do século XVIII, ao longo dos debates e das disputas que caracterizam a fundação do idealismo mais especificamente na carta, escrita em 1799, de F. H Jacobi  a Johann  Fitche  na qual o idealismo é acusado de ser um niilismo” Na Carta a Fichte, Jacobi declara a “artificialidade de uma redução filosófica ao eu, cujo êxito é uma desproporção ontológica e uma recaída simétrica sobre as potencialidades construtivas do saber. 
 Mas, é sem duvida, que é com o filósofo Nietzsche que o niilismo vai se estruturar como um problema filosófico. É com Nietzsche que a reflexão filosófica sobre o niilismo alcança o seu mais alto grau, com um pensamento radical que mostra as origens mais remotas do fenômeno, como o platonismo e o cristianismo. Assim, não só faz um diagnóstico da doença do nosso tempo, como tenta indicar um remédio. O século XX é como ele diz claramente, "o século do niilismo que impregna a atmosfera cultural de toda uma época e transforma-se numa categoria fundamental no laboratório filosófico contemporâneo".  Nietzsche na Gaia e a ciência enfatizam que o Homem louco anuncia aos homens que Deus está morto. O que houve com Deus? Os homens o mataram, pouco a pouco. Por diversas razões a sociedade ocidental foi se afastando de Deus, foi assim que o matou.  Matando Deus, eliminaram-se todos os valores que serviam de fundamentos para suas vidas, e conseqüentemente perdeu-se certas  referências.
  Para Nietzsche, o mundo sobrenatural foi eliminado, assim sendo foi infringido também o quadro de valores e idéias a ele ligado, e assim o homem contemporâneo encontra-se sem ponto de referencia. A morte de Deus divide a história da humanidade. É através da morte de Deus que Nietzsche através de Zarastruta anuncia que sobre as cinzas de Deus erguerá a ideia do “super homem”, do homem novo que ama a vida e voltam-se as costas para as quimeras da transcendência, e retorna a  sanidade da terra.  Desta forma, o niilismo (do latim nihil, nada) é um termo e um conceito filosófico que afeta as mais diferentes esferas do mundo contemporâneo como: literatura, arte, ciência humana, ética e moral e religião. É a desvalorização e a morte do sentido, a ausência de finalidade e de resposta ao “porquê”. Os valores tradicionais depreciam-se e os "princípios e critérios absolutos dissolvem-se". Tudo é sacudido, posto radicalmente em discussão. A superfície, antes congelada, das verdades e dos valores tradicionais está despedaçada e torna-se difícil prosseguir no caminho e avistar um ancoradouro.
Dentre os autores e movimentos mais significativos que se defrontou com o problema do niilismo destaca-se Martin Heidegger. Em Heidegger o sujeito da tradição filosófica não existe mais, o que existe é o “Dasen” o ser ai, um ser que se angústia diante da morte, diante do nada. Mas, o que é o nada? Tal pergunta parece ser uma contradição. Pois, se o nada é nada, não tem entes, se não tem entes, logo não tem como falar. Este nada que Heidegger enfatiza, se constitui através da angústia, pois na angústia estamos suspensos no nada, não há um piso metafísico. O nada não se refere ao nada, mas a angústia nos da  esse sentimento do nada. Em Heidegger o niilismo se dá em relação à técnica, tanto que segundo Heidegger a ciência se tornou a religião do homem contemporâneo. O que Heidegger critica não é a técnica, e sim a tecnologia, pois o avanço da tecnologia é apenas o resultado da técnica.
Heidegger também enfatiza que devemos abandonar o ser como fundamento, para saltar em seu abismo. Nesta perspectiva de Nietzsche e Heidegger o niilismo se torna consumando, fazendo compreender que o niilismo parece ser a única chance. Onde o homem deixa de ser o centro de tudo e passa a ser apenas mais um. O homem enquanto indivíduo continua existindo, mas sua existência já não tem mais sentido.  Essa perda do sentido o leva a consumação de todos os projetos de reapropriação tais como marxismo, ciência do espírito, fenomenologia, hermenêutica, etc. Pois, tudo se deflagra a liquidação dos valores supremos.  Isso acontece não pela ausência de restabelecimento de uma situação de valor, visto que a reapropriação não pode mais existir, pois o que se torna supérfluo é o próprio conceito de autêntico. Com isso, o mundo se torna uma grande fábula, porque não há verdade alguma e conseqüentemente coisas mais autênticas do que a experiência aberta para metafísica.   Diante disso, a experiência já não é mais autêntica pelo fato de que a reapropriação desvaneceu com a morte de Deus, fazendo com que a contemporaneidade mergulhe na escuridão da falta de sentido existencial, e abracem o niilismo.  Eis uma triste realidade da contemporaneidade que na sua insensatez humanista matou  Deus !!! 


terça-feira, 19 de abril de 2016

SOBRE A CRISE POLÍTICA, ÉTICA, ECONÔMICA NO BRASIL E O IMPTTHAMAM

A sociedade brasileira vive um momento de crise política e econômica, o que não é novidades para os informados. Problemas de corrupção que denuncia a condição de uma falta de ética, desestruturação na economia, e uma instabilidade civil. Quando se fala em corrupção na atualidade da sociedade brasileira é inevitável não lembrar no escândalo da Petrobrás, o maior ato de corrupção envolvendo uma empresa estatal. Compreende-se, que tal ato de corrupção não teve apenas a participação do atual governo, mas teve também a participação de governos anteriores. Mas a questão é fato, uma hora, fazendo uso do provérbio popular a “A casa tinha que caiar”. Todo gasto de um governo produzido por má administração ou por corrupção, desestabiliza a economia e conseqüentemente afeta o bolso do contribuinte: “Quando alguém gasta demais deverá pagar por si. Quando o Estado gasta demais ele manda a conta para o contribuinte”. No entanto, a minha razão não me permite acreditar que tudo que aconteceu com o atual governo, é perseguição partidária ou golpe. Concordo que vários indivíduos não têm qualificações para estar à frente de um processo de impeachment, mas acredito que a hora deles também vai chegar. Mas garanto que se a situação fosse oposta o governo que sofreu impeachment faria o mesmo com os outros. O jogo nefasto da política anti-filosófica, só sobrevive com coligação, acordos, troca de favores, etc. Por isso, quando a merda explode respinga em todos.
No caso das pedalas ficais, do que isso realmente trata? As pedaladas fiscais foi o nome dado à prática do Tesouro Nacional de atrasar de forma proposital o repasse de dinheiro para bancos (públicos e também privados) e autarquias, como o INSS. O objetivo do Tesouro e do Ministério da Fazenda era melhorar artificialmente as contas federais. Ao deixar de transferir o dinheiro, o governo apresentava todos os meses despesas menores do que elas deveriam ser na prática e, assim, ludibriava o mercado financeiro e especialistas em contas públicas. As "pedaladas" foram reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo e Broadcast, o serviço de tempo real da Agência Estado, no primeiro semestre de 2014, mas já tinham começado a ocorrer desde 2013. Agora, em 2015, a nova equipe econômica admite que as "pedaladas" existiram e que elas começaram a ser corrigidas. No entanto, a discussão deixou o campo econômico e foi para o campo político e judicial, nos quais as pedaladas são vistas como um crime de responsabilidade fiscal. A crítica do governo deposto e dos partidaristas é que outros governos/presidentes também realizaram as pedaladas fiscais e não foram julgados, não foram julgados, mas não deixa de ser crime, uma coisa não justifica a outra. E seria muita inocência o governo deposto pelo impeachment achar que poderia fazer o mesmo, cercado de oposição, e não ser vitimado por nada. Quando a política é suja, altos cargos e postos são alcançando expondo os erros dos outros, como o partido que sofreu  impeachment  irá fazer.   
Tal estado de corrupção de nossa política e economia brasileira, independentemente de sua causa partidária, expressa e denuncia uma crise ética. A ética está ligada a justiça, visto que a corrupção nada mais é do que uma ação de injustiça, pois a ação de corrupção é uma apropriação daquilo que não é seu, usurpando daquele que tem direito. A ética preserva esses direito, pois uma ação ética como deve ser, sempre visa além de mim, pois o outro também é a conseqüência de minha ação. Arrumar um culpado para qualquer situação que se julga desvantajoso é a ordem natural da ação humana, desde que este se inclua no processo. Desta forma, o que se vê , é uma construção de uma divisão civil. Em que os partidários da cor vermelha, acusam os partidários da cores verdes e amarelos de golpe, e os verdes amarelos acusam e responsabilizam o vermelho da atual situação do país por inúmeros fatores. Compreende-se que o Brasil não é vermelho, e também não e é verde amarelo. Não é vermelho por causa de uma bandeira partidária ou por causa do sangue que correm nas veias, não é verde e amarelo por causa da cor de nossa bandeira. O Brasil deve ser o Brasil unido, o Brasil unificado. Portanto, a atual condição do Brasil é dramática, um Brasil dividido, onde viver ficou mais difícil, desemprego, carga tributária, crise política e crise econômica e instabilidade civil. Sem contar no processo de impeachment, que não julgo como totalmente inválido, mas identifico elementos emblemáticos.
No entanto, não sou partidário a nenhum partido. Não uso vermelho, mas também não uso verde e amarelo. Não sou Dilma, mas também não sou Temer ou Cunha, não sou PT e também não sou PSDB ou PMDB ou qualquer “P”, seja este “P” de partido ou esse “P” de qualquer outra coisa. Mas, sou Aristotélico. O filósofo Aristóteles em seu tratado político “A política” enfatizou, que o bom governo não está no sistema político, neste caso em partidos. Aristóteles apresenta três formas de governo: (1) Monarquia: poder centrado em uma pessoa física. (2) Aristocracia: poder onde o Estado é governado por um pequeno grupo de pessoas físicas. (3) Democracia ou Politéia: governo de uma maioria. Essas três formas eram consideradas puras, perfeitas ou normais, por Aristóteles, porque visam o bem de uma coletividade; entretanto, a Democracia, em particular, era tida por ele como a melhor forma de governo, uma vez que a população possui uma participação mais ativa. Em oposição às formas pura de governo, temos as formas impuras, corruptas ou imperfeitas, por serem distorções das formas perfeitas, já que seu objetivo é primeiramente os interesses dos governantes em detrimento dos anseios de todos os demais. Por isso, estas formas de governo pode ser degenerada. Tirania: forma distorcida de Monarquia. Oligarquia: forma impura de Aristocracia. Demagogia ou Olocracia: que é a corrupção Democracia. Ou seja, não é partido que governa um país, mas a integridade dos homens que estão dentro de um partido.

“Não é o povo que teme seu governo. Mas o governo que teme seu povo” Jean Jaques Rousseau



sexta-feira, 15 de abril de 2016

ESCOLA AUSTRÍACA DE ECONOMIA - BASE TEÓRICA

 Ludvig Von Mises foi o principal expoente desta escola, criador do que se  chamou de “praxiologia” a “Ciência da  ação humana”, de acordo com o método praxiológico as leis econômicas podem  ser derivadas pelo fato que “todos os seres humanos  agem” sendo este o áximo principal. Os indivíduos agem para sair de uma  situação de menor  desconforto, sempre  almejando melhorar  sua situação  atual  em relação a anterior.  As leis fundamentais da economia, como da utilidade marginal, a alei da oferta e  da  demanda,  a lei   dos retornos decrescentes,  são  diretamente dedutivos da ação humana.
Mises demonstrou as conseqüências problemáticas das intervenções governamentais nas liberdades individuais, na economia e na sociedade de modo geral. Demonstrou a impossibilidade teórica e não apenas prática da viabilidade do socialismo. No livro “O cálculo econômico sob o socialismo” (1920), apontou também os problemas da burocratização, previu os malefícios do capitalismo  de “compadrio”, explícito  que somente  uma sociedade  livre possibilita a mobilidade social, tolerância e a real igualdade. Para começar ler Mises, indica-se a obra “As seis lições”, e para se  aprofundar  “A ação humana” suas duas obras primas”.  
Friedrich Hayek premio Nobel da escola austríaca, escreveu o que talvez seja  o texto mais influente do século XX, “O uso  do conhecimento na sociedades” (1945), no qual  Hayek apresenta que o conhecimento está disperso pela sociedade, e cada um de nós detém uma ínfima proporção do todo este conhecimento. Se  é assim, é ilógico e irracional imaginar que um grupo restrito e centralizado de pessoas possam planejar as decisões econômicas, sociais, culturais e pessoais da sociedade por mais bem intencionada que  essas pessoas  sejam. A obra mais popular de Hayek é “O caminho  da servidão” a qual descreve  como  que se dá o regime e decadência de uma sociedade  que  opta pelo socialismo.
Também vale apenas  compreende o pensamento  de Frederic Bastiant  o qual escreveu no século de 1850 a “Lei”  no qual questiona porque as instituições que faz cumprir a lei que é o “Estado” não a obedece, e porque  a lei permite que o “Estado” pratique  atividades que são consideradas ilegais para os seus  cidadão. Eugem Von Bohm Bawerk por sua vez escreveu “A teoria da exploração do socialismo - comunismo” (1884) obra na qual refuta a mais valia marxista e sua deficiente teoria de  juro. Marray Rothbard, figura fundamental da escola Austríaca avançou em pontos fundamentais do seu mestre Ludwig Von Mises. Em sua obra prima “Man, Economy and State” (1962),   em que  Rothbard  desenvolveu uma teoria  de filosofia política, baseado integralmente em auto-propiedade, em que   chega a conclusão, que o Estado  e seu  monopólio são sempre destruidores.  Um outro autor de relevância ainda  vivo é Isarel Kirzner, que revolucionou   a visão e o papel  do empreendedor na organização da vida  econômica de uma sociedade livre.
Em resumo, podemos dizer que  a Escola Austríaca tem como  fundamento:
I)                   O individualismo metodológico (Somente indivíduos livres agem e escolhe);
II)                Subjetivismo (Utilidades e custos são subjetivos);
III)             Propriedade privada, que é a condição necessária para o pensamento econômico racionais;    
IV)             Livre mercado. O mercado é um processo de descoberta empreendedora e avanço social;

V)                Ordem espontânea: Instituições sociais relevantes muitas vezes são resultados de ações humanas, mas não do planejamento humano, a ordem espontânea é o melhor arranjo para a “liberdade, propriedade e a coesão social” 

quinta-feira, 14 de abril de 2016

POR QUE OS CORPOS CAEM ?

Newton  caminhando no estado de Woolsthorpe  quando viu uma maçã cair, alguns questionam isso  dizendo ser apenas uma licença poética. Tal acontecimento fez Newton olhar  para a lua e  formular  a seguinte questão fundamental  que o ajudou  a desvendar  os céus: Se as maças caem, a lua também cai ? A resposta foi sim. Essa resposta derrubou milhares de anos de mistérios  e especulações  sobre  os movimentos  dos céus. A lua está em queda livre igual à maça, ou seja; a lua está constantemente caindo em direção a terra, não se choca com a terra, por que gira ao redor dela por meio do campo gravitacional.
 Newton, logo tratou de trabalhar a gravidade na matemática, mas percebeu  que a matemática dos anos 1600 era insuficiente  para revolver o movimento da lua em queda livre. Desta forma, Newton não descobre apenas a força da gravidade, mas também o cálculo que até hoje é ensinado.  Por que, Newton criou este cálculo? Para calcular o movimento da lua em queda livre, pois a matemática de seu tempo era incapaz de calcular a trajetória de corpos se movendo dentro do campo gravitacional. Newton percebeu, que se ele entendesse a lua, ele também entenderia o movimento dos planetas no sistema solar. Isso faz Newton criar o telescópio reflexivo.
Neste tempo, o campo da física estava se perguntado sobre o cometa Halley. Fazendo perguntas do tipo: De onde vem? Essa pergunta foi feita a Newton por Edmund Halley. Segundo Newton, tal resposta seria fácil de obter, pois o  cometa Halley estava se movendo em uma elipse perfeita  dentro de um campo gravitacional, afirmação oriunda das suas observações telescopias e dos cálculos matemáticos. Com isso, no ano (1687) com o apóio e patrocínio de Edmund Halley,  Newton publicou ? Philosophia Naturalis Principia Mathematica? Os Princípios Matemáticos da Filosofia. Nesta obra, Newton apresenta os princípios  que  governa os céus, se tornando  uma das obras  mais importante  publicada  por um ser humano nos últimos quatrocentos anos. Nesta obra Newton coloca em movimento a física do universo, mostrando as forças que controlam os movimentos dos planetas, forças que podem ser calculadas. Forças que governam, por exemplo:  O movimento de bolas de canhão, foguetes, pedras que caem, por fim todas as  coisas que se movem, as quais se movem de acordo com  as leis de movimento  de Newton. De fato, mesmo hoje em dia quando se lança, por exemplo, uma sonda espacial não se usa as equações de Einstein, mas usa as leis de Newton. Elas são tão precisa que ao lançar uma sonda espacial usam-se os mesmo calculo que Newton usou em 1600, o que nos proporcionou descobrir alguns segredos no universo.

Desta forma, o que Newton fez,  não apenas  colocou em movimento a habilidade de calcular a trajetória dos corpos, ele também colocou em movimento a mecânica. As maquinas agora operam mediante leis definidas. A primeira lei de Newton diz que: Os objetos em movimento permanecem em movimento para sempre, a menos que seja influenciados/barrados por uma força externa? A segunda lei de Newton de movimento diz: Força e massa multiplicada pela aceleração (F=ma) torna possível a revolução industrial, motores a vapor, locomotivas fábricas, maquinas, tudo devido à mecânica  colocada  em movimento. Newton desenvolve a terceira lei de movimento: Para cada ação, existe uma reação da massa e força. Essa é alei dos foguetes. A lição aqui  é clara, quando  Newton   descobriu  a primeira  força  do universo a gravidade, ele colocou  em movimento a revolução industrial. Uma revolução que derrubou reis, rainhas da Europa, que contribuiu com o fim do feudalismo e inaugurou a era moderna. Tudo por causa de um homem que olhou para  o céu  e perguntou: Por que os corpos caem ? 

A METÁFORA DA LIBERDADE NA CANÇÃO "INFINITA HIGHWAY" DOS ENGELHEIRO DO HAVAI

A banda Engenheiro do Havai é uma das bandas que tem o repertório musical mais filosófico. A canção “Infinita Highway” cuja tradução é “Infinita Estrada” é uma destas.  Li e estudei muitas teorias filosóficas sobre a liberdade, cada uma  com suas explicações convincentes e aceitáveis. Mas, foi na canção “Infinita Highway”, através de uma forma poética que pude senti lá de forma tão forte de querer vive lá.  O enredo da canção é sobre um casal apaixonado que sobre as duas rodas de uma moto  harley davidson, pegam a auto-estrada sem roteiro definido. A estrofe inicial da canção tem assim seu inicio: “Você me faz correr demais, Os riscos desta highway, Você me faz correr atrás, Do horizonte desta highway, Ninguém por perto, silêncio no deserto, Deserta highway, Estamos sós e nenhum de nós, Sabe exatamente onde vai parar, Mas não precisamos saber pra onde vamos, Nós só precisamos ir, Não queremos ter o que não temos, Nós só queremos viver, Sem motivos, nem objetivos, Estamos vivos e isto é tudo, É sobretudo a lei, Dessa infinita highway”.
A metáfora de liberdade está na condição de pegar uma alto-estrada sem saber para onde ir, não porque esta perdido, mas por que quer. Ter a maravilhosa sensação de sentir a brisa do vento batendo em seu rosto, e em suas costas sentir a quentura do peito e o batimento do coração da pessoa a qual resolveu dividir seu coração. Nota-se que a liberdade que a canção apresenta - o que pilota não está sozinho, pois liberdade não é ser um pássaro solitário, mas é  dividir   sua  vida com alguém por livre vontade. 
No entanto, pegar esta auto-estrada, ser livre é algo que muitos a querem, mas poucos  a conseguem, por causa do medo, pois: “Quando eu vivia e morria na cidade, Eu não tinha nada, nada a temer, Mas eu tinha medo, medo desta estrada”. Por que do medo?  Pois a estrada da liberdade é uma estrada de múltiplas possibilidades, e o novo assusta a muitos. Então para muitos, é melhor não pegar essa auto-estrada, e ficar parada a beira do caminho vivendo apenas com uma possível certeza, velha e desgastada. A ação de pegar essa infinita highway (alto-estrada) dizendo: “Nós só precisamos ir, Não queremos ter o que não temos, Nós só queremos viver, Sem motivos, nem objetivos, Estamos vivos e isto é tudo”; não trata de uma atitude irresponsável, pois ele mesmo diz: “Não queremos aprender o que sabemos”, ou seja, ele sabe o que é, o que tem, e que pode fazer.
Em outra estrofe, ele fala de prisão e de ser livre: “Escute garota, o vento canta uma canção, Dessas que a gente nunca canta sem razão, Me  diga, garota: "Será a estrada uma prisão?, Eu acho que sim, você finge que não, Mas nem por isso ficaremos parados, Com a cabeça nas nuvens e os pés no chã, Tudo bem, garota, não adianta mesmo ser livre, Se tanta gente vive sem ter como viver”. A questão aqui é uma só, não tem como ser livre se a pessoa ainda não descobriu como viver: “não adianta mesmo ser livre, se tanta gente vive sem ter como viver”
Na seguinte estrofe ele diz: "Eu vejo um horizonte trêmulo, Eu tenho os olhos úmidos, Eu posso estar completamente enganado, posso estar correndo pro lado errado, Mas A dúvida é o preço da pureza, e é inútil ter certeza, Eu vejo as placas dizendo, Não corra, Não morra, "Não fume, Eu vejo as placas cortando o horizonte, elas parecem facas de  dois gumes".
Ou seja, não adiante querer olhar para o horizonte, tentando ver um horizonte definido como 2+2=4.  Pois, o horizonte é tremulo, ou seja; ele é uma possibilidade, e não uma realidade já conquistada. Pois, viver é apostar na vida. Por isso, ele diz: "Eu posso estar completamente enganado, posso estar correndo pro lado errado". Por que eu posso estar correndo do lado errado? Por que viver, é se arriscar. Há momentos que devemos deixar as placas que dizem: "Não corra", "Não morra", pois não passam de “facas de  dois gumes” que cortam” na raiz a condição de pegar a infinita highway,  a liberdade.
No final da canção ele diz: “Minha vida é tão confusa quanto a América Central, Por isso não me acuse de ser irracional, Escute garota, façamos um trato, Você desliga o telefone se eu ficar um pé no saco, Eu posso ser um Beatle, um beatnik, Ou um bitolado, Mas eu não sou ator, eu não tô à toa do teu lado, Por isso, garota, façamos um pacto, De não usar a highway pra causar impacto”. Aqui, ele diz que existem acusações contra sua vida de irracionalidade, simplesmente por que ele resolveu deixar a aquela vidinha quadradinha, e se lançar na auto-estrada (infinita highway) da liberdade. Por isso, ele diz para quem esta com ele: “Escute garota, façamos um trato, Você desliga o telefone se eu ficar um pé no saco”, ou seja; deixe-me eu te mostrar algo novo nesta auto-estrada da liberdade primeiro, depois poderá-me dizer que sou um pé saco, mas, de uma coisa você pode ter certeza, nesta estrada da liberdade “eu não sou ator”, ou seja; eu não sou falso com quem está comigo. Por isso, “eu não tô à toa do teu lado”, ou seja; uma liberdade com responsabilidade, pois ele cuida de alguém, ele está com alguém.
Por final termina dizendo: “Por isso, garota, façamos um pacto, De não usar a highway pra causar impacto, Cento e dez, Cento e vinte, Cento e sessenta, Só pra ver até quando, O motor agüenta, Na boca, em vez de um beijo, Um chiclet de menta, E a sombra de um sorriso que eu deixei, Numa das curvas da highway”. Pegar a auto-estrada da liberdade requer o rompimento de muitas coisas. Mas, só depois de certos rompimentos poderá dar em sua vida “Cento e dez, Cento e vinte, Cento e sessenta, Só pra ver até quando o motor agüenta”, ou seja; só quem pega a liberdade da auto-estrada terá a condição de viver intensamente. “Na boca, vez de um beijo”, liberdade compartilhada com alguém, que ama. “Um chiclet menta”, este beijo tem sabor de menta, ou seja, um amor que provoca sensações tão prazerosas semelhante à refrescancia de um chiclet de menta. “E a sombra de um sorriso que eu deixei, Numa das curvas da highway”, ou seja; estou feliz nesta auto-estrada da liberdade, e nas curvas do passado deixe apenas meu sorriso.


Letra completa

https://www.letras.mus.br/engenheiros-do-hawaii/12889/

https://www.youtube.com/watch?v=PCiHeMMBZUs

quinta-feira, 7 de abril de 2016

A SOCIEDADE DO COMSUMO

Os lucros da (ir)racionalidade: uma refexão sobre a importância da proteção do consumidor na atual sociedade de consumo

Devo, de em diante, externar algumas reflexões– e notem-se: na condição de estudante a respeito da importância da proteção do consumidor na sociedade globalizada de consumo na qual vivemos. Esse é o foco e meu objetivo único. Considerando que a sociedade de consumo pode ser vista de vários pontos, econômico, filosófico, psicológico, sociológico, político, ético, jurídico, notei que a literatura pertinente trata normalmente das várias faces ao mesmo tempo. Para hoje, além de recolher alguns subsídios nessa literatura, obtive outros – talvez mais relevantes – a partir do diálogo com pessoas do meu convívio, é o caso do genial professor Lucas Saran, aqui presente, do colega Bruno Costa e mesmo do meu querido compadre-irmão Vinícios Cangussu. A partir desses diálogos, quase como que numa maiêutica socrática, extraímos de nós mesmos várias ponderações da sociedade de consumo, porque, afinal, fazemos parte dela. 

Gente... pode acontecer de alguém se sentir desconfortável em razão do que vou falar, mas não pensem vocês que eu também não me senti da mesma forma incomodado quando preparei o que hoje vou lhes dizer. Sou também um consumidor tal como qualquer um aqui, aprendi a gostar de sê-lo, e a não saber ser outra coisa, senão um bom consumidor.


2 Que significa dizer que vivemos numa sociedade de consumo?

Pois bem, que significa dizer que vivemos numa sociedade de consumo? Para responder a essa pergunta, precisamos lembrar da noção de INDÚSTRIA CULTURAL. Quem primeiro lançou-lhe as bases foram Adorno e Horkheimer na obra Dialética do Esclarecimento, obra na qual pela primeira vez empregou-se a expressão “indústria cultural”. Grosso modo, se a indústria é a conjugação do trabalho e do capital para transformar a matéria prima em bens de produção e consumo, então a indústria cultural caracteriza-se, por sua vez, pela produção de bens culturais, disseminados através dos meios de comunicação de massa (mídia), que impõem formas homogêneas de comportamento e consumo.

A sociedade de consumo teve seu marco inicial com a Revolução Industrial no final do século XVIII. Adorno e Horkheimer consideram a indústria cultural um estágio da cultura contemporânea que confere a tudo “um ar de semelhança” (ADORNO, p.1). Estamos, pois, que as necessidades passam a ser padronizadas na indústria cultural. Não há espaço para o personalíssimo. Também os produtos – à semelhança das necessidades e dos próprios consumidores – são padronizados. Os sistemas de produção, consumo e publicidade tornaram-se tão homogêneos, que virtualmente toda mercadoria apenas reafirma, com alguma variação, o poder de uns poucos princípios de sua efetividade. Gostaria de lembrar a letra de uma das músicas do grupo Engenheiros do Hawaii, de composição de Humberto Gessinger e Paulinho Galvão, chamada Fusão a Frio: ninguém sabe como serão os filhos desse casamento indústria da informação + indústria do entretenimento promessas de fusão à frio(sic), desvio de comportamento
(...)
promessas de fusão à frio, diversão e conhecimento
a única escolha que temos é a forma de pagamento
(...)
De fato, o capitalismo de consumo impôs: “[...]educar as massas na cultura do consumo, criando nelas o desejo de melhores coisas, mesmo quando elas não queriam ou não podiam mais comprar...”(Marcondes Filho, apud Severiano, 2001). Hoje em dia, diz o sociólogo polonês Bauman: A maneira como a sociedade atual molda seus membros é ditada, primeiro e acima de tudo, pelo dever de desempenhar o papel de consumidor. A norma que nossa sociedade coloca para seus membros é a da capacidade e vontade de desempenhar esse papel (p. 87-88).

Ao não comprar, descumpre-se aquele dever de consumo imposto aos participantes desta sociedade. Lembremos o que reiterou o Presidente Lula na última crise internacional: Lula volta a incentivar população a não parar de consumir .Segundo ele, paralisia do mercado interno pode gerar desemprego. Presidente afirmou que programas sociais não sofrerão cortes. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a incentivar nesta terça-feira (25) as pessoas a continuar consumindo bens e serviços apesar da crise. Segundo ele, se o trabalhador deixar de fazer compras, corre o risco de perder o emprego em razão da diminuição da atividade econômica.
(...)
Segundo ele, o país entrou numa fase de crescimento que não pode ser abandonada e, por isso, a manutenção do consumo interno é fundamental..
(...)
Segundo o presidente, isso afeta o mercado. "O trabalhador pensa assim: 'Eu não vou fazer a compra da minha televisão, da minha geladeira, do meu carro(...)porque eu tenho medo de perder o emprego'. Ele corre o risco de perder o emprego se não comprar, porque daí o comércio não encomenda para a indústria que não produz e aí não tem emprego”, argumentou o presidente.
(G1, Notícia 25/11/08 - 17h26 - Atualizado em 25/11/08 - 17h34 Disponível em http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MRP875484-9356,00.html)
A crescente globalização das sociedades contemporâneas acelera a proliferação de todos os tipos de produtos no mercado, advindos de todas as partes do mundo. E, pois, vivemos hoje, portanto, em uma forma social na qual o consumo tornou-se o ato social por excelência. É a “sociedade do goza”, que leva cada um ao prazer de um consumo ilimitado, conforme nos diz um interessante artigo cujo título é “O TRABALHO DA ILUSÃO: PRODUÇÃO CONSUMO E SUBJETIVIDADE NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA”, da psicóloga Dra. Isleide Arruda Fontenelle da USP.

O consumo não é um ato como outro qualquer, mas princípio organizador de toda a vida social atual. Trata-se, portanto, de pensar a cultura contemporânea como uma cultura orientada para o consumo. A Jurisprudência não olvidou da importância do crédito numa sociedade de consumo:
(...)Em uma sociedade de consumo massificada como a nossa [UMA DAS PREMISSAS!], a inscrição em órgãos restritivos de crédito, tornada pública, é suficiente para gerar uma série de transtornos e constrangimentos, fato perceptível pela experiência comum. (AC 200372050001846, VÂNIA HACK DE ALMEIDA, TRF4 - TERCEIRA TURMA, 29/03/2006)
O consumo, segundo a lógica capitalista, deveria responder sempre a uma necessidade, gerando procura (demanda) e determinando a partir daí o valor as coisas. Não é o que ocorre hoje em dia. Hoje compramos por dever e por compulsão. A compulsão está presente sempre que uma ação, pensamento ou uma seqüência complexa de comportamentos, quando não realizados, acarreta um aumento da angústia.

Essa ação, pensamento ou seqüência complexa de comportamentos na sociedade de consumo é o desejo socialmente expandido da aquisição “do supérfluo”, do excedente, do luxo. Esse desejo é constante e insaciável, uma necessidade preliminarmente satisfeita gera quase automaticamente outra necessidade, num ciclo que não se esgota, num continuum onde o final do ato consumista é o próprio desejo de consumo, como bem averbou o sociólogo Professor da Universidade Federal de Campina Grande Anderson Moebus Retondar em excelente artigo denominado “A (re)construção do indivíduo: a sociedade de consumo como ‘contexto social’ de produção de subjetividades”.

No consumo é que se busca a resolução (ou melhor a fuga) de nossos rotineiros problemas: o tédio, a inveja, a competição, a depressão, a solidão e outros tantos. O “remédio” do nosso século tem sido o consumo. O consumo não mais está ligado propriamente a uma necessidade, hoje em dia está ligado a emoções. Porém, o consumo, quando associado ao prazer, deixa um vazio sentimental, uma sensação de insatisfação. Liga-se, ainda, à imagem que fazemos de nós mesmos. Quanto maior for a posse de bens de um indivíduo, maior será seu prestígio social. O indivíduo, inclusive, expressa a si mesmo através de suas posses (BAUMAN et al., 2001).

Certa vez, determinado amigo reclamava das dificuldades financeiras a que passava. Conversa vai, conversa vem, reclama daqui, reclama dali, percebi que ele havia comprado uma moto nova. Perguntei o valor que havia “pago”, disse-me então o valor, o qual não me lembro bem, mas girava em torno de R$65.000,00, creio que é um valor razoável para a moto que vi. Dito o valor, logo ele me justificou: “Financiei 100%. É a única forma de ajuntar algum patrimônio. Eu pago as prestações e, se não agüentar, vendo depois e fico com o dinheiro”. Vejam vocês: não sei se ficou claro, mas, nos primórdios do capitalismo, a forma mais racional de acumular patrimônio era economizando, isto é, não gastando; agora, na sociedade de consumo, você gasta para economizar! A racionalidade se subverteu (daí parte do título: “Os lucros da (ir)racionalidade”).
Uma das mais conhecidas compulsões é a compulsividade alimentar.

Cabe aqui relembrar o filme documentário do diretor americano Morgan Spurlock, divulgado em 2004, “Super size me”. Nesse filme, em linhas gerais, Spurlock propõe-se a fazer uma dieta a base de três refeições diárias dos produtos da rede McDonald´s durante um mês. Ao final, a conclusão é óbvia: AS GRANDES CORPORAÇÕES NÃO SÃO FIÉIS AO CONSUMIDOR, MAS AOS SEUS ACIONISTAS. CLARO! Sobre o problema da compulsão alimentícia o filme chama atenção para um paradoxo. Se socialmente é tolerável uma dura crítica a um fumante, como “Você não vê como é ridículo acabar com sua saúde fumando esse cigarro?”, então por que não é uma crítica análoga contra compulsivos alimentares: “Você não vê como é ridículo acabar com sua saúde comendo esse big-mac?”. Poderíamos ainda estender o paradoxo para, vendo alguém no Catuaí fazendo compulsivamente compras, dizer-lhe: “Você não vê como é ridículo acabar com sua saúde financeira comprando tanta coisa que nem será usada?”
O ponto comum entre a indústria de cigarros, bebidas, alimentos ou de qualquer outra coisa é que eles podem contar com a indústria cultural para imprimir comportamentos, gostos, hábitos e até valores sociais para estimular o quanto mais possível o consumo desses produtos, independente da saúde física, psíquica ou financeira do consumidor. Mas não é só. Ainda há mais: O CONSUMISMO INFANTIL Numa sociedade de consumo, crianças e adolescentes são vistos como potenciais consumidores, transformando-se numa fatia de mercado que envolve bilhões de reais. Algumas estratégias de marketing são comumente utilizadas:


a)associar o consumo ao divertimento.


O McDonalds, por exemplo, oferece, no consumo do Mc lanche feliz brindes colecionáveis. Outro exemplo Kinder Ovo. No filme “Super size me” são expostos os “Playground” para as crianças exatamente como há no nosso McDonald’s de Londrina na Av. Tiradentes.


b) estratégias com as embalagens e suas cores:

A maior parte dos produtos destinados às crianças estampa personagens da indústria do entretenimento, sejam produtos de higiene, como pasta de dente ou xampu, sejam peças do vestuário, seja o material escolar, sejam estampas de alimentos (ou mesmo um desenho da Disney impresso em um biscoito). Contando com a imaginação das crianças e o mundo de fantasias, próprio da idade, as propagandas associam certas marcas de produtos a determinadas qualidades: coragem, força, poder e status social.


3 A necessária proteção do consumidor

Daí porque a proteção do consumidor foi erigida como direito fundamental do homem. A despeito de ninguém acreditar hoje em dia ser o consumidor totalmente livre para decidir soberanamente sobre o que comprar ou não comprar em virtude dos influxos do marketing, da publicidade, da moda, dos métodos agressivos e sentimentais à disposição dos fornecedores numa sociedade de consumo, é preciso que o Estado garanta ao cidadão a idéia de que ele não é um ser passivo, mas sim suficientemente ativo para determinar na medida do possível aquilo que ele realmente quer. Eis porque contamos com a proteção do consumidor desde o altiplano das normas constitucionais.

Nossa belíssima Constituição, a conhecida Constituição Cidadã de 1988, garante proteção ao homem indivíduo – direitos individuais – 5º; ao homem social – direitos sociais – 6º - 193 e ss; ao homem nacional – direito à nacionalidade – 12 e ao homem cidadão –direitos políticos –14, reservando ao homem enquanto participante de uma coletividade, os direitos coletivos – 5º, a proteção dos direitos do homem enquanto consumidor 5º, XXXII e 170, V. Diz o Texto Maior:
Art.5º: XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor; Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: V - defesa do consumidor.

A proteção do consumidor, a partir do reconhecimento de sua vulnerabilidade frente o fornecedor, é uma necessidade dado o poderio da sociedade de consumo em que vivemos. Na visão dos autores do anteprojeto do CDC, “Almeja-se uma proteção integral, sistemática e dinâmica. E tal requer o regramento de todos os aspectos da relação de consumo, sejam aqueles pertinentes aos próprios produtos e serviços, sejam outros que se manifestam como verdadeiros instrumentos fundamentais para a produção e circulação destes mesmos bens: o crédito e o marketing” (Código brasileiro de defesa do consumidor: comentado pelo autores do anteprojeto. 8ªed. São Paulo: Forense, 2005, p.7).


3.1 EXECUTIVO: PODER DE POLÍCIA – IMPORTÂNCIA DA ATUAÇÃO DO PROCON

Não sei se consegui atingi-lo, mas o objetivo final da minha fala foi modesto e um só: apenas e tão somente deixar dentro de vocês, bem marcada, a razão pela qual é, hoje em dia, tão importante e imprescindível uma eficaz proteção do consumidor, mais nada além disso. Vamos sair hoje daqui e continuar consumindo como fazemos diuturnamente todos os dias da nossa existência. E viva o consumo! Obrigado!

Autor: Comunicação realizada por Rogério na Unifil.

SOBRE VERDADE E MENTIRA NO SENTIDO EXTRA MORAL

A questão colocada por Nietzsche no texto “Sobre verdade e mentira no sentido extra moral” se da sobre as perguntas: O que aconteceria  se a verdade dos enunciados fosse apenas um engano ? E se a condição da verdade fosse a mesma  da mentira  ? Isso iria mostrar  tão somente  o caráter  dissimulador  do intelecto  humano e da fragilidade das condições  absolutas  de verdade. É justamente a essa conclusão que Nietzsche quer nos esclarecer.  Com esta fábula, Nietzsche pretende nos mostrar o quão sem importância e pequenos nós somos diante da existência. Acreditamos que por nosso intelecto somos seres superiores. Ficamos cegos pela própria luz que pensamos emanarComo não possuímos atributos corporais naturais para lutarmos pela nossa existência tivemos que procurar um meio alternativo. A natureza negou aos homens meios físicos naturais para lutar pela vida, e deu-lhe em compensação o intelecto.
Porém, mesmo com estratagemas o homem precisava lutar. Portanto, assim como os outros animais o homem também recebeu os sentimentos básicos de preservação da espécie, os instintos. Quando, para sobreviver, elaborávamos algum artifício enganador e astucioso, eram estes sentimentos primordiais que nos moviam. Enquanto que nos outros animais, naturalmente paramentados para a luta, tais fatores encontram diretamente uma exteriorização no próprio corpo, no homem tal processo não ocorre sem antes passar pelo intelecto. Segundo Nietzsche o homem é o criador  dos valores, mas esquece sua própria  criação e vê neles algo de transcendental  de eterno  e verdadeiro, quando os valores  não  são mais  que  algo humano e demasiadamente  humano. 
 homem em sua vaidade acredita andar com as próprias pernas, sem perceber, entretanto, que seus movimentos são ditados por forças primitivas, das quais não se dá conta. Nietzsche apresenta uma oportunidade para abrirmos os olhos para outra realidade.  Ele nos coloca a questão mais fundamental: como podemos esperar ouvir a verdade do mestre da mentira sem que mintamos para nós mesmos? A mentira efetiva-se ao expressar alguma coisa diferente do que percebe e sente como realidade. Porém, o homem só será punido em consideração aos seus fins e objetivos. Por si só, a verdade e a mentira nada significam de bem ou de mal. 
A verdade é uma designação, tomada universalmente como válida, dada à expressão do que uma pessoa percebe e sente como realidade. Logo, a verdade está submetida às convenções da linguagem. Mas, por mais rigorosas que possam ser tais convenções, toda expressão é expressão de um sujeito. Assim, acontece com os nossos conceitos. No dicionário Aurélio, encontramos a seguinte definição para conceito: representação dum objeto pelo pensamento por meio de suas características gerais. O intelecto é imanente ao homem e não lhe cabe nada que não seja inteiramente humano.
O que compreendemos não são as “coisas em si”, diretamente. Enxergamos relações entre elas e entre elas e nós mesmos. O que designamos como coisas e objetos são na verdade conjuntos de relações antropomórficas. Interagimos com o mundo mediado por uma teia de relacionamentos herdada, que compõe a nossa bagagem cultural. Quando enxergamos algo, o vemos de um ponto de vista legitimamente humano.  De acordo com Nietzsche a  verdade nasce desta obrigação impingida por pacto social. O mentiroso é mal visto, castigado e excluído pelos outros membros da comunidade. Para ser respeitado é necessário orientar-se sempre pela verdade. Mas esta verdade nada mais é do que uma convenção social com o objetivo de regular os inter-relacionamentos humanos e possibilitar a formação de uma comunidade. 
Em nossa busca cega pela verdade, somos incapazes de perceber a completa falta de sentido deste empreendimento. Somos homens e, como tais, tudo o que nos cabe ser, viver e experimentar é inexoravelmente humano. Tudo que possamos ver e compreender serão feito a partir de uma perspectiva humana e não passará de uma representação de nós mesmos.

posicionamento de Nietzsche  nos mostra que não existe  um sentido  original, pois as próprias palavras não passam  de interpretações, antes mesmo de serem  signos. As palavras segundo Nietzsche, sempre  foram  inventadas pelas classes superiores, e assim não indicam  um significado, mas impelem uma  interpretação. O trabalho do filósofo (Etmologista), portanto deve centralizar-se no problema de saber o que existe para   ser interpretado  na medida  em que  tudo  é mascara, interpretação avaliação, fazer isso é avaliar o que vive é dançar e criar.