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JOHN LOCKE

"todos os homens, que, sendo todos iguais e livres, nenhum deve prejudicar o outro, quanto à vida, à saúde, à liberdade, ao próprio bem". E, para que ninguém empreenda ferir os direitos alheios, a natureza autorizou cada um a proteger e conservar o inocente, reprimindo os que fazem o mal, direito natural de punir"

FRIEDRICH HAYEK

“A liberdade individual é inconciliável com a supremacia de um objetivo único ao qual a sociedade inteira tenha de ser subordinada de uma forma completa e permanente”

DEBATES FILOSÓFICOS

"A filosofia nasce do debate, se não existe a liberdade para o pensar, logo impera a ignorância"

A Filosofia é.....

"Viver sem filosofar é o que se chama ter os olhos fechados sem nunca os haver tentado abrir". Descartes

LIBERDADE

"Liberdade, Igualdade , Fraternidade. Sem isso não há filosofia. Sem isso não há existência digna.

"Nós temos um sistema que cobra cada vez mais impostos de quem trabalha e subsidia cada vez mais quem não trabalha"

LUDWING V. MISES

"O socialismo é a Grande Mentira do século XX. Embora prometesse a prosperidade, a igualdade e a segurança, só proporcionou pobreza, penúria e tirania. A igualdade foi alcançada apenas no sentido de que todos eram iguais em sua penúria"

segunda-feira, 23 de maio de 2016

A ÉTICA DE SÓCRATES

O lado belo da apologia de Sócrates revela o conceito de virtude. A alma segundo que subentende para Sócrates é o “eu consciente”, ou seja; a consciência e a personalidade intelectual e moral. Uma vez descoberto que o homem é sua alma, a mesma se torna a parte principal que o homem deve cuidar com grande rigor.  Para que o homem possa conhecer a ti mesmo e ser um indivíduo virtuoso. É da virtude que nasce a riqueza e todas as outras coisas que são boas para o homem. Para Sócrates a vida só pode ser definida e verdadeiramente vivida através da virtude. “Em grego, aquilo que chamamos de “virtude se diz” Arete”. Significa aquilo que torna uma coisa boa e perfeita naquilo que é, ou melhor, ainda significa aquela atividade, ou modo de ser que aperfeiçoa cada coisa, fazendo ser aquilo que deve ser. Sobre este conceito a não-virtude que conseqüentemente seria identificada como algo ruim e imperfeito.
Todavia sendo este algo ruim e conseqüentemente imperfeito seria explicado etimologicamente através do conceito “vicio”. O conceito de vicio por sua vez seria a privação do homem sobre a ciência ou conhecimento, vale dizer a ignorância. O homem sem a virtude seria então conseqüentemente ignorante, o qual desprovido do conhecimento da alma e de sua essência conceituaria os valores externos como certo. Diante de tal definição, a morte para Sócrates seria supostamente viver uma vida na ignorância, longe de uma natureza boa e perfeita. Fazendo de valores externos a essência da vida.
Em relação a esta suposta conceituação do conceito de morte para Sócrates, uma possibilidade de compreender a decisão de Sócrates em ficar tranqüilo diante da sentença de morte no texto da apologia. Uma vez que Sócrates se declara culpado e renunciasse, retrata-se pedindo clemência; o mesmo sabendo que esse seria a única possibilidade de permanecer vivo. Sócrates não êxito a isso, por saber que o maior bem para um homem é justamente o falar todos os dias sobre a virtude e argumentando sobre o raciocinar, examinando a si mesmo e aos outros e que uma vida sem esse exame não é digna de ser vivida.
A morte seria o melhor caminho, uma vês que a verdadeira morte para Sócrates consiste em viver uma vida longe da virtude e da honra. Portanto, pode conceituar que a vida para Sócrates seria a realização de uma existência liberta da ignorância, visto que não há lógica para Sócrates viver uma vida dominada pelos instintos, pois os que assim os fazem são escravos, mas apenas livre através da virtude e do autodomínio poderá viver a verdadeira vida.
Finalizando, como já foi enfatizado, Sócrates identifica que a essência do homem é a alma, cuidar de si mesmo significa cuidar da própria alma mais do que do corpo. E ensinar os homens cuidarem da própria alma é a tarefa suprema do educador, precisamente a tarefa de Sócrates considera ter recebido de Deus, como se lê na apologia. Para Sócrates o método para educar a alma do homem e fazê-lo deixar a vida de ignorância para viver a vida virtuosa, seria a “maiêutica” onde Sócrates levava o interlocutor a reconhecer a sua própria ignorância. Sócrates através da maiêutica simplesmente pergunta. Não ensina; quer aprender. Seu pensamento parece desprovido de conteúdo. Se porém,  não há ensinamentos ele propõe algo. Destruindo as respostas fáceis dos interlocutores mostra que o pensamento deve ser mais prudente. Se as respostas não saem é porque as pergunta foram mal formulada, e apenas contorna o problema. O que Sócrates faz é formular perguntas adequadas, isto é, um método de investigação que encaminhe o pensamento em direção à essência das coisas sem desvios.

Deste processo da maiêutica surge à virtude, conhecê-la torna-se o principal objetivo do verdadeiro conhecimento, só pratica o mal quem ignora o que seja a virtude. E quem tem o verdadeiro conhecimento só pode agir bem. Desde modo o conhecimento e a virtude tornam-se sinônimos. Através da maiêutica Socrática as questões morais deixam de ser tratadas como convenções baseadas nos costumes as quais se modificam conforme as circunstâncias e o interesse para se tornar problemas que exigem do pensamento uma elucidação racional. Nesse sentido, ele seria o fundador a ética.

A ÉTICA DE PLATÃO

Platão propõe uma ética transcendente, dado que o fundamento de sua proposta ética não é a realidade empírica do mundo, nem mesmo as condutas humanas ou as relações humanas, mas sim o mundo inteligível. O filósofo centra suas indagações na Ideia perfeita, boa e justa que organiza a sociedade e dirige a conduta humana. As Ideias formam a realidade platônica e são os modelos segundo os quais os homens tem seus valores, leis, moral. Conforme o conhecimento das ideias, das essências, o homem obtém os princípios éticos que governam o mundo social.
O uso reto da razão é entendido como o meio de alcançar os valores verdadeiros que devem ser seguidos pelos homens. No mito da caverna, o filósofo expõe a condição de ignorância na qual se encontra o homem ao lidar com o conhecimento das aparências. Somente pelo conhecimento racional o homem pode elevar-se até as Ideias, até o Ser e conhecer a verdade das coisas. Isto se dá através do método dialético, o qual elimina as aparências e encontra as essências, a verdade no conhecimento das coisas. Este método filosófico tem por finalidade libertar os homens da ignorância e levá-los ao conhecimento de ideia em ideia, até alcançar o conhecimento da Ideia Suprema: o Bem. As outras ideias participam desta e devem sua existência a esta.
O Bem ilumina o ser com verdade, permitindo que seja conhecido, assim como o Sol ilumina os objetos e permite que sejam vistos – nota-se aqui a analogia entre Bem e Sol apresentada no mito da caverna. Existem diversas ideias e é devido à participação nestas, mesmo que enquanto cópia imperfeita, que se fez possível o mundo sensível. Ao contemplar a ideia do Bem, o homem passa a sofrer as exigências do Ser, isto é, suas ações devem ser pautadas conforme a ideia contemplada.
A alma humana – de suma relevância para a ética platônica- é tripartite, isto é, forma-se pela inteligência, pela irascibilidade e pela concupiscência. Tal como as partes da cidade ideal, cada uma das partes da alma possui suas funções específicas que não podem ser exercidas por nenhuma das outras partes. Cada uma das partes da cidade e, por analogia, cada uma das partes da alma, possui uma função própria a qual pode ser executada com excelência ou não, e, ao executá-la com excelência, sua virtude própria é exercida.
A virtude é definida, pois, como capacidade de realizar a tarefa que lhe é inerente. No caso do governante da cidade e da alma racional, a virtude inerente aos mesmos é a sabedoria; no caso dos guerreiro e da parte irascível da alma, a virtude que lhes é própria é a coragem; por fim, no caso da parte concupiscente da alma e dos produtores de bens da cidade, a virtude própria é temperança. Dada a posição de cada classe, pode-se definir a justiça como cada parte fazendo o que lhe compete, conforme suas aptidões. Portanto, ao estabelecer uma relação de analogia entre a sociedade e indivíduo, Platão define o conceito de justiça – o qual seria também concebido como princípio de equilíbrio do indivíduo e da sociedade – e o liga ao conceito de virtude.
O sentimento de justiça é, pois, a virtude maior cujo valor ético guia as condutas dos homens. Para que esta virtude seja alcançada, o homem deve buscar o bem em si mesmo, porque ele realiza o ideal de justiça, tanto com relação ao bem individual quanto social.
A ética platônica ocupa-se com o correto modo de agir e sua relação com o alcance da felicidade. Contudo, o discurso ético apresentado na República acerca da felicidade relaciona esta com o conceito de justiça. O problema da justiça enquadra-se no âmbito político, o qual tem estreita relação com o campo da ética: é deste modo que surge a tese central de que só o justo é feliz. No diálogo República, buscando a constituição da cidade ideal, surge o problema cerne acerca da definição da justiça para que se pudesse, posteriormente, definir o que é a justiça tanto no indivíduo quanto no Estado. Há, pois, um paralelo entre Estado e indivíduo a fim de que se encontre a definição de justiça.
Para Platão, a sociedade seria como algo orgânico e bem integrado, como uma unidade construída por vários elementos independentes, embora integrados. A cidade forma-se por três classes, como já apontamos, e cada classe possui sua função específica. Deve-se notar que tais funções são determinadas conforme as aptidões naturais de cada membro da cidade. O objetivo desta divisão é mostrar com mais clareza como ocorre o mesmo na alma humana. A finalidade da cidade justa e boa é, então, propiciar a felicidade do indivíduo ao viabilizar a prática de suas virtudes, de suas aptidões específicas.
Devemos ter em mente que a virtude correspondente a cada classe da cidade e a cada parte da alma humana deve ser ensinada visando a realização do ideal da polis. Esta educação embasa-se no método dialético ascendente, o qual liberta o homem dos sentidos e o eleva até o mundo inteligível, até o ponto mais claro do Ser, a ideia do Bem. Após contemplar o Bem diretamente, o filósofo deve retornar à cidade que lhe propiciou educação de modo a guiar os outros cidadãos da ignorância ao conhecimento racional.
As ideias – das quais se originam as cópias sensíveis – são, pois, existentes em si e por si, são realidades universais, eternas, imutáveis. Por tais motivos, são os modelos a serem seguidos, são paradigmas para a construção da cidade ideal e para a educação moral, política e espiritual do homem. Além do mais, são ordenadoras do cosmos.

Fica evidente que a proposta de Platão liga-se, principalmente, às ideias de Justiça e do Bem – este último é o supremo valor que sustenta a justiça com relação à organização política e à conduta individual. O equilíbrio entre as três partes componentes da alma e da cidade gera equilíbrio, harmonia e leva à felicidade. Assim, Platão busca por definições gerais, universais, imutáveis, eternas, existentes por si mesmas: as Ideias. Como veremos adiante, tal busca é oposta à busca aristotélica pela virtude ligada à aplicabilidade desta.

A ÉTICA DE ARISTÓTELES

A ética aristotélica, em oposição à ética de seu mestre, é imanente, tendo suas bases na realidade empírica do mundo, no questionamento acerca das condutas humanas e na organização social. As exigências com relação à vida na polis e a realidade do homem formam o conteúdo das ideias, e são ambas as responsáveis pela escolha dos valores, pela moralidade e pelas leis, pela definição das condutas dos homens. Sua teoria ética era realista, empirista em contrapartida à visão idealista e racionalista de Platão.
A ética aristotélica inicia-se com o estabelecimento da noção de felicidade. Neste sentido, pode ser considerada eudemonista por buscar o que é o bem agir em escala humana, o agir segundo a virtude – diferentemente de Platão, que buscava a essência das ideias de felicidade e da ideia do Bem sem relacioná-las diretamente à prática. A felicidade é definida como uma certa atividade da alma que vai de acordo com uma perfeita virtude. Partindo dessa definição, faz-se necessário um estudo sobre o que é uma virtude perfeita e, assim, faz-se necessário, também, o estudo da natureza da virtude moral.
A virtude é definida pelo Estagirita como hábito ou disposição racional constante, sendo a virtude o hábito torna o homem bom e o capacita na boa execução de sua função. Esta definição se mostra oposta à de Platão: a virtude é definida como capacidade de realizar uma função determinada, inerente a alguma parte da alma humana ou da cidade ideal.
A virtude moral é consistida por uma medida relativa a nós e o filósofo define-a como disposição – já que não podem ser nem faculdades nem paixões – para agir de forma deliberada, sendo que a disposição está de acordo com a reta razão. Após estabelecer a virtude moral como uma disposição – héxis – ou seja, como se dá o comportamento do homem com relação às emoções, há ainda a necessidade de que a diferença específica entre virtude moral e virtude intelectual seja explicitada. O Estagirita, em contrapartida às visões de Sócrates e Platão, atribui um papel importante dos sentimentos no âmbito ético, pois esta parte emocional da alma também é responsável na formação das virtudes, quando em conformidade com a parte racional.
O que distingue as duas espécies de virtude é a mediania. A virtude intelectual é adquirida através do ensino, e assim, necessita de experiência e tempo. A virtude moral é adquirida, por sua vez, como resultado do hábito. O hábito determina nosso comportamento como bom ou ruim. É devido ao hábito que tomamos a justa-medida com relação à nós. Logo, a mediania é imposta pela razão com relação às emoções e é relativa às circunstâncias nas quais a ação se produz.
Nenhuma das virtudes morais surge nos homens por natureza – ao contrário da visão inatista platônica – porque o que é por natureza não pode ser alterado pelo hábito, a natureza nos capacita em receber tais virtudes e esta capacidade em recebê-las é aperfeiçoada pelo hábito. Virtudes e artes são adquiridas pelo exercício, ou seja, a prática das virtudes é um pré-requisito para que se possa adquiri-las. Sem a prática, não há a possibilidade de o homem ser bom, de ser virtuoso.
Neste ponto da exposição aristotélica, podemos notar outra oposição com relação à ética platônica: conforme esta, o homem só pode ser bom e virtuoso ao contemplar a ideia do Bem – o que aponta para a diferença entre as concepções idealistas/racionalistas apresentadas por Platão e as concepções realistas/empiristas expostas pelo peripatético. Aristóteles critica a identificação feita por seu mestre entre virtude e conhecimento, de modo que conhecer a essência da Justiça implicaria em ser justo, haja vista que são identificados. Assim, o conhecimento da ideia do Bem seria a condição para o bem agir, e a virtude consistiria em somente um tipo de conhecimento teórico, conforme a crítica feita pelo Estagirita. Este afirma que a razão não é a única a atuar na determinação da boa conduta, devendo-se levar em conta os sentimentos por auxiliarem na formação das virtudes, além do fato de que as virtudes implicam uma atividade racional.
Como vimos, as virtudes morais são vistas como produto do hábito, consequentemente não são tomadas como inatas – como o fizeram Sócrates e Platão. Ao considerar as virtudes morais como adquiridas, há uma implicação de que o homem é causa de suas próprias ações, responsável por seu caráter – por esse motivo a ação precede e prevalece sobre a disposição – o que refuta a ideia platônica de que o homem que age mal, o faz por ignorância, pois o mal é a ausência do bem. Está na natureza das virtudes a possibilidade de serem destruídas pela carência ou pelo excesso e cabe à mediania preservar as virtudes morais e também diferenciá-las das virtudes naturais. Pode-se notar, pois, que a ideia de justa-medida preconiza que qualquer virtude é destruída pelos extremos: a virtude é o equilíbrio entre o sentir em excesso e a apatia. Portanto, fica evidente que a virtude busca pela harmonia – e esta é dada pela razão entre as emoções extremas. O meio-termo é experimentar as emoções certas no momento certo e em relação às pessoas certas e objetos certos, de maneira certa. Isso é a mediania, é a excelência moral, a qual diverge da noção platônica de excelência moral, que seria cada parte da alma exercer sua tarefa própria da melhor maneira possível, com excelência para exercer sua respectiva virtude.
Ao propor a mediania como gênero de virtude moral, como regra moral, o Estagirita retornou à sabedoria grega clássica, porque esta indicava a mediania como a regra de ouro do agir moral. A mediania tem o aspecto de não silenciar as emoções, mas buscar a proporção e, devido a essa proporção, a ação será adequada sob a perspectiva moral e, concomitantemente, a ação ficará ligada às emoções e paixões – contrariamente à doutrina platônica, na qual a ação moral tem uma relação intrínseca com a contemplação do Bem. De acordo com Aristóteles, a posição de meio é o que tem a mesma distância de cada um dos extremos. Com relação a nós e sempre considerando nesse viés, meio é o que não excede nem falta. Aqui fica evidente que o “meio” se dá em relação ao agente, pois não é válido para todos.
A virtude moral deve possuir a qualidade de visar o meio-termo por se relacionar com as paixões e ações. Nas ações e paixões, por sua vez, existem a carência, o excesso e o meio-termo. As ações e os apetites não tem, em sua natureza, algo que determine sua tendência para a falta ou para o excesso. Por sua vez, a tendência à mediania expressa a virtude moral, expressa a excelência da faculdade desiderativa da alma. O que nos faz tender à mediania é a educação e a repetição de atos bons e nobres. Por conseguinte, o hábito é desenvolvido e visa a mediania. Esta, por sua vez, é determinada segundo um princípio racional. Pode-se notar que, para Aristóteles, a virtude é uma espécie de mediania já que visa o meio-termo e que é vista como disposição de caráter que tem relação com a escolha dos atos e das paixões. A justa-medida é determinada por um princípio racional próprio do homem dotado de sabedoria prática. Assim, ao buscar pela essência da virtude, por sua definição, Aristóteles define-a como mediania.
O Estagirita afirma que sua investigação acerca da virtude não é de cunho exclusivamente teórico, como a realizada por Platão, mas a investigação se dá com a finalidade de que os homens tornem-se bons – pois cabe à mesma ciência, ou seja, à Ciência Política, tanto o conhecimento das virtudes quanto a função de fazer com que os homens se tornem bons. Logo, busca-se a definição de virtude e sua aplicação nos fatos particulares.
A virtude é um meio-termo entre dois vícios. Um desses vícios envolve o excesso e o outro vício envolve a carência. Logo, cabe à virtude e à sua natureza visar a mediania tanto nas ações – embora algumas ações não permitam um meio-termo por seus próprios nomes já implicarem, em si mesmos, maldade – quanto nas paixões. Um dos extremos – entre os quais a mediania se localiza – é mais equivocado que o outro. Deve-se, portanto, estar atento aos erros para os quais tem-se maior facilidade para ser arrastado. Pode-se saber para qual erro se é arrastado ao se analisar o prazer e o sofrimento acarretado pelo mesmo. Ao descobrir para qual erro se tende mais, deve-se ir em direção oposta, ao outro extremo para que se chegue ao estado intermediário e, consequentemente, afastar-se do erro.

Em todas as coisas, o meio-termo é digno de ser louvado. Contudo, ora deve-se inclinar no sentido do excesso, ora da falta com a finalidade de se chegar mais facilmente ao que é correto e ao meio-termo. Ao longo das exposições acerca das perspectivas éticas de Platão e Aristóteles, podemos perceber convergências e divergências, sendo que estas foram explicitadas de modo geral.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

NIILISMO E A MORTE DE DEUS NA CONTEMPORANEIDADE

Etimologicamente niilismo vem de Nihil, que significa nada. Este termo aparece primeiramente com Goetzius (1733). Mas é, sobretudo na interpretação do filósofo  F. H. Jacobi, a respeito da identidade do niilismo, que o termo adquire maior consistência, apresentando-o como responsável pelo processo de aniquilação da realidade provocado pela redutiva posição fundamental da razão que quebra a relação ontológica constituinte. O primeiro uso propriamente filosófico do conceito niilismo pode ser localizado no final do século XVIII, ao longo dos debates e das disputas que caracterizam a fundação do idealismo mais especificamente na carta, escrita em 1799, de F. H Jacobi  a Johann  Fitche  na qual o idealismo é acusado de ser um niilismo” Na Carta a Fichte, Jacobi declara a “artificialidade de uma redução filosófica ao eu, cujo êxito é uma desproporção ontológica e uma recaída simétrica sobre as potencialidades construtivas do saber. 
 Mas, é sem duvida, que é com o filósofo Nietzsche que o niilismo vai se estruturar como um problema filosófico. É com Nietzsche que a reflexão filosófica sobre o niilismo alcança o seu mais alto grau, com um pensamento radical que mostra as origens mais remotas do fenômeno, como o platonismo e o cristianismo. Assim, não só faz um diagnóstico da doença do nosso tempo, como tenta indicar um remédio. O século XX é como ele diz claramente, "o século do niilismo que impregna a atmosfera cultural de toda uma época e transforma-se numa categoria fundamental no laboratório filosófico contemporâneo".  Nietzsche na Gaia e a ciência enfatizam que o Homem louco anuncia aos homens que Deus está morto. O que houve com Deus? Os homens o mataram, pouco a pouco. Por diversas razões a sociedade ocidental foi se afastando de Deus, foi assim que o matou.  Matando Deus, eliminaram-se todos os valores que serviam de fundamentos para suas vidas, e conseqüentemente perdeu-se certas  referências.
  Para Nietzsche, o mundo sobrenatural foi eliminado, assim sendo foi infringido também o quadro de valores e idéias a ele ligado, e assim o homem contemporâneo encontra-se sem ponto de referencia. A morte de Deus divide a história da humanidade. É através da morte de Deus que Nietzsche através de Zarastruta anuncia que sobre as cinzas de Deus erguerá a ideia do “super homem”, do homem novo que ama a vida e voltam-se as costas para as quimeras da transcendência, e retorna a  sanidade da terra.  Desta forma, o niilismo (do latim nihil, nada) é um termo e um conceito filosófico que afeta as mais diferentes esferas do mundo contemporâneo como: literatura, arte, ciência humana, ética e moral e religião. É a desvalorização e a morte do sentido, a ausência de finalidade e de resposta ao “porquê”. Os valores tradicionais depreciam-se e os "princípios e critérios absolutos dissolvem-se". Tudo é sacudido, posto radicalmente em discussão. A superfície, antes congelada, das verdades e dos valores tradicionais está despedaçada e torna-se difícil prosseguir no caminho e avistar um ancoradouro.
Dentre os autores e movimentos mais significativos que se defrontou com o problema do niilismo destaca-se Martin Heidegger. Em Heidegger o sujeito da tradição filosófica não existe mais, o que existe é o “Dasen” o ser ai, um ser que se angústia diante da morte, diante do nada. Mas, o que é o nada? Tal pergunta parece ser uma contradição. Pois, se o nada é nada, não tem entes, se não tem entes, logo não tem como falar. Este nada que Heidegger enfatiza, se constitui através da angústia, pois na angústia estamos suspensos no nada, não há um piso metafísico. O nada não se refere ao nada, mas a angústia nos da  esse sentimento do nada. Em Heidegger o niilismo se dá em relação à técnica, tanto que segundo Heidegger a ciência se tornou a religião do homem contemporâneo. O que Heidegger critica não é a técnica, e sim a tecnologia, pois o avanço da tecnologia é apenas o resultado da técnica.
Heidegger também enfatiza que devemos abandonar o ser como fundamento, para saltar em seu abismo. Nesta perspectiva de Nietzsche e Heidegger o niilismo se torna consumando, fazendo compreender que o niilismo parece ser a única chance. Onde o homem deixa de ser o centro de tudo e passa a ser apenas mais um. O homem enquanto indivíduo continua existindo, mas sua existência já não tem mais sentido.  Essa perda do sentido o leva a consumação de todos os projetos de reapropriação tais como marxismo, ciência do espírito, fenomenologia, hermenêutica, etc. Pois, tudo se deflagra a liquidação dos valores supremos.  Isso acontece não pela ausência de restabelecimento de uma situação de valor, visto que a reapropriação não pode mais existir, pois o que se torna supérfluo é o próprio conceito de autêntico. Com isso, o mundo se torna uma grande fábula, porque não há verdade alguma e conseqüentemente coisas mais autênticas do que a experiência aberta para metafísica.   Diante disso, a experiência já não é mais autêntica pelo fato de que a reapropriação desvaneceu com a morte de Deus, fazendo com que a contemporaneidade mergulhe na escuridão da falta de sentido existencial, e abracem o niilismo.  Eis uma triste realidade da contemporaneidade que na sua insensatez humanista matou  Deus !!! 


terça-feira, 19 de abril de 2016

SOBRE A CRISE POLÍTICA, ÉTICA, ECONÔMICA NO BRASIL E O IMPTTHAMAM

A sociedade brasileira vive um momento de crise política e econômica, o que não é novidades para os informados. Problemas de corrupção que denuncia a condição de uma falta de ética, desestruturação na economia, e uma instabilidade civil. Quando se fala em corrupção na atualidade da sociedade brasileira é inevitável não lembrar no escândalo da Petrobrás, o maior ato de corrupção envolvendo uma empresa estatal. Compreende-se, que tal ato de corrupção não teve apenas a participação do atual governo, mas teve também a participação de governos anteriores. Mas a questão é fato, uma hora, fazendo uso do provérbio popular a “A casa tinha que caiar”. Todo gasto de um governo produzido por má administração ou por corrupção, desestabiliza a economia e conseqüentemente afeta o bolso do contribuinte: “Quando alguém gasta demais deverá pagar por si. Quando o Estado gasta demais ele manda a conta para o contribuinte”. No entanto, a minha razão não me permite acreditar que tudo que aconteceu com o atual governo, é perseguição partidária ou golpe. Concordo que vários indivíduos não têm qualificações para estar à frente de um processo de impeachment, mas acredito que a hora deles também vai chegar. Mas garanto que se a situação fosse oposta o governo que sofreu impeachment faria o mesmo com os outros. O jogo nefasto da política anti-filosófica, só sobrevive com coligação, acordos, troca de favores, etc. Por isso, quando a merda explode respinga em todos.
No caso das pedalas ficais, do que isso realmente trata? As pedaladas fiscais foi o nome dado à prática do Tesouro Nacional de atrasar de forma proposital o repasse de dinheiro para bancos (públicos e também privados) e autarquias, como o INSS. O objetivo do Tesouro e do Ministério da Fazenda era melhorar artificialmente as contas federais. Ao deixar de transferir o dinheiro, o governo apresentava todos os meses despesas menores do que elas deveriam ser na prática e, assim, ludibriava o mercado financeiro e especialistas em contas públicas. As "pedaladas" foram reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo e Broadcast, o serviço de tempo real da Agência Estado, no primeiro semestre de 2014, mas já tinham começado a ocorrer desde 2013. Agora, em 2015, a nova equipe econômica admite que as "pedaladas" existiram e que elas começaram a ser corrigidas. No entanto, a discussão deixou o campo econômico e foi para o campo político e judicial, nos quais as pedaladas são vistas como um crime de responsabilidade fiscal. A crítica do governo deposto e dos partidaristas é que outros governos/presidentes também realizaram as pedaladas fiscais e não foram julgados, não foram julgados, mas não deixa de ser crime, uma coisa não justifica a outra. E seria muita inocência o governo deposto pelo impeachment achar que poderia fazer o mesmo, cercado de oposição, e não ser vitimado por nada. Quando a política é suja, altos cargos e postos são alcançando expondo os erros dos outros, como o partido que sofreu  impeachment  irá fazer.   
Tal estado de corrupção de nossa política e economia brasileira, independentemente de sua causa partidária, expressa e denuncia uma crise ética. A ética está ligada a justiça, visto que a corrupção nada mais é do que uma ação de injustiça, pois a ação de corrupção é uma apropriação daquilo que não é seu, usurpando daquele que tem direito. A ética preserva esses direito, pois uma ação ética como deve ser, sempre visa além de mim, pois o outro também é a conseqüência de minha ação. Arrumar um culpado para qualquer situação que se julga desvantajoso é a ordem natural da ação humana, desde que este se inclua no processo. Desta forma, o que se vê , é uma construção de uma divisão civil. Em que os partidários da cor vermelha, acusam os partidários da cores verdes e amarelos de golpe, e os verdes amarelos acusam e responsabilizam o vermelho da atual situação do país por inúmeros fatores. Compreende-se que o Brasil não é vermelho, e também não e é verde amarelo. Não é vermelho por causa de uma bandeira partidária ou por causa do sangue que correm nas veias, não é verde e amarelo por causa da cor de nossa bandeira. O Brasil deve ser o Brasil unido, o Brasil unificado. Portanto, a atual condição do Brasil é dramática, um Brasil dividido, onde viver ficou mais difícil, desemprego, carga tributária, crise política e crise econômica e instabilidade civil. Sem contar no processo de impeachment, que não julgo como totalmente inválido, mas identifico elementos emblemáticos.
No entanto, não sou partidário a nenhum partido. Não uso vermelho, mas também não uso verde e amarelo. Não sou Dilma, mas também não sou Temer ou Cunha, não sou PT e também não sou PSDB ou PMDB ou qualquer “P”, seja este “P” de partido ou esse “P” de qualquer outra coisa. Mas, sou Aristotélico. O filósofo Aristóteles em seu tratado político “A política” enfatizou, que o bom governo não está no sistema político, neste caso em partidos. Aristóteles apresenta três formas de governo: (1) Monarquia: poder centrado em uma pessoa física. (2) Aristocracia: poder onde o Estado é governado por um pequeno grupo de pessoas físicas. (3) Democracia ou Politéia: governo de uma maioria. Essas três formas eram consideradas puras, perfeitas ou normais, por Aristóteles, porque visam o bem de uma coletividade; entretanto, a Democracia, em particular, era tida por ele como a melhor forma de governo, uma vez que a população possui uma participação mais ativa. Em oposição às formas pura de governo, temos as formas impuras, corruptas ou imperfeitas, por serem distorções das formas perfeitas, já que seu objetivo é primeiramente os interesses dos governantes em detrimento dos anseios de todos os demais. Por isso, estas formas de governo pode ser degenerada. Tirania: forma distorcida de Monarquia. Oligarquia: forma impura de Aristocracia. Demagogia ou Olocracia: que é a corrupção Democracia. Ou seja, não é partido que governa um país, mas a integridade dos homens que estão dentro de um partido.

“Não é o povo que teme seu governo. Mas o governo que teme seu povo” Jean Jaques Rousseau



sexta-feira, 15 de abril de 2016

ESCOLA AUSTRÍACA DE ECONOMIA - BASE TEÓRICA

 Ludvig Von Mises foi o principal expoente desta escola, criador do que se  chamou de “praxiologia” a “Ciência da  ação humana”, de acordo com o método praxiológico as leis econômicas podem  ser derivadas pelo fato que “todos os seres humanos  agem” sendo este o áximo principal. Os indivíduos agem para sair de uma  situação de menor  desconforto, sempre  almejando melhorar  sua situação  atual  em relação a anterior.  As leis fundamentais da economia, como da utilidade marginal, a alei da oferta e  da  demanda,  a lei   dos retornos decrescentes,  são  diretamente dedutivos da ação humana.
Mises demonstrou as conseqüências problemáticas das intervenções governamentais nas liberdades individuais, na economia e na sociedade de modo geral. Demonstrou a impossibilidade teórica e não apenas prática da viabilidade do socialismo. No livro “O cálculo econômico sob o socialismo” (1920), apontou também os problemas da burocratização, previu os malefícios do capitalismo  de “compadrio”, explícito  que somente  uma sociedade  livre possibilita a mobilidade social, tolerância e a real igualdade. Para começar ler Mises, indica-se a obra “As seis lições”, e para se  aprofundar  “A ação humana” suas duas obras primas”.  
Friedrich Hayek premio Nobel da escola austríaca, escreveu o que talvez seja  o texto mais influente do século XX, “O uso  do conhecimento na sociedades” (1945), no qual  Hayek apresenta que o conhecimento está disperso pela sociedade, e cada um de nós detém uma ínfima proporção do todo este conhecimento. Se  é assim, é ilógico e irracional imaginar que um grupo restrito e centralizado de pessoas possam planejar as decisões econômicas, sociais, culturais e pessoais da sociedade por mais bem intencionada que  essas pessoas  sejam. A obra mais popular de Hayek é “O caminho  da servidão” a qual descreve  como  que se dá o regime e decadência de uma sociedade  que  opta pelo socialismo.
Também vale apenas  compreende o pensamento  de Frederic Bastiant  o qual escreveu no século de 1850 a “Lei”  no qual questiona porque as instituições que faz cumprir a lei que é o “Estado” não a obedece, e porque  a lei permite que o “Estado” pratique  atividades que são consideradas ilegais para os seus  cidadão. Eugem Von Bohm Bawerk por sua vez escreveu “A teoria da exploração do socialismo - comunismo” (1884) obra na qual refuta a mais valia marxista e sua deficiente teoria de  juro. Marray Rothbard, figura fundamental da escola Austríaca avançou em pontos fundamentais do seu mestre Ludwig Von Mises. Em sua obra prima “Man, Economy and State” (1962),   em que  Rothbard  desenvolveu uma teoria  de filosofia política, baseado integralmente em auto-propiedade, em que   chega a conclusão, que o Estado  e seu  monopólio são sempre destruidores.  Um outro autor de relevância ainda  vivo é Isarel Kirzner, que revolucionou   a visão e o papel  do empreendedor na organização da vida  econômica de uma sociedade livre.
Em resumo, podemos dizer que  a Escola Austríaca tem como  fundamento:
I)                   O individualismo metodológico (Somente indivíduos livres agem e escolhe);
II)                Subjetivismo (Utilidades e custos são subjetivos);
III)             Propriedade privada, que é a condição necessária para o pensamento econômico racionais;    
IV)             Livre mercado. O mercado é um processo de descoberta empreendedora e avanço social;

V)                Ordem espontânea: Instituições sociais relevantes muitas vezes são resultados de ações humanas, mas não do planejamento humano, a ordem espontânea é o melhor arranjo para a “liberdade, propriedade e a coesão social” 

quinta-feira, 14 de abril de 2016

POR QUE OS CORPOS CAEM ?

Newton  caminhando no estado de Woolsthorpe  quando viu uma maçã cair, alguns questionam isso  dizendo ser apenas uma licença poética. Tal acontecimento fez Newton olhar  para a lua e  formular  a seguinte questão fundamental  que o ajudou  a desvendar  os céus: Se as maças caem, a lua também cai ? A resposta foi sim. Essa resposta derrubou milhares de anos de mistérios  e especulações  sobre  os movimentos  dos céus. A lua está em queda livre igual à maça, ou seja; a lua está constantemente caindo em direção a terra, não se choca com a terra, por que gira ao redor dela por meio do campo gravitacional.
 Newton, logo tratou de trabalhar a gravidade na matemática, mas percebeu  que a matemática dos anos 1600 era insuficiente  para revolver o movimento da lua em queda livre. Desta forma, Newton não descobre apenas a força da gravidade, mas também o cálculo que até hoje é ensinado.  Por que, Newton criou este cálculo? Para calcular o movimento da lua em queda livre, pois a matemática de seu tempo era incapaz de calcular a trajetória de corpos se movendo dentro do campo gravitacional. Newton percebeu, que se ele entendesse a lua, ele também entenderia o movimento dos planetas no sistema solar. Isso faz Newton criar o telescópio reflexivo.
Neste tempo, o campo da física estava se perguntado sobre o cometa Halley. Fazendo perguntas do tipo: De onde vem? Essa pergunta foi feita a Newton por Edmund Halley. Segundo Newton, tal resposta seria fácil de obter, pois o  cometa Halley estava se movendo em uma elipse perfeita  dentro de um campo gravitacional, afirmação oriunda das suas observações telescopias e dos cálculos matemáticos. Com isso, no ano (1687) com o apóio e patrocínio de Edmund Halley,  Newton publicou ? Philosophia Naturalis Principia Mathematica? Os Princípios Matemáticos da Filosofia. Nesta obra, Newton apresenta os princípios  que  governa os céus, se tornando  uma das obras  mais importante  publicada  por um ser humano nos últimos quatrocentos anos. Nesta obra Newton coloca em movimento a física do universo, mostrando as forças que controlam os movimentos dos planetas, forças que podem ser calculadas. Forças que governam, por exemplo:  O movimento de bolas de canhão, foguetes, pedras que caem, por fim todas as  coisas que se movem, as quais se movem de acordo com  as leis de movimento  de Newton. De fato, mesmo hoje em dia quando se lança, por exemplo, uma sonda espacial não se usa as equações de Einstein, mas usa as leis de Newton. Elas são tão precisa que ao lançar uma sonda espacial usam-se os mesmo calculo que Newton usou em 1600, o que nos proporcionou descobrir alguns segredos no universo.

Desta forma, o que Newton fez,  não apenas  colocou em movimento a habilidade de calcular a trajetória dos corpos, ele também colocou em movimento a mecânica. As maquinas agora operam mediante leis definidas. A primeira lei de Newton diz que: Os objetos em movimento permanecem em movimento para sempre, a menos que seja influenciados/barrados por uma força externa? A segunda lei de Newton de movimento diz: Força e massa multiplicada pela aceleração (F=ma) torna possível a revolução industrial, motores a vapor, locomotivas fábricas, maquinas, tudo devido à mecânica  colocada  em movimento. Newton desenvolve a terceira lei de movimento: Para cada ação, existe uma reação da massa e força. Essa é alei dos foguetes. A lição aqui  é clara, quando  Newton   descobriu  a primeira  força  do universo a gravidade, ele colocou  em movimento a revolução industrial. Uma revolução que derrubou reis, rainhas da Europa, que contribuiu com o fim do feudalismo e inaugurou a era moderna. Tudo por causa de um homem que olhou para  o céu  e perguntou: Por que os corpos caem ?