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JOHN LOCKE

"todos os homens, que, sendo todos iguais e livres, nenhum deve prejudicar o outro, quanto à vida, à saúde, à liberdade, ao próprio bem". E, para que ninguém empreenda ferir os direitos alheios, a natureza autorizou cada um a proteger e conservar o inocente, reprimindo os que fazem o mal, direito natural de punir"

FRIEDRICH HAYEK

“A liberdade individual é inconciliável com a supremacia de um objetivo único ao qual a sociedade inteira tenha de ser subordinada de uma forma completa e permanente”

DEBATES FILOSÓFICOS

"A filosofia nasce do debate, se não existe a liberdade para o pensar, logo impera a ignorância"

A Filosofia é.....

"Viver sem filosofar é o que se chama ter os olhos fechados sem nunca os haver tentado abrir". Descartes

LIBERDADE

"Liberdade, Igualdade , Fraternidade. Sem isso não há filosofia. Sem isso não há existência digna.

"Nós temos um sistema que cobra cada vez mais impostos de quem trabalha e subsidia cada vez mais quem não trabalha"

LUDWING V. MISES

"O socialismo é a Grande Mentira do século XX. Embora prometesse a prosperidade, a igualdade e a segurança, só proporcionou pobreza, penúria e tirania. A igualdade foi alcançada apenas no sentido de que todos eram iguais em sua penúria"

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

EXISTÊNCIALISMO E HUMANISTA DE SARTRE

Há duas espécies de existencialismo o primeiro existencialismo é o existencialismo teista o qual defende a idéia que “da essência provem a existência”. Tal existencialismo atribui essa essência a uma divindade intitulada como criador superior. Sendo este divindade uma vez superior e criador o qual tem objetivos totalmente estabelecidos quando cria; desta forma o homem quando criado possui uma essência que pode induzi-lo a realizar o que já esta na mente desta divindade. Os existencialistas teista para fundamentar que o homem individual realiza certos comportamentos que já está na inteligência do ser divino enfatizam que este homem possui uma natureza humana; tal natureza encontra-se em todos os homens; o que torna esta figura humana de cada homem particular um conceito universal. Assim para o existencialismo teista esta divindade criadora estabelece ao homem uma forma; que tal forma é entendida pela natureza humana. Tal natureza humana coloca todos os homens sem distinção possuidores das mesmas qualidades de base. Desta forma a essência precede a existência, pois antes de serem criados já exista uma essência.

O existencialismo ateu; logicamente declara que “não existe entidade divina”. Tal definição é a base desde existencialismo; se não existe não há essência primaria.O existencialismo acredita que na existência do ser humano como um ser livre; e o que define sua essência; não é uma essência primaria ou uma natureza humana que determina sua existência. Desta perspectiva usamos a definição de Sartre que a: “existência procede à essência”; podemos conceituar que primeiramente o homem existe, se descobre, surge no mundo; e só então ele se define. Para Sartre o homem não existe com um fim determinado; pelo contrário o homem só será alguma coisa tal como o seu próprio fazer. O ser humano não é apenas como ele se concebe; mas como ele quer que seja; como ele se concebe depois da existência, como ele se deseja após este impulso para existência; o ser humano não é mais que o que ele se faz.

Não há determinismo, o homem é livre, o homem possui total liberdade. Portanto; partindo deste conceito do existencialismo de Sartre; conseqüentemente não há valores divinos pré-determinados a ser seguido, assim não existe uma essência primaria; não existe uma natureza humana que eu possa basear-se nela; não existe um divindade superior a qual faz o homem realizar os conceitos que está na inteligência de tal divindade. Não há possibilidade para o homem se ausentar de sua responsabilidade; não há algo para atribuir ou compartilhar sua existência; não há justificação em que homem se acovarda diante de sua existência; e, apela para uma divindade, ou seja; “o homem está só e sem desculpas, está condenado a ser livre”.A responsabilidade única é total de sua existência está sobre si próprio e sua história não se constrói a partir de uma essência primaria estabelecida incondicionalmente; pelo contrário, a sua existência só acontecerá no decorrer da sua história.

A liberdade é uma questão fundamental para o existencialismo de Sartre. No entanto, não é apenas uma liberdade de expressão, mas uma liberdade que permite escolha e a realização do individuo; uma liberdade sem limites, mas extremante responsável. Para Sartre a liberdade do ser humano se constitui quando o homem tem o direito de escolher o seu ser, o seu destino, sua vida; tornando-se totalmente responsável por tudo o que o vier a lhe acontecer. Portanto; a liberdade para Sartre pode ser conceituada partindo do conceito que o homem primeiramente existe; e antes de qualquer coisa, o homem “é o que se lança para o futuro; ou seja, o homem será aquilo que ele tiver projetado ser”.

Desta maneira a liberdade toma forma; pois consiste em deixar o homem totalmente responsável pela sua existência; pois a existência; procede a essência. O homem é totalmente responsável por aquilo que é. Sendo assim o homem tem a liberdade e o domínio de que ele é; e tem toda a responsabilidade de sua existência. As coisas serão tais como o homem tiver decidido que as sejam, o que mostra que o homem não é se não o seu projeto, e que existe na medida em que se realiza na história; portanto o homem é o conjunto a somatória de seus atos.
Tal liberdade não significa uma liberdade individual, mas uma liberdade que inclui todos os homens. Diante disso a responsabilidade do homem fica maior; pois ele não é apenas responsável por sua liberdade, como também envolve toda a humanidade. Esta liberdade de escolher implica no valor do que escolhemos, porque nunca podemos escolher mal, porque nada pode ser bom para mim sem que seja bom para todos.

Por isso Sartre faz menção de uma terrível angustia do existencialismo, onde o homem não é apenas aquilo que escolhe e decide fazer para ser; mas também é um legislador, que ao mesmo tempo a humanidade se torna sua responsabilidade. Isso mostra que a minha liberdade depende dos outros, e que a liberdade dos outros depende da minha, pois uma vez que existe uma ligação de compromisso sou abrigado ao mesmo tempo em que a minha liberdade e a liberdade dos outros; visto que para Sartre “Só posso tomar a minha liberdade como um fim, se tomo igualmente a dos outros como um fim”.

SÓCRATES COMO O FUNDADOR DA MORAL GREGA

O lado belo da apologia de Sócrates revela o conceito de virtude. A alma segundo que subentende para Sócrates é o consciente, ou seja, a consciência e a personalidade intecutual e moral. Uma vez descoberto que o homem é sua alma; a mesma se torna a parte principal que o homem deve cuidar com grande rigor, para que o homem possa conhecer a ti mesmo e ser um individuo virtuoso. É da virtude que nasce a riqueza e todas as outras coisas que são boas para o homem. Para Sócrates a vida só pode ser definida e verdadeiramente vivida através da virtude. “Em grego, aquilo que chamamos de “virtude se diz” Arete”. Significa aquilo que torna uma coisa boa e perfeita naquilo que é, ou melhor, ainda significa aquela atividade; ou modo de ser que aperfeiçoa cada coisa, fazendo ser aquilo que deve ser”.. Sobre este conceito a não-virtude que conseqüentemente seria identificada como algo ruim e imperfeito.

Todavia sendo este algo ruim e conseqüentemente imperfeito seria explicado etimologicamente através do conceito “vicio”. O conceito de vicio por sua vez seria a privação do homem sobre a ciência ou conhecimento, vale dizer a ignorância. O homem sem a virtude seria então conseqüentemente ignorante, o qual desprovido do conhecimento da alma e de sua essência conceituaria os valores externos como certo. “conhecimentos” exige, ou seja, em função da alma e de sua “ arete”. Diante de tal definição, a morte para Sócrates seria supostamente viver uma vida na ignorância, longe de uma natureza boa e perfeita; fazendo de valores externos a essência da vida. Em relação a esta suposta conceituação do conceito de morte para Sócrates a uma possibilidade de compreender a decisão de Sócrates em ficar tranqüilo diante da sentença de morte no texto da apologia. Uma vez que Sócrates se declara culpado e renunciasse e retrata-se pedindo clemência; mesmo sabendo que esse seria a única possibilidade de permanecer vivo. Sócrates não exitou a isso por saber que a o maior bem para um homem é justamente o falar todos os dias sobre a virtude e argumentando sobre o raciocinar, examinando a si mesmo e aos outros e que uma vida sem esse exame não é digna de ser vivida.

A morte seria o melhor caminho, uma vês que a verdadeira morte para Sócrates consiste em viver uma vida longe da virtude e da honra. Portanto pode conceituar que a vida para Sócrates seria a realização de uma existência liberta da ignorância; visto que não há lógica para Sócrates viver uma vida dominada pelos instituis; pois os que assim os fazem são escravos, o que mostra que não há possibilidade de viver a vida como escrava, mas apenas o homem livre através da virtude e do autodomínio poderá viver a verdadeira vida.

Finalizando, como já foi enfatizado, Sócrates identifica que a essência do homem é a alma, cuidar de si mesmo significa cuidar da própria alma mais do que do corpo. E ensinar os homens cuidarem da própria alma é a tarefa suprema do educador, precisamente a tarefa de Sócrates considera ter recebido de Deus, como se lê na apologia. Para Sócrates o método para educar a alma do homem e fazê-lo deixar a vida de ignorância para viver a vida virtuosa, seria a “maiêutica” onde Sócrates levava o intelecutor a reconhecer a sua própria ignorância. Sócrates através da maiêitica simplesmente pergunta. Não ensina; quer aprender. Seu pensamento parece desprovido de conteúdo. Se, porém não há ensinamentos ele propõe algo. Destruindo as respostas fáceis dos intelecutores mostra que o pensamento deve ser mais prudente. Se as respostas saem é porque as pergunta foram mal formulada, e apenas contorna o problema.

O que Sócrates faz é formular perguntas, adequadas, isto é, um método de investigação que encaminhe o pensamento em direção à essência das coisas sem desvios.
Deste processo da maiêitica surge à virtude, conhecê-la torna-se, principal objetivo do verdadeiro conhecimento, só pratica o mal quem ignora o que se seja a virtude. E quem tem o verdadeiro conhecimento só pode agir bem. Desde modo o conhecimento e a virtude tornam-se sinôminos. Através da maiêutica Socrática as questões morais deixam de ser tratadas como convenções baseadas nos costumes as quais se modificam conforme as circunstâncias e o interesse para se tornar problemas que exigem do pensamento uma elucidação racional. Nesse sentido, ele seria o fundador a ética.

O BEM POLÍTICO E O BEM INDÍVIDUAL EM ARISTÓTELES

A possibilidade de entendimento da relação entre bem individual e bem político inicia primeiramente na compreensão da visão antropológica de Aristóteles do homem político. O homem aristotélico pensava a partir de seu mundo que era a polis a qual estava inserido. A construção da polis estava intrinsecamente ligada ao “Ethos” . Ao analisar a polis nota-se que os gregos tinham um jeito próprio de ser, um modo próprio de organizar e pensar que regia as suas atitudes e os seus modos de agirem. Um povo costuma ter um modo próprio de organizar a sua vida, sua história ou cultura; o que possibilita o modo ou o jeito próprio habitual de morar e habitar o mundo. Organizar a vida é o que se chama de ethos.Do ethos em ação surgia os valores as normas e os costumes da polis grega. Assim o ethos era a base moral do indivíduo. Desta forma compreendemos que o ethos é aquilo que da o norte que orienta os atos dos indivíduos.

Mas como chegar a tal orientação? Para Aristóteles existe algo da natureza humana, este algo é a “palavra” . O homem é um ser lingüístico; para qual finalidade? Para discernir o que é justo ou injusto, o bom o mal. Através deste poder lingüístico o homem opta em agir de maneira lógica. Este agir lógico é a virtude. Assim o bem individual se dá através de um agir virtuoso na observância do ethos. Ser virtuoso é agir de acordo com a regra correta, ou seja; é agir de modo racional, o agir-bem e viver-bem; é agir e viver de acordo com a racionalidade como enfatiza Aristóteles “ A lei é a razão não afetada pelo desejo” Ético a Nicomâco 1287ª.

Para Aristóteles o bem individual é resultante da forma de vida preferida por ele que é a vida contemplativa, pois supostamente é a que realizaria a função própria do ser humano. Não há dúvida, entretanto de que o bem individual é compreendido como uma atividade resultante da virtude. Nesta perspectiva a virtude é o produto da educação e do cultivo de bons hábitos (Ethos). Um Estado virtuoso é uma espécie de segunda natureza cultivada pelo desempenho continuo dos bons hábitos. Assim considera Aristóteles que a virtude não é mera disposição psicológica, mas um estado do caráter do indivíduo, um modo de ser.

Desta forma compreende-se melhor o porquê Aristóteles enfatiza que o homem é um animal político, pois sem a cidade o homem é apenas um homem em impotência. O homem se constrói como um ser social na cidade (comunidade política) sem ela o homem é “sem família, sem lei e sem lar” . Por esta causa não a virtude e nem cidade sem o ethos, e não há bem individual sem o ethos e a virtude. Pois sem a cidade o homem é um bicho ou um demiurgo, ou seja; um deus que faz as coisas ao seu modo. Nas na cidade o homem deve agir virtuosamente, pois é a virtude que regula as relações entre os membros da cidade a qual a comunidade possa existir.

O bem individual como já relatamos é o individuo ético e virtuoso. Mas o bem político o que seria? A reflexão aristotélica sobre a política não se separa da ética, pois a vida individual está imbricada na vida comunitária. Compreende-se que para Aristóteles que a finalidade da ação ética é a felicidade do indivíduo. A política tem a finalidade levar a cidade ao bem político que seria a felicidade . No sistema aristotélico assinala o caráter indissociável entre ético e político. A ética como já enfatizado trata das condições que nos permitem alcançar à felicidade individual, ao passo que a política trata do bem político a felicidade pública, que é mais nobre do que a primeira porque determina a própria existência. O bem é a finalidade da política e a política é o bem maior sobre todos os outros. O bem político assegura a felicidade da cidade por isso a cidade existe por natureza para assegurar a vida boa . Mas essa vida boa na cidade só e efetivada pela ética, pois a ética é a realização da política. Por isso para que haja o bem político é necessário que os indivíduos vivam da melhor forma possível; na visão Aristotélica é impossível ser prospero sem agir bem, por isso nem os homens e nem a cidade agem bem sem qualidades morais.

Em síntese nas definições aristotélicas a causa final do homem é a felicidade. Por isso a felicidade é o telos do homem. E este telos só pode ser alcançada pela prática das ações éticas e políticas.Estas ações humana da ao indivíduos aquilo que é próprio de sua essência, ou seja o homem já carrega em si os elementos da felicidade e através da ação ética e política ele alcança aquilo que é próprio dele. Mas para que haja um bem político deve haver o bem individual que é o agir ético e virtuoso. Esse bem individual quando encarnado em todos os indivíduos materializas-se através da ação política o bem político, ou seja, à felicidade. O bem político é maior que o bem individual, pois o todo é maior do que as partes transformando a polis em uma grande entidade, ou seja; em uma comunidade política. Entre o bem individual e o bem político a uma relação de finalidade em que o bem individual e o bem político é um meio para alcançar à felicidade que é a finalidade de todas as ações efetivada na comunidade política.

A ÉTICA EM AGOSTINHO

A ética agostiniana envolve o conceito de liberdade e o livre arbítrio da vontade. A proposta de Agostinho rompe com duas concepções de ética. A primeira é da filosofia grega em que a liberdade estava fundamentada em um telos político em que ser ética era ser virtuoso na observação ao ethos. A segunda ruptura é em relação ao maniqueísmo que propunha uma não liberdade, pois a natureza do homem é mal; além de ter uma visão dualística em que haveria segundo eles dois princípios eternos em oposição do bem e do mal constante entre dois deuses.

Agostinho traz uma mudança a respeito do conceito de liberdade e do livre arbítrio da vontade. Enfatizando que o mal não é conseqüência de fatores políticos ou da natureza humana ou de alguma entidade espiritual. Nesta concepção Agostinho desconstroi o conceito de mal ontológico. Para ele o homem é autor de sua conduta e é responsável por ela. Assim Agostinho enfatiza o livre arbítrio da vontade e a liberdade em sua concepção ética.

A ética agostiniana está fundamenta em um telos-teológico o qual tem Deus com o Bem Supremo e a mal como conseqüência antropológica. Para tal questão Agostinho faz duas perguntas que orienta seu pensamento: O que é o mal? E de onde vem este mal? Em relação à primeira pergunta Agostinho refuta o mal ontológico e enfatiza que o mal é a privação do bem e que o mal como tal não existe. O que existe é uma privação do bem como conseqüência do livre-arbítrio da vontade. Deus é o criador de todas as coisas bom, por isso não pode criar o mal que é oposto a sua essência, e o mal não é nada de positivo, mas uma privação. Por isso é pelo livre-arbítrio da vontade que o homem se aproxima do bem que é Deus; e, é também pelo livre-arbítrio da vontade que ele se afasta tendo assim a mal como ausência do bem.

A vontade não é mal em si pelo fato que foi dado por Deus, mas o uso incorreto dela que compromete. Por isso Agostinho enfatiza que o livre-arbítrio da vontade situa-se na mente, e essa se submete as paixões; tanto que Agostinho enfatiza que “ pertence a vontade querer ou não querer ter uma vontade boa”.Toda esta questão para Agostinho se dá pois para ele o homem não é só intelecto, mas também vontade; e essa vontade ela tem que estar em harmonia com a verdade moral pois sem essa harmonia não há ética. Mas a vontade que é uma faculdade da razão, subjetiva e interior pode ser influenciada podendo assim ser dependente ou independente como conseqüência de certos hábitos e paixões se tornando mutável e vulnerável.

Se o homem não é só intelecto, mas também vontade e podendo esta vontade ser influenciada ou vulnerável desejando coisas más, como conseguira o homem usar o livre arbítrio da sua vontade para chegar a Deus e ser feliz? Segundo Agostinho o mau uso da vontade inverte a relação em que a alma sendo superior ao corpo é subordina a ele, enfraquecendo a alma. Mas segundo Agostinho a graça e o elemento de potencialização a qual pode ajuda a encaminhar o livre-arbítrio da vontade a Deus, pois a vontade humana precisa ser ajudada na faculdade do querer o bem. Assim o homem alcançará a felicidade, pois como Agostinho relatou na “Vida Feliz” só é feliz aquele que encontra Deus.

Sergio Adriano

A MERCANTILIZAÇÃO DO SAGRADO

O contexto da Americana Latina mostra uma transição entre a modernidade e pós-modernidade, este quadro poliedrico trouxe sobre a sociedade uma nova maneira de ver as coisas e de interpleta-las, principalmente dentro da cosmovisão religiosa. Conceitos dogmas, teorias, tabus começaram à se difundir na pós- modernidade trazendo sobre a esfera religiosa mudanças, as quais algumas podem ser classificadas como simples outras complicadas, algumas superficiais e outras mais profundas.. No âmbito do capitalismo pós-modermo, a mercantilização do sagrado, submerge sendo as práticas usadas por algumas esferas religiosas.

O conceito de mercantilização resume na filosofia que esta relacionada com as práticas do capitalismo, das propagandas ou do markintg. O mercantilismo trabalha com a sedução, no mundo dos negócios do markintg é preciso ter criatividade para se manter no mercado, não adianta ter somente um bom produto, mas é preciso ter uma boa propaganda, o mercantilismo convence o consumidor a consumir.

O fenômeno religioso se divide em duas partes o Sagrado X profano, o conceito de sagrado é tudo aquilo que esta ligada à religião, magia, mitos é crenças. Qualquer tipo de religião que o indivíduo venha ter trará para ele uma concepção do sagrado. O profano será tudo aquilo que não será sagrado, também poderá estar associado com pessoas, com dogmas, com doutrinas, objetos, época, data etc. Como relata Eliade autor do livro o Sagrado X Profano declara que as sociedades mais arcaicas tinham a tendência de viver o mais possível no sagrado ou muito perto dos objetos consagrados. Dento de vários temas de nossa atualidade a mercanlização do sagrado é um fenômeno da realidade presente, é algo que ganha mais espaço, no campo religioso.

O mercado da fé ganhou projeção na década de 70, através da teologia da prosperidade. Estamos diante de uma manifestação religiosa que lança mãos de métodos empresariais do mundo do markintg para alcançar seus objetivos. Pode considerar suspeita uma religião que ministura tão facilmente Deus é os negócios, exigindo deste relacionamento favores terrestres? ou de uma forma supersticiosa, fazer riqueza através da manipulação do sagrado ?

As práticas deste fenômeno, o qual se denomina “Mercantilização do Sagrado” esta intimamente ligada com à mídia. Movimentos religiosos da nossa realidade presente têm lançado mãos de muitos métodos do markintg para alcançar seus objetivos. O cristianismo surgiu numa sociedade já habituada a comercialização do sagrado, no primeiro século da era cristã, muitos santuários religiosos de tradição asiático-grego-romano praticavam um intenso comércio ao redor do espaço sagrado. O templo de Jerusalém na época de Jesus, era controlado por uma casta, sacerdotal, que ali desenvolvia um comércio irregular de animais destinado aos sacrifícios onde cambiavam moedas trazidas pelos Judeus de todo o impérios romano proibidas de circular, na área do templo.

Como não havia um padrão único de moedas exigia-se a presença dos cambistas, cuja função, era trocar o dinheiro dos peregrinos pelas moedas do templo, era uma condição para aceitação das ofertas. Isso era feito em condições vantajosas para os sacerdotes, mostrando assim desde aquela época a mercantilização do sagrado

O LADO BOM DE NÃO SABER

Uma das coisas mais inteligentes que o ser humano pode saber é que não sabem. Aliás, só é possível caminhar em direção a excelência se você souber que não sabe algumas coisas. Porque há pessoas que, em vez de ter humildade para saber que não sabem, finge que sabe. Pior do que não saber é fingir que sabe. Quando finge que sabe, impede que um planejamento adequado, impede uma ação coletiva eficaz. Por isso, a expressão “ não sei” é um sinal de absoluta inteligência. Essa e uma regra básica da vida; quando se esta no fundo do poço, a primeira coisa que precisa para sair de lá, é parar de cavar. E a pá que continua cavando, ao não saber, fingir que sabe. Fingir para quem? Não existe auto-engano. Isso significa que quando alguém diz “ não sei”, é um sinal de inteligência. Álias, a pessoa humilde é capaz de ter dúvida, e isso é motor da mudança.

Cuidado com gente que não tem dúvida, pois “Tolo não é somente aquele que não crê em nada; mas também aquele que crê em tudo”. Gente que não tem dúvida não é capaz de inovar, de reinventar, não é capaz de fazer de outro modo. Gente que não tem dúvida só é capaz de repetir. Cuidado com gente cheia de certeza. Num mundo de velocidade e mudança, imagine indivíduos cheios de certeza arrogantes a dificuldade que isso traz para os relacionamentos. Claro, você não pode ser alguém que só tem dúvida, mas não te-las é sinal de tolice. “Será que estou fazendo do melhor modo? Será que isso que creio realmente é assim? Será que aquilo que foi passado mim como verdade realmente é verdade? Será que eu estou certo é todo mundo está errado? Será que estou fazendo aquilo que deve e pode ser feito?”

Só seres que arriscam erram. Não confunda erro com negligência, desatenção e descuido. Ser capaz de arriscar é uma das coisas mais inteligentes para mudar. Você não tem de temes o erro. Tem de temer a negligência, e o descuido. Erro é para ser corrigido não para ser apenas punido. O que se pune é negligência, desatenção e descuidado. Quem inventou a lâmpada elétrica de corrente continua foi Thomas Edison, sabemos. O que nem sempre se tem idéia é que ele fez 1.430 experiência antes de chegar à lâmpada que deram errado. Ele inclusive registrou; inventei 1.430 modos de não fazer a lâmpada. Porque é muito importante também saber o que não fazer. Ele aprendeu que o fracasso não acontece quando se erra, mas quando se desiste face ao erro.

Nenhum ser humano é capaz de fazer tudo certo o tempo todo de todos os modos. Por isso, o indivíduo não conhece alguém quando ele erra, mas quando ele erra e não desiste. E dizem: Há, é por isso que a gente aprende com erros ? Não, a gente não aprende com erros. A gente aprende com a correção dos erros. Se a gente aprendesse com os erros, o melhor método pedagógico seria errar bastante. Num mundo competitivo, para caminhar a excelência é preciso fazer o melhor, no lugar de vez ou outra, contentar-se com o possível. E isso exige humildade e exige que coloquemos em dúvida as praticas que já tínhamos. Porque se as práticas que tinhas e temos nos dia-a-dia fossem suficientes, estaríamos melhores.

Para ser capaz de uma mudança cada vez mais significativa e positiva é necessário ter humildade. Só quem acha que já sabe acaba caindo na armadilha perigosa que é não dar passos adiante. De onde vem à palavra “humildade”? De húmus, que é terra fértil e na origem, significa o “solo sob nós”. Em outras palavras, húmus é o nível em que nós estamos. A palavra “humildade” é a mesma da origem húmus, da qual deriva a palavra “humana”. Isso significa que estamos todos nos mesmo nível. Humildade, humano, húmus- estamos no mesmo nível em relação á nossa dignidade. Existem pessoas que não têm essa percepção, eles não conseguem aproveitar as oportunidades porque não têm humildade.Qual contrário de humildade? Arrogância. Gente arrogante é gente que acha que já sabe, que acha que não precisa aprender, que costuma dizer: “ Há dois modos de fazer as coisas, o meu ou o errado. “Escolha você” não compreendi que “ Compreender com clareza e ter percepção de que a verdade nada tem haver com minhas preferências ou aquilo que eu considero que deveria ocorrer” Brian Magee.

Gente arrogante não ouve discordância e não consegue crescer. Nós somos um animal arrogante. Há pessoas que se recusam à mudança porque acham que já estão prontas. “Pode deixar, eu sei o que eu faço” dizem com relativa freqüência. Arrogância é um perigo porque ela altera inclusive a nossa capacidade de aprender com outro, de entrar em sintonia.