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JOHN LOCKE

"todos os homens, que, sendo todos iguais e livres, nenhum deve prejudicar o outro, quanto à vida, à saúde, à liberdade, ao próprio bem". E, para que ninguém empreenda ferir os direitos alheios, a natureza autorizou cada um a proteger e conservar o inocente, reprimindo os que fazem o mal, direito natural de punir"

FRIEDRICH HAYEK

“A liberdade individual é inconciliável com a supremacia de um objetivo único ao qual a sociedade inteira tenha de ser subordinada de uma forma completa e permanente”

DEBATES FILOSÓFICOS

"A filosofia nasce do debate, se não existe a liberdade para o pensar, logo impera a ignorância"

A Filosofia é.....

"Viver sem filosofar é o que se chama ter os olhos fechados sem nunca os haver tentado abrir". Descartes

LIBERDADE

"Liberdade, Igualdade , Fraternidade. Sem isso não há filosofia. Sem isso não há existência digna.

"Nós temos um sistema que cobra cada vez mais impostos de quem trabalha e subsidia cada vez mais quem não trabalha"

LUDWING V. MISES

"O socialismo é a Grande Mentira do século XX. Embora prometesse a prosperidade, a igualdade e a segurança, só proporcionou pobreza, penúria e tirania. A igualdade foi alcançada apenas no sentido de que todos eram iguais em sua penúria"

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

WITTGENSTEIN E A LINGUAGEM

1. Explique o que é a visão agostiniana de linguagem (§ 1-3)

Na visão agostiniana o significado é associar a palavra aos objetos que esta sendo referido, e a significação dão forma da linguagem. A visão agostiniana enfatiza que a linguagem PE subjetiva e as palavras da linguagem denominam os objetos. Em cada palavra tem uma significação, essa significação por sua vez só é possível se estiver relacionada com a palavra. Desta forma para Agostinho cada palavra tem uma significação.

2. Explique o que é um jogo de linguagem ( § 2-7-23)

Para Wittgenstein nas investigações filosóficas os jogos de linguagens não é um único jogo, mas sim muitos. Desta forma não há apenas um forma de linguagem mais existem várias. Com os jogos de linguagens fazemos coisa, não apenas apresentamos coisas, mas agimos no mundo. Este jogo de linguagens não se fecha estão abertos. Por esta causa Wittgenstein enfatiza não “pense” , mas “veja” ; ou seja não tente explicar; pois para Wittgenstein a filosofia busca tentar mostra como funciona cada jogo de linguagem; pois cada jogo de linguagem além de não pode descrever tudo é uma possibilidade. Para Wittgenstein a essência do objeto é dada pelo seu uso determinado pela gramática. Porque a essência para Wittgenstein não é dado pelos objetos, mas pelo uso dos jogos de linguagens. Desta forma o que uma coisa é; é determinado pela gramática. O jogo de linguagem envolve muito mais que a gramática e o objeto, todo o contexto tem participação. Para Wittgenstein os jogos de linguagens é todo o processo de uso da linguagem; por isso esta relacionado com ação, ou seja, práxis; sendo o conjunto de atividades, que permite a dinâmica das palavras, pois a linguagens não se separa da ação.

3. O conceito de forma de vida (§ 19- 20)

Os jogos de linguagens fazem parte de uma forma de vida. A forma de vida é um pano de fundo, ou seja, a linguagem ela se dá sobre um arcabouço a qual se desenvolve os jogos de linguagem. O sujeito se constrói dentro de uma forma de vida. As representações naturais como hábito, costumes, instituições, visão de mundo é o que proporciona a base para a forma de vida, constituindo um pano de fundo em que desenvolve os jogos de linguagem. Destas formas de vidas existem regras as quais dão condições para todo jogo de linguagens. Assim as formas de vida são os fundamentos dos jogos de linguagens.

4. §- 11 Diferentes funções das palavras “idéias” de emprego e § 12- comparação com as alavancas de umas locomotivas.

A função de nomear é inúmeras, o que mostra que existe diferentes funções. O que tem que buscar é o emprego da palavra e a sua função. Essa função tem conotação de dizer o que fazemos com as linguagens. Desta forma as palavras são empregadas para usar as ações. A função é como as alavanca de uma locomotiva, apesar de ser igual cada uma tem sua função; uma freia, outra acelera e outra para. Desta metáfora Wittgenstein atribui que as palavras podem ser iguais, mas pode ocupar papeis diferentes dentro dos jogos de linguagens. Agostinho, Russel e Frege tentaram explicar a linguagem em um único uso generalizar; o que Wittgenstein faz no tractatus, mas depois reviu nas investigações. Assim as diferentes funções das palavras se da através dos jogos de linguagens. Uma palavra pode ser usada em diferente sentido, dada cada jogo de linguagens em que a palavra está inserida.

5. § 28- 33 Insuficiências de definição ostensiva para instituição do significado.

Definição ostensiva é apontar a coisa e definir a coisa. Esta definição ostensiva é uma percepção, ou seja, é um conhecimento prévio, que tem como finalidade servir para elucidar o uso. Ou seja, o sujeito já deve ter uma compreensão de um conhecimento primitivo da linguagem para que haja a elucidação do objeto. A definição é insuficiente, porque ela depende de um conhecimento prévio da linguagem e significado. É preciso que o sujeito já saiba que aspecto define a palavra dentro do devido jogo de linguagem.

6. § 43 A significação de uma palavra e seu uso na linguagem.

A significação é o seu uso na linguagem. Assim a linguagem significativa é aquela que corresponde ao objeto que tem significado. Só posso querer dizer algo quando estou dentro de um jogo de linguagem, pois somente dentro de um jogo de linguagem e que posso fazer algo.
7. § 39-48-54-59-60 Simples - composto - complexo

8. § 53-67 Relação uso - regras – significação

Os jogos de linguagens não é um jogo só com as palavras, mas também implica em ter regras que ordene dando sentido e significado. A significação se dá quando há regras de uso para as palavras. Essas regras não são um uso que qualquer um pode fazer justo. Para que uma palavra seja usada significativamente e ter sentido; é necessário ter regras. Essas regras são públicas. Dizer que eu tenho uma regra; é dizer que existe um critério para o uso da expressão

9.§ Semelhança de família.

Na semelhança de família tudo é linguagem, mas de formas diferentes. Wittgenstein ele valoriza as diferenças. Essas diferenças não implicam em dar uma definição, sendo que a Semelhança de família existe semelhanças e dessemelhança. Não dá para definir o que é jogo de linguagem, uma vez que nos jogos de linguagens tem várias possibilidades, mas dá para compará – los por ter parentesco. Cada jogo de linguagens é diferente, mas se pode dizer que entre os jogos de linguagens existe uma semelhança de família, ou seja, todos se aparentam de alguma forma.


9. § Explicação TRCTATUS XX DESCRIÇÃO DO USO NAS INVESTIGAÇÕES

O tractatus é uma tentativa de buscar uma essência da linguagem para explicar. No tractatus o mundo está dado, mas a forma com a qual nos identificamos esse mundo é constituída através da linguagem. Desta forma no Tractatus o mundo determina a linguagem, e cada palavra está correspondendo com um objeto no mundo, apresentando uma linguajem universais. A virada lingüística do tracatatus para as investigações filosóficas é que existe mais de uma regra única da linguagem. Agora na investigação filosóficas fala-se dos jogos de linguagens. O trabalho do filósofo não é mais estruturar as estruturas lógicas, mas sim as regras gramaticais lógicas.

SOBRE O SER E TEMPO DE HEIDEGGER

O que é o ser?

Para Hd a pergunta o que é o ser é fútil, e de compreensão vazia.Hd compreende que o problema do ser esta na definição dos termos ( problemas lingüísticos) pois a linguagem é um tesouro, com a qual pode-se encontrar o problema do ser. Hd aponta o caminho o qual pretende percorrer para buscar entender o que é o “ser” Hd busca da origem histórica a necessidade de se fazer uma genealogia de três princípios que se constitui como obstáculos a toda ontologia que Hd chama de pré-conceito. Os três obstáculos da ontologia 2º Hd são universalidade, indefininibilidade e evidência. Para Hd o primeiro passo para tentar compreender o ser; é definir o conceito, pois não pode definir uma palavra sem começar por ela. A questão para entender o que é o ser de desdobra em três pólos: 1º O que é questionando ( o próprio ser ) 2º O interrogado (ente-dasein) 3º procurando ( o sentido do ser- ser temporal ). A questão o que é o ser só será respondida por aquele que interroga, questiona. Desta forma Hd diz que este ente que interroga possui a possibilidades de fixar a terminologia Dasein, que se torna a porta de entrada do ser e tempo.

O que se entende por “Dasein”?
O homem é, portanto o ente que propõem a perguntar sobre o sentido do ser. Desta forma a posição correta sobre a problemática do sentido do ser, implica em uma resposta daquele ente que se propõem a perguntar sobre o sentido do ser. Esse ente, que nós mesmos já somos sempre e que tem entre as outras possibilidades de ser, Hd identifica com o termo Ser-ai (dasein) o ser que esta-ai de pré-sença, procurando o sentido do ser temporal. Dasein para Hd surge como resposta necessário p/ a questão do ser; é um ente que interroga a nos mesmos cada vez mais. Mas também permite reduzir todas as definições tradicionais do homem animal racional, corpo-alma, sujeito-consciência, que é questionado a partir deste traço primordial a relação como ser. Desta forma o dasein não é outra coisa, senão o homem; outro ente como o ser, isto é; com nosso ser próprio como das coisas e dos outros; que diz respeito à humanidade do homem com relação com ser. Além de possuir um privilégio ôntico o qual se trata da ontologia fundamental, que é o único lugar onde podem surgir todas as outras coisas ontológicas; e devem ser necessariamente buscada na analítica existencial do Dasein. Nesse ponto deve ficar atento, pois a palavra existenz não significa existência enquanto realidade. A principio trata-se claramente de um vocabulário ontológico; a existência é o modo do ser do Dasein, é apenas dele, só Dasein existe. Entre todos os seres o Dasein é aquele determinado em seu ser pela existência. Existir implica compreender o ser. Assim o dasein é a condição de possibilidade de todas as outras ontologias.

2.Por que ser e tempo?Ser e tempo trata-se de uma elaboração de Hd para buscar uma explicação para o problema do sentido do ser. Entretanto o problema do sentido do ser implica em um pergunta: qual é o sentido do ser? Para Heidegger é na relação entre ser e tempo é que ocorreu a má formulação da questão a respeito do ser.

3.O que significa ser e tempo? Significa que “ser é tempo”.
4.O que significa dizer que caímos em aporia? Significa dizer que nós não conseguimos, por uma impossibilidade lógica (não gramatical), definir o que é o ser. A questão em si incide em equívoco: não se pergunta o que é o ser, mas o que ele significa. A questão “que é o ser?”, segundo Heidegger, nunca foi posta pelos gregos, eles perguntaram:a)se havia diferença entre o ser e o ente;b)o que é o ente e não o que é o ser. c)o que é o ente e o que significa o ser. Nós em razão de equívocos na tradução do grego para o árabe, do árabe para o latim, interpretamos e traduzimos como “ser”, o que era “ente”, o que nos levou a um estado de aporia.

1. O que trata-se de fazer e o que isso significa?Trata-se de fazer uma re-elaboração da questão, para perguntar corretamente qual o sentido do ser? A resposta provisória de Heidegger será que “ser significa tempo”. Vamos fazer o seguinte: vamos colocara questão e não perguntar o que é o ser, mas o que ele significa. A definição deve ser colocada para os entes, porque eles são temporais, o ser é tempo, ele é também o tempo, então o ser não está dentro do tempo, ele é o tempo, então ele não pode ser definido.

2. Qual o horizonte de investigação a qual o livro se propõe? por quê? O livro se propõe à investigação no horizonte do tempo, porque nós, como seres humanos (“entificados”), somos entes e estamos dentro do tempo; então vamos verificar, vamos investigar, responder a pergunta que significa o ser dentro da perspectiva temporal, dentro do tempo; esse é o nosso horizonte, é uma “limitação nossa”, nós estamos no tempo, portanto só podemos saber o que o ser significa dentro dele. Por que há uma necessidade de uma repetição explícita da questão do ser:Primeiro motivo: esquecimento. A questão foi esquecida porque não se perguntou mais depois dos gregos o que significa o ser.


• Segundo motivo: mal formulação pela tradição. A questão com a qual nos debatemos na extrema tradição filosófica está mal colocada, perguntamos o que é o ser, porém os gregos apenas perguntaram o que é o ente, nunca o que é o ser.
• Terceiro motivo: precisamos invetigá-la. Se a questão não foi posta corretamente, então precisamos, depois de adequá-la, tentar respondê-la. É possível responder qual o sentido do ser. Muita coisa foi dita mas esta questão ainda está para ser investigada
• Quarto, quinto e sexto motivo. Ademais, Heidegger rebate aquelas três concepções tradicionais da questão do ser, quais sejam, (1)que o ser é o conceito mais universal e, portanto mais claro; (2) que ele é indefinível e (3)que ele é um conceito mais evidente.

• O conceito de ser é o mais universal. Heidegger diz que ele não universal, não é um conceito mais universal porque ele não pode ser visto sob a perspectiva de gênero e espécie. O ser não é o gênero mais universal, ele é o universal, então, é equivocado dizer que o ser é o ente mais amplo, pois ele não é ente, isso seria entificá-lo. Então, na condição de universal, por ser universal ele não é conceito mais genérico, mais ele é o universal, totalmente universal, ou seja, ele não é comparável a nenhum conceito por mais universal que seja. Na verdade, a questão do gênero ultrapassa a questão do ser e a questão do ser ultrapassa a questão do gênero e da espécie.
• (2)O conceito de ser é indefinível. Com isso Heidegger concorda, mas Heidegger faz a critica no sentido que embora seja o ser seja indefinível, esse ponto não nos dispensa da necessidade de perguntarmo-nos a respeito do sentido dele.
• (3)O conceito de ser é o mais evidente. Heidegger demonstra que na verdade ele não é o mais evidente. Todo mundo o usa até para conceituar qualquer ente: quando conceituamos o ente, estamos já subentendendo o conhecimento do ser. Ao dizer “João é ser humano”, predicamos o sujeito João por meio do verbo “é” (o ser); por trás disso a questão do ser que está expressa no verbo “é”.


3. Por que o ser ainda deve ser questionado?Porque a impossibilidade de dizer o que o ser é exige-nos ao menos responder o que ele significa, ou seja, essa impossibilidade de dizer o que o ser é exige de nós que respondamos ao menos o que ele significa dentro da nossa perspectiva temporal, do nosso horizonte de tempo.


4. O que se pergunta na questão?Pergunta-se sobre o ser.

5. O Que se encontra?Encontra-se o sentido do ser.

6. O Que ou quem se interroga?Interrogam-se os entes. Interrogamos o ente e através dessa interrogação tentamos chegar ao sentido do ser. Para Heidegger perguntar sobre o ser não leva ao ser; devemos investigar o ente para chegarmos ao ser. O professor Eder disse assim: você pergunta sobre o ser, mas você ganha o sentido do ser. Isso dá um cunho de uma investigação que começa por baixo, uma procura por baixo.

7. O que significa dizer que o questionamento necessita de uma orientação prévia?Para Heidegger nós só podemos questionar aquilo que já nos está disponível. Movemo-nos no pré-“conhecimento” do ser. Então Heidegger parte desses pré-conhecimentos, desse conhecimento que temos do ser para seguir a sua investigação, ele parte então da cotidianidade mediana e assim ele consegue evitar a tradição, viciada, que poderia levá-lo a erro.Assim ele demonstra que, quando nos perguntamos sobre o ente mesa, afirmamos que “a mesa é alguma coisa”, neste ‘é’ nós estamos pressupondo uma disponibilidade do ser. Para Heidegger é um equívoco definir o ser por intermédio de uma cadeia de entes, ou seja, a mesa é um ente que veio de outro ente, o artesão, que, por sua vez, veio de um outro ente: Deus; e Deus seria o ser. Fazendo isso estamos denficando o ser, o que constitui um contra-senso.


8. Por que [...] o que está em jogo é uma compreensão, E NÃO uma definição do ser?O ser é indefinível. Com isso Heidegger concorda, mas este filósofo faz a critica no sentido que, embora seja o ser indefinível, esse ponto não nos dispensa da necessidade de perguntarmo-nos a respeito do sentido dele (§1º).
• A resposta, como disse antes, esta perfeita posto que apenas quis acrescentar uma justificativa um pouco mais minuciosa para o fato de que “embora seja o ser seja indefinível, esse ponto não nos dispensa da necessidade de perguntarmo-nos a respeito do sentido dele”: O ser é indefinível mas a questão a respeito do seu sentido permanece necessária na medida em que o uso feito da noção de ser tanto pelos filósofos quanto no cotidiano, ainda que não se tenha admitido ou tido percepção disto,fez com que tal noção se apresentasse sempre de maneira obscura. Esta critica ao obscuro uso da noção de ser que faz com que a pergunta pelo sentido o ser permaneça forçosa pode ser exposta partindo-se das seguintes citações:
• Mas essa compreensão comum demonstra apenas a incompreensão. Revela que um enigma já está sempre inserido a priori em toda ater-se e ser para o ente. Esse fato de vivermos sempre numa compreensão do ser estar, ao mesmo tempo, envolto em obscuridades demonstra a necessidade de principio de se repetir a questão sobre o sentido do ser.
• No âmbito dos conceitos fundamentais da filosofia, e até com relação ao conceito de ‘ser’ é um procedimento duvidoso recorrer à evidencia , uma vez que o ‘evidente’, isto é, ‘os juízos secretos da razão comum’(Kant), deve ser e permanecer o tema explicito da analítica (‘oficio dos filósofos)” (Heidegger,1993, p29-30)
• As duas citações feitas acima correspondem respectivamente a: critica e Heidegger ao fato e os filósofos não explorarem suficientemente a noção e ser; demonstração por parte de Heidegger a respeito do fato de que o uso do termo ser na vida cotidiana é feito sem que, no fundo se saiba o verdadeiro sentido em que se emprega tal termo.

9. Por que a questão do ser é possível? É possível porque ele pode ser elaborado.

10. Porque fala-se em primado ontológico ?O primado ontico é o fundamento do fundamento. Para HD todo o fundamento, é precedido por um fundamento anterior. É a filosofia que cria os conceitos fundamentais. Por isso é papel da filosofia identificar, compreender e discutir os conceitos fundamentais. Mas para discutir estes conceitos fundamentais é preciso se ater ao primado ôntico, que requer um conhecimento ontológico. Pois para dizer o que é uma coisa; é preciso já de certa forma ter compreensão das coisas. O que Hd chama de conhecimento hermenêutico. Essa pré-compreensão é fundamental para a filosofia que é o primado ontológico da questão do ser.

11. Qual é a tarefa da filosofia? Para HD é a ontologia que garante conhecimentos sólidos; sem o conhecimento ontológico os demais se tornam irrelevante. Por isso que à subordinação do saber cientifico ao saber ontológico. A ciência parte de um fundamento sem mesmo o conhecer. Dado que para Hd todo o fundamento é precedido por um fundamento anterior, que é o primado ontológico; que é o fundamento do fundamento. Para Hd aqui entra a tarefa da filosofia que é buscar o fundamento dos fundamentos. É a filosofia que cria os conceitos fundamentais, por isso é papel da mesma identificar, compreender e discutir os conceitos fundamentais. Mas para discutir estes conceitos fundamentais é preciso se a ter ao primado ontológico que trata de um conhecimento ontológico. Dado que para enfatizar o que é uma coisa, eu tenho que já de certa forma ter uma pré-compreensão das coisas o que Hd chama de conhecimento hermenêutico. Neste caso o primado tem o sentido de vir antes como fundamento dos fundamentos

12. Qual é a tarefa da ontologia?A ontologia é o que garante conhecimento sólido. Sem conhecimento ontológico os demais se tornam irrelevante. Por isso que a subordinação do saber cientifica ao saber ontológico.

13. Qual crítica pode ser dirigida ao conhecimento cientifico?A ciência parte de um fundamento sem mesmo o conhecer. Dado que para Hd todo o fundamento é precedido por um fundamento anterior, que é o primado ontológico; que é o fundamento do fundamento. Para HD é a ontologia que garante conhecimentos sólidos; sem o conhecimento ontológico os demais se tornam irrelevante. Por isso que à subordinação do saber cientifico ao saber ontológico

14. O que é o ontico?O ôntico se refere ao que é factual. Ou seja; a mesa é ôntica, a árvore é ôntica; as pessoas são ônticas etc. O ôntico são aquilo que existe que é concreto que pode ser visto, medido, pesado etc. Para entender e fazer uma investigação do primado ôntico só é possível apartir da concretude factual do ente. È claro que a investigação do ser exige um passo chamado “passo transcedental”. Esse ente que é investigado é um ente que existe; e existir é se colocar no jogo da existência. Por isso que o SH tem algo a mais do que os animais, pois estamos determinados a compreender, podemos não compreender, mas se quisermos podemos; pois o Dasein que investiga e que interroga e que pode entender a questão ontológica; pois ao dasein esta aberto a possibilidade ontológica.

15. Qual a diferença entre existência, existênciário e existencial?A cadeira existe, mas não tem existência. Já a existência é a forma do ser com a qual o Dasein se comporta, ou dessa ou daquela maneira. Sempre se compreende a si mesmo a partir de uma existência; o cristão se compreende por causa da sua existência dentro do cristianismo. A questão da existência só pode ser esclarecida pelo próprio existir.A compreensão existênciaria é quando se faz uma análise das estruturas ex: o mundo da natureza, do meio ambiente, acadêmico etc. Mas quando analiso o mundo a qual todas as estruturas estão dentro dele; é desta forma uma analise existencial.


16. Explique como se chega ao primado ôntico – ontológico?Para fazer a investigação do primado ôntico; só é possível a partir da concretude factual do ente. O ente que eu investigo é um ente que existe; esse existir; é se colocar em jogo de existência. Neste Caso os SH têm algo a mais do que os animais. Estamos determinados a compreender. Podemos não querer compreender, mas se quisermos podemos. Assim o ser humano é o Dasein que investiga, é ele que pode entender a questão ontológica. Pois está aberto há ele a possibilidade ontológica; já existe uma pré- determinação. Essa compreensão do ser como ser ontológico, implica que para ser tem que saber ser. Esse saber ser, busca a compreensão da pré-ontologia.
17. Primado ôntico: Determinado pela existência, ou seja, o Dasein precisa existir em fato factual para que possa a sua existência ser determinada. Pg 40.
18. Primado ontológico: É a condição de possibilidade de todas as ontologias. É preciso existir onticamente antes de existir.

19. Porque a compreensão pré-ontológica é insuficiente para se compreender o dasein? A) É insuficiente; porque a interpretação pré-ontológica do seu ser que lhe é próxima pudesse servir de fio condutor adequado, como se tal compreensão do ser tivesse de nascer de uma reflexão ontológica e temática sobre sua constituição ontológica mais própria. Neste caso o primeiro acesso a compreensão esta no modo de ser que é constituído, a pré-sença tem a tendência de compreender seu próprio ser a partir daquele ente com quem ele se relaciona e se comporta de modo essencial. E na própria pré-sença que reside à compreensão do ser, reside o que ainda de-mostramos como a repercussão ontológica da compreensão do mundo sobre a interpretação da presença. B) Onde se da esse primeiro acesso a questão ? Se da no mundo existencial.

20. . Qual a diferença entre “mundo” com aspas e mundo sem aspas? O “mundo” com aspa é um mundo o qual eu me compreendo como ser. Por exemplo, mundo acadêmico, mundo cristão, mundo ateu, mundo político etc. O mundo sem aspa diz respeito a estruturas fundamental que existe em todo e qualquer mundo.
21. Desta forma o “mundo” com aspa é o mundo existênciário. O mundo sem aspa é o mundo existencial.
22. No “mundo” com aspa, existem diferentes modos se ser.Já no mundo sem aspa existe o ser (Dasein) no mundo.O ser do Dasein é sempre no mundo existencial.


24. Como se deve alcançar e garantir a via de acesso ao Dasein?Para alcançar uma via garantida de acesso ao Dasein é preciso elaborar primeiramente as estruturas suficientes do Dasein. Essa estrutura não deve partir de idéias pré-estabelecidas; por mais acidente que seja. Pois o acesso ao Dasein é fenomenológico, é um ser que se mostra em si mesmo e por si mesmo.

25. O que são estruturas essenciais? As estruturas essenciais para Hd são aquelas que determinam em todo modo de ser do Dasein.


26. Porque a analise o Dasein é incompleta e provisória? Porque o Dasein só se realiza no mundo existencial, e pra isso e necessário o tempo, pois o dasein não pode existir sem tempo. E como dasein esta no tempo, e o tempo e o mesmo não pode ser identificado na sua essência logo a analise o dasein é incompleta e provisória.


27. Com relação a temporalidade, qual é a tarefa a ser construída?. No capitulo primeiro Hd estrutura a analítica do Dasein; e no segundo ele constrói a temporalidade para ver como esse Dasein se da no tempo. A partir disso Hd vai fazer um releitura do ser em ótica da temporalidade. Através da compreensão do tempo é que se pode mostrar que o Dasein é infinito.


28. Qual a diferença entre temporal e temporária? A temporalidade de Dasein é localizar o Dasein no tempo e espaço, que significa agora, antes, depois etc.
29. Dasein tempo ( Zeitichkeit)
30. Ser tempo ( Temporalitat)
31. Na pagina 45 “tempo” entre aspa é o tempo factual da tradição filosófica que é o (ôntico). Mas para Hd o tempo é ontológico.“Temporal” no tempo.Temporária determinação originária do tempo enquanto sentido do ser.


32. Qual a diferença entre historicidade e facticidade histórica?Temporalmente o Dasein é pensado em um ser que tem uma história. Para o Dasein já tem uma possibilidade de história que se dá no passado, presente e futuro. ““A historicidade do Dasein se dá através da “ acontencialidade do Dasein”. O dasein é literalmente um ser em que acontece que existe; é sempre acontecimento. Por ser sempre acontecimento, eu posso marcar fato.Há dois sentidos da história. Primeiro: o pessoal: que é o de “acontecialidade”, ou a estrutura de todos os acontecimentos. Se eu não pudesse acontecer na minha acontencencialidade não poderia acontecer.Segundo: E a história factual: Dado em fatos e acontecimento na história ex: revolução industrial.O Dasein ele é sempre; ele não é um fato passado. [pg. 48] Por ele ser um acontecimento; e não ser factual; ele não esta no tempo; ele é tudo isso agora; porque acontecialidade e historicidade são primeiro do que a factualidade.


33. Porque a tradição obstrui o pensar sobre o ser? O legado da tradição filosófica ao invés de ter trazido um esclarecimento ela obscureceu coma herança do esquecimento.


34. O que significa destruição para Heidegger?Destruição é um trabalho de entulhamento no sentido de ser. É desentulhar o sentido que foi dado pela tradição filosófica. Hd deseja fazer uma releitura da história da filosofia. Não se trata de demonstrar o esquecimento da tradição, mas entrar em diálogos e mostrar os seus limites e dizer que não é com ela que iremos conseguir responder a questão do ser.

35. O que quer dizer “Analítica existencial e ontologia fundamental” ?Trata-se do primado da questão do ser. Ora investigar as estruturas que seriam possíveis, a priori, a existência concreta é precisamente investigar a existencialidade da existência. Fazer a ontologia deste ente, Dasein, que se distingue por uma relação como o ser, é, portanto realizar uma analítica existencial

36. O que significa dizer que o Dasein possui o privilégio ôntico de ser, por si mesmo, ontológico? Dasein possui o privilégio ôntico de ser, por si mesmo, ontológico, pois ele é pré-ontologico. As suas estruturas são a priori, desta forma ser, no sentido existir, é permanecer engajado numa possibilidade de si mesmo

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A MORAL DO DEVER EM KANT


A doutrina moral de Kant é independente de qualquer sentido religioso. Sua moral tem como objetivo a intenção, e o dever não é uma obrigação a ser seguida em virtude de um ente superior. Intenção e dever (em Kant) dependem do sujeito epistemológico (eu transcendental) e não do eu psicológico (indivíduo). Para Kant, o sujeito transcendental trata-se de uma maquinaria (aparelho cognitivo) subjetiva, universal e necessária (presente em todos os homens, em todos os tempos e em todos os lugares). Assim, todo ser saudável possui tal aparato, formado por três campos: a razão, o entendimento (categorias) e a sensibilidade (formas puras da intuição-espaço e tempo). Em Kant, a razão (faculdade das idéias) é que preserva os princípios que articulam intenção e dever conforme a autonomia do sujeito. Desse modo segue-se que tais princípios não podem ser negados sem autocontradição. Daí deriva a idéia de liberdade kantiana, de um caráter sintético a priori, sendo que sem liberdade não pode haver nenhum ato moral; para sermos livres, precisamos ser obrigados pelo dever de sermos livres.

O imperativo categórico
O comando moral que faz com que nossas ações sejam moralmente boas, se expressa no imperativo categórico: “age só segundo máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal” (FMC, 2004, p.51). Essa lei está atada à razão pura prática. Todo sujeito é racional (tem raciocínio lógico), por isso tem condição de sujeito moral, dotado de normas. Exercer uma ação contrária levaria ao absurdo. O exemplo que Kant nos dá (FMC) a respeito da mentira é o mais conhecido. Poderia alguém mentir em benefício próprio, de um ente querido, ou mesmo em favor da humanidade? Kant, nos diz não, pois a mentira jamais poderia ser universalizada sem autocontradição: (...) pois, segundo essa lei, não poderia haver propriamente promessa alguma, já que seria inútil afirmar a minha vontade quanto a minhas futuras ações, pois as pessoas não acreditariam em meu fingimento, ou, se precipitadamente o fizessem, pagar-me-iam na mesma moeda. Portanto, a minha máxima, uma vez arvorada em lei universal, destruir-se-ia a si mesma necessariamente (Kant, FMC, 2004, p.31). Desse modo, cada sujeito, tem um alarme acionado na sua consciência moral (com a razão pura prática funcionando), que evidencia essa contradição, alertando que essa ação deve ser refutada, visto que essa ação não pode servir para todos. Assim, consultando a razão pura prática (como deveria alguém agir na minha situação?), constataremos que se todos se utilizassem dessa ação, o mundo seria um verdadeiro caos. O imperativo categórico em Kant é uma forma a priori, pura, independente do útil ou prejudicial. É uma escolha voluntária racional, por finalidade e não causalidade. Superam-se os interesses e impõe-se o ser moral, o dever. O dever é o princípio supremo de toda a moralidade (moral deontológica). Dessa forma uma ação é certa quando realizada por um sentimento de dever. A razão é a condição a priori da vontade, por isso independe da experiência.

Diferenças entre os imperativos
Todos os imperativos ordenam, e são fórmulas para exprimir as relações entre as leis objetivas do querer em geral, e a discordância subjetiva da vontade humana. Imperativo é hipotético: no caso de a ação ser apenas boa como meio para qualquer outra coisa, ou seja, em vista de algum propósito possível ou real. A habilidade na escolha dos meios para atingir o maior bem-estar próprio pode-se chamar sagacidade. Por exemplo, a escolha dos meios para alcançar a própria felicidade (não é um ideal da razão, mas da imaginação), continua sendo um imperativo hipotético (considerados mais como conselhos). Imperativo Categórico: não é limitado a nenhuma condição, é um mandamento absoluto (necessário), vale como princípio apodíctico-prático (da razão). Segue-se que somente o imperativo categórico equivale a uma lei prática, e os outros imperativos podem ser denominados de princípios da vontade, mas não leis. Pois, conforme nos diz Kant “o mandamento incondicional não deixa à vontade nenhum arbítrio acerca do que ordena, só ele tendo, portanto, em si, aquela necessidade que exigimos na lei” (FMC, 2004, p. 50).

As fórmulas do Imperativo Categórico

Além da fórmula da universalidade da lei, que vimos no que foi exposto anteriormente temos duas outras fórmulas: baseada na humanidade como fim: Kant afirma que todo o ser racional, existe como fim em si mesmo, e não apenas como meio para uso arbitrário desta ou daquela vontade. Assim o imperativo prático será o seguinte: “age de tal maneira que possas usar a humanidade, tanto em tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre e simultaneamente como fim e nunca simplesmente como meio” (FMC, 2004, p. 59). Baseada na vontade legisladora universal: a vontade da ação deve ser vista como um dever, ou seja, a idéia da vontade de todo ser racional concebida como vontade legisladora universal. Segundo esse princípio, Kant afirma:
A vontade não está, pois, simplesmente submetida à lei, mas o está de tal maneira que possa ser também considerada legisladora ela mesma, e precisamente por isso então submetida à lei (de que ela mesma pode ser considerada como autora - FMC, 2004, p. 62).




Uma Especificação de Fato de Razão e Liberdade nas ações
O fato de razão se revela na decisão e não na contemplação. Contemplamos todas as características possíveis, nossas motivações pessoais, as circunstâncias do momento, e nos perguntamos novamente: “o que eu deveria fazer?” Depois de ter a convicção de ter levado tudo em conta, tomar uma decisão por mais difícil que seja, isso corresponde ao fato de razão. Essa maneira o fato de razão é apresentado mediante nossa reflexão (avaliação) de nossas máximas como princípio de vida. Os princípios diversos da própria razão, baseados em motivos invertidos constituem o que chamamos de mal (transgressão dos limites da razão). E na maldade a avaliação que se faz dos pensamentos é corrompida na origem. Como se vê, a razão pura é uma razão livre de motivos empíricos ou particulares, sem interesses do que se pode conseguir com tal ato. E a razão empírica se reduz aos nossos interesses, com base na experiência, em que criamos conceitos de como satisfazê-los. A liberdade consiste na decisão, que leva em consideração padrões universais aplicáveis que estabeleçam a harmonia coletiva. Assim, o indivíduo encontra em si mesmo os padrões universais que ele consegue exteriorizar. A liberdade exige que a pessoa tome sua decisão baseada em si mesma, partindo de uma visão exterior, que ela vislumbra do seu próprio interior, afirmando sua individualidade. A aplicabilidade de conceitos morais para nós, é conseqüência de nossa liberdade. Ao tomarmos consciência de nossos impulsos, desejos e suas motivações nos confrontamos se iremos atendê-los ou não, e daí é que parte a nossa liberdade, no confronto de uma questão; faremos as nossas escolhas através de uma avaliação. E, se do contrário, não fizermos o confronto (a análise), atendendo prontamente aos nossos instintos, ainda assim, teremos tomados uma decisão, que foi conseqüência de nossa liberdade num posicionamento moral.

A liberdade humana é o fundamento de nossas ações e princípios de vida, fazendo parte essencial na prática moral. Não havendo determinação imediata da razão, no valor moral da ação, o próprio conceito de razão prática é questionável. Pois, se ela não é imediata, não é pura, admitindo inclinações. Para que as leis existam, a vontade deve estar fundada na razão, do contrário só teremos princípios práticos baseados na subjetividade. Podemos verificar que o solipsismo vem a ser uma relação patológica consigo mesmo. Trata-se de nosso sistema de inclinações (desejos, impulsos) guiados pelo amor de si ou felicidade própria. E amor de si corresponde a arrogância (presunção), amor próprio. Portanto, a razão prática não pode ser solipsista, pois se baseia na moral prática entre os homens, nas ações livres segundo as máximas, que se convertem em uma lei universal. O único amor que pode ser ordenado é o amor prático, que reside na vontade, não patológico, sem inclinações, mas por dever (ama teu próximo, até teus inimigos).


Teoria moral de Kant é organizado em torno da idéia de que agir moralmente e de agir em conformidade com a razão são uma ea mesma coisa. Em virtude de ser um agente racional (isto é, em virtude de possuir a razão prática, razão pela qual está interessado e meta-dirigida), a pessoa é obrigada a seguir a lei moral que a razão prática prescreve. Para fazer o contrário é agir irracionalmente. Porque Kant coloca a sua ênfase no dever que vem com ser um agente racional que é conhecedor da lei moral, a teoria de Kant é considerado uma forma de deontologia ( Deon - vem da palavra grega para "dever" ou "obrigação").
Como sua filosofia teórica, filosofia prática de Kant é a priori , formal e universal: a lei moral é derivado não-empiricamente a partir da própria estrutura de si mesmo (a sua razão prática forma), e uma vez que todos os agentes racionais compartilham a mesma razão prática, a lei moral se liga e obriga a todos igualmente. Então o que é esta lei moral que obriga todos os agentes racionais e universalmente a priori ? A lei moral é determinada pelo que Kant se refere como o Imperativo Categórico, que é o princípio geral de que exige que se respeite a humanidade em si mesmo e nos outros, que não fazer uma excepção para si mesmo quando deliberar sobre como agir e, geral que só se agir de acordo com regras que todos podem e devem obedecer.
Embora Kant insiste que a lei moral é igualmente obrigatória para todos os agentes racionais, ele também insiste em que a capacidade de vinculação da lei moral é auto-imposta : nósautonomamente prescrever o direito moral de nós mesmos. Porque Kant pensa que o tipo de autonomia em questão aqui é possível apenas sob o pressuposto de uma base transcendental livre escolha moral, a restrição de que os morais lugares de lei sobre um agente não é apenas consistente com a liberdade da vontade, ele exige. Assim, um dos aspectos mais importantes do projecto de Kant é mostrar que somos justificados ao pressupor que as nossas escolhas moralmente significativas são baseadas em uma liberdade transcendental (o mesmo tipo de liberdade que Kant argumentou que não poderia provar através de mera "teórica" ​​ou razão "especulativa"; ver 2gii acima).
Esta seção tem como objetivo explicar a estrutura eo conteúdo da teoria moral de Kant (5a-b), e também reivindicações de Kant que a crença na liberdade, Deus ea imortalidade da alma são necessárias "postulados da razão prática" (5c). (Sobre a relação entre a teoria moral de Kant e sua teoria estética, consulte 7c abaixo.)

Agir por dever

Kant estabelece o caso de sua teoria moral na Fundamentação da Metafísica dos Costumes (1785),Crítica da Razão Prática (também conhecido como o "Second Crítica"; 1788), e os Metafísica dos Costumes (1797). Seus argumentos da Groundwork são o seu mais conhecido e influente, então o seguinte concentra-se principalmente sobre eles.
Kant começa seu argumento a partir da premissa de que uma teoria moral deve ser aterrado em uma conta do que é incondicionalmente boa . Se algo é apenas condicionalmente bom, isto é, se a sua bondade depende de algo mais, então que outra coisa ou será apenas condicionalmente bom assim, caso em que a sua bondade depende ainda uma outra coisa, ou ele vai ser incondicionalmente bom. Tudo bem, então, em última análise, deve ser feita com base em algo que é incondicionalmente bom. Há muitas coisas que nós normalmente pensamos como bom, mas que não são verdadeiramente incondicionalmente bom. Recursos benéficos, tais como dinheiro ou poder são muitas vezes bom, mas desde que essas coisas pode ser usado para maus propósitos, sua bondade é condicionada à utilização a que se destinam. Força de caráter é geralmente uma boa coisa, mas, novamente, se alguém usa um caráter forte para realizar com sucesso planos malignos, em seguida, o caráter forte não é bom. Mesmo felicidade, de acordo com Kant, não é incondicionalmente bom. Apesar de todos os seres humanos universalmente desejo de ser feliz, se alguém está feliz, mas não merece a sua felicidade (porque, por exemplo, a sua felicidade resulta de roubar de idosos), então não é bom para a pessoa ser feliz. A felicidade só é bom com a condição de que a felicidade é merecida.
Kant afirma que há apenas uma coisa que pode ser considerado incondicionalmente boa: uma boa vontade . Uma pessoa tem uma boa vontade na medida em que eles formam suas intenções sobre a base de uma relação auto-consciente para a lei moral, isto é, para as regras sobre o que um agente racional deve fazer, um dever. O valor de uma boa vontade reside nos princípios, com base de que faz suas intenções; ele não estar nas conseqüências das ações que as intenções levar. Isso é verdadeiro mesmo se um bom nunca leva a quaisquer consequências desejáveis ​​em todos: "Mesmo se ... isto deve inteiramente não têm a capacidade para levar a cabo o seu propósito ... então, como uma jóia, ele ainda iria brilhar por si só, como algo que tem o seu pleno valor em si mesmo "(4: 393). Isto está de acordo com a ênfase de Kant sobre a incondicional bondade de uma boa vontade: se uma vontade foram avaliados em termos de suas conseqüências, então a bondade da vontade dependeria (isto é, seriam condicionados em) essas consequências. (A este respeito, deontologia kantiana está em oposição flagrante com consequencialista teorias morais, que baseiam suas avaliações morais sobre as conseqüências das ações e não as intenções por trás deles.)

b. O Imperativo Categórico

Se a boa vontade é aquele que faz as suas intenções com base em princípios corretos de ação, então nós queremos saber que tipo de princípios estes são. Um princípio que comanda uma ação é chamada de "imperativas". A maioria dos imperativos são "imperativos hipotéticos", isto é, eles são comandos que possuem apenas se forem respeitadas determinadas condições. Por exemplo: "se você quer ser um comerciante bem sucedido, então cultivar uma reputação de honestidade." Desde imperativos hipotéticos são condicionados em desejos e as conseqüências intencionais das ações, eles não podem servir como os princípios que determinam as intenções e vontades de um incondicionalmente boa vontade. Em vez disso, exigimos que Kant chama de "imperativo categórico." Onde imperativos hipotéticos assumir a forma ", se y é desejado / destina / procurado, não x," imperativos categóricos simplesmente tomar a forma, "fazer x." Uma vez que um imperativo categórico é despojado de qualquer referência às consequências de uma ação, é, assim, despojado de todo o conteúdo determinado, e, portanto, é puramente formais . E já que é incondicional, que detém universalmente . Assim, um imperativo categórico expressa apenas a própria forma de uma lei universalmente vinculativa: "nada é deixado mas a conformidade das acções como tal com direito universal" (4: 402). Para agir moralmente, então, é para formar uma de intenções com base a própria idéia de um princípio universal de ação.
Essa concepção de um imperativo categórico de Kant leva à sua primeira formulação oficial do próprio imperativo categórico: "agir apenas de acordo com a máxima pela qual você pode ao mesmo tempo querer que se torne uma lei universal" (4: 421). Uma máxima é uma regra geral que pode ser usado para determinar cursos particulares de ações em circunstâncias particulares. Por exemplo, a máxima "vou mentir quando ele vai me sair do problema" pode ser usado para determinar a decisão de mentir sobre uma ligação adúltera. O imperativo categórico oferece um procedimento de decisão para determinar se um determinado curso de ação é de acordo com a lei moral. Depois de determinar o que um aforismo seria basear a ação em questão, em seguida, uma pergunta se seria possível, dado o poder (em, um cenário hipotético imaginada), para escolher que todos agir de acordo com essa mesma máxima. Se é possível querer que todo mundo agir de acordo com essa máxima, então a acção em causa é moralmente admissível. Se não é possível querer que todo mundo agir de acordo com essa máxima, a ação é moralmente inaceitável. Mentir para encobrir o adultério é, portanto, imoral porque não se pode querer que todo mundo agir de acordo com a máxima: "Eu vou mentir quando ele vai me sair do problema." Note que não é simplesmente que seria indesejável para que todos possam agir de acordo com esse máximo. Pelo contrário, seriaimpossível . Uma vez que todos sabem que todo mundo estava agindo de acordo com essa máxima, nunca haveria o pressuposto de que ninguém estava dizendo a verdade; o próprio ato de mentir, é claro, exige uma tal pressuposto, por parte de quem está sendo enganada. Assim, o estado de coisas em que todo mundo mente para sair do problema nunca pode surgir, por isso não pode ser querido para ser uma lei universal. Ele falha no teste do imperativo categórico.
O ponto de recurso de Kant para a formulação da lei universal do imperativo categórico é mostrar que uma ação é moralmente lícito apenas se a máxima em que se baseia a ação poderia ser afirmada como uma lei universal que todo mundo obedece, sem exceção. A marca de imoralidade, então, é que se faz uma exceção para si mesmo. Isto é, a pessoa age de uma forma que eles não querem todos os outros para. Quando alguém opta por mentir sobre uma ligação adúltera, uma é implicitamente pensando, "em geral as pessoas devem dizer a verdade, mas neste caso eu vou ser a exceção à regra."
Primeira formulação do imperativo categórico de Kant descreve em termos da própria forma da própria lei universal. Esta conta resumos formais de qualquer específico de conteúdo que a lei moral pode ter para a vida, respirando os seres humanos. Kant oferece uma segunda formulação de abordar o lado material da lei moral. Desde que a lei moral tem a ver com ações, e todas as ações são, por definição teleológica (ou seja, dirigida a objetivos), uma formulação material do imperativo categórico vai exigir um apelo aos "fins" da atividade humana. Alguns fins são meramente instrumental, ou seja, eles são procurados apenas porque servem como "meios" Rumo a uma maior extremidades. Kant argumenta que a lei moral deve ser destinado a um fim que não é meramente instrumental, mas é sim um fim em si mesmo . Apenas os agentes racionais, de acordo com Kant, são fins em si mesmos. Para agir moralmente é, assim, de respeitar os agentes racionais como fins em si mesmos. Por conseguinte, o imperativo categórico pode ser reformulada da seguinte forma: "Assim o ato que você use a humanidade, seja em sua própria pessoa ou na pessoa de qualquer outro, sempre ao mesmo tempo como um fim, nunca meramente como um meio" (4: 429). A idéia básica aqui é que é imoral para tratar alguém como um coisa de valor meramente instrumental; as pessoas têm um valor intrínseco (não-instrumental), e da lei moral exige que respeitemos esse valor intrínseco. Para voltar ao exemplo do disposto nos números anteriores, seria errado mentir sobre uma ligação adúltera porque ocultando a verdade se está manipulando a outra pessoa para facilitar as coisas para si mesmo; este tipo de manipulação, porém, eleva-se a tratar o outro como uma coisa (como um mero meio para o conforto de não ficar em apuros), e não como uma pessoa merecedora de respeito e direito à verdade.
A noção de uma lei universal fornece a forma dos agentes imperativos categóricos e racionais como fins em si mesmas, fornecer a matéria . Estes dois lados do imperativo categórico são combinados em uma terceira formulação, que apela para a noção de um "reino dos fins." Um reino dos fins pode ser pensado como uma espécie de ideal utópico perfeitamente justo em que todos os cidadãos deste reino respeitar livremente o valor intrínseco da humanidade em todos os outros por causa de um reconhecimento de forma autónoma auto-imposto da capacidade de vinculação da lei moral universal para todos os agentes racionais. A terceira formulação do imperativo categórico é simplesmente a idéia de que se deve agir de qualquer maneira que um membro desta sociedade perfeitamente justa agiria: "agir de acordo com as máximas de um membro dando leis universais para uma meramente possível reino dos fins" ( 4: 439). A idéia de um reino dos fins é um ideal (daí o "meramente possível"). Embora a humanidade nunca pode ser capaz de conseguir tal estado perfeito de convivência utópico, podemos, pelo menos, se esforçam para aproximar este estado em um grau cada vez maior.

c. Postulados da razão prática

Na Crítica da Razão Pura , Kant argumentou que embora possamos reconhecer a possibilidade lógica nua que os seres humanos possuem livre-arbítrio, que há uma alma imortal, e que existe um Deus, ele também argumentou que nunca poderemos ter conhecimento positivo destes coisas (ver 2g acima). Em seus escritos éticos, no entanto, Kant complica esta história. Ele argumenta que, apesar da impossibilidade teórica de conhecimento desses objetos, crença neles é, contudo, uma condição prévia para a ação moral (e para a cognição prática geralmente). Assim, a liberdade, a imortalidade, e Deus são "postulados da razão prática." (A discussão a seguir desenha principalmente na Crítica da Razão Prática .)
Vamos começar com liberdade. Kant argumenta que a moralidade ea obrigação que vem com ele só são possíveis se os seres humanos têm livre-arbítrio. Isso ocorre porque as leis universais prescritos pelo imperativo categórico pressupõem autonomia ( autos = auto; nomos = lei). Ser autônomo é ser o terreno livre de princípios próprios de uma, ou "leis" da ação. Kant argumenta que se pressupõe que os seres humanos são racionais e têm livre-arbítrio, em seguida, toda a sua teoria moral segue diretamente. O problema, no entanto, encontra-se em justificar a crença de que somos livres. Kant tinha discutido na Segunda Analogia da Experiência que todo evento no mundo natural tem um "terreno determinação", isto é, uma causa, e assim todas as ações humanas, como eventos naturais, eles próprios têm causas determinísticas (veja 2f acima). O único espaço para a liberdade da vontade estaria no reino das coisas em si mesmas, que contém o correlato noumenal da minha auto fenomenal. Desde as coisas em si são incognoscível, eu nunca pode olhar para eles para obter provas que possuo liberdade transcendental. Kant dá pelo menos dois argumentos para justificar a crença na liberdade como condição de sua teoria moral. (Há uma grande controvérsia entre os comentaristas sobre a forma exata de seus argumentos, bem como o seu sucesso. Não será possível julgar esses litígios em qualquer detalhe aqui. Veja a Seção 10 (Referências e Leituras Complementares) para referências a alguns desses comentários.)
Na Fundamentação , Kant sugere que a pressuposição de que somos livres segue como uma consequência do fato de que temos razão prática e que nós pensamos de nós mesmos como agentes práticos. Qualquer hora eu enfrento uma escolha que requer deliberação, devo considerar as opções diante de mim como realmente aberto. Se eu pensei no meu curso de ação, como já estabelecido antes do tempo, então não há não seria realmente qualquer escolha a fazer. Além disso, ao tomar minha deliberação a ser real, eu também acho que dos possíveis resultados de minhas ações como causadas por mim . A noção de causalidade que se origina na auto é a noção de livre arbítrio. Assim, o próprio fato de que eu faço deliberar sobre as ações que eu tomarei meio que estou pressupondo que a minha escolha é real e, portanto, que estou livre. Como Kant coloca, todos os agentes práticos agir "sob a idéia de liberdade" (4: 448). Não é óbvio que este argumento é forte o suficiente para fins de Kant. A posição parece ser que eu devo agir como se eu sou livre, mas agindo como se eu sou livre, de modo algum implica que eu realmente sou livre. Na melhor das hipóteses, parece que desde que eu agir como se eu sou livre, eu, assim, deve agir como se a moralidade realmente me obrigar. Este não estabelece que a lei moral realmente não me obriga.
Na segunda Crítica , Kant oferece um argumento diferente para a realidade da liberdade. Ele argumenta que é um "fato da razão" brute (5:31) que o imperativo categórico (e assim a moral em geral) nos obriga como agentes racionais. Em outras palavras, todos os agentes racionais são pelo menos implicitamente consciente da capacidade de vinculação da lei moral em nós. Desde a moralidade exige liberdade, segue-se que se a moralidade é real, então a liberdade deve ser real também. Assim, este "fato da razão" permite uma inferência para a realidade da liberdade. Embora a conclusão desse argumento é mais forte do que o argumento anteriormente, sua premissa é mais controverso. Por exemplo, ele está longe de ser óbvio que todos os agentes racionais estão conscientes da lei moral. Se assim fosse, como é que ninguém descobriu esta lei moral exato antes 1785 quando Kant escreveu o Groundwork ? Igualmente problemático, não é claro por que esse "fato da razão" deve contar como o conhecimento da capacidade de vinculação da lei moral. Pode ser apenas que não podemos deixar de acreditar que a lei moral nos obriga, caso em que, mais uma vez acabam apenas agindo como se nós somos livres e como se a lei moral é real.
Mais uma vez, há muito debate na literatura sobre a estrutura e sucesso de argumentos de Kant. É claro, porém, que o sucesso do projeto moral de Kant permanece ou cai com seus argumentos para a liberdade da vontade, e que a força global desta teoria é determinada em alto grau pelo status epistêmico de nossa crença em nossa própria liberdade .
Argumentos de Kant para a imortalidade e Deus como postulados da razão prática pressupõe que a realidade da lei moral ea liberdade da terá sido estabelecido, e eles também dependem do princípio de que "" dever "implica" pode "": não se pode ser obrigado a fazer algo a não ser que a coisa em questão é factível. Por exemplo, não há nenhum sentido em que estou obrigado a pobreza global, sozinho, resolver, porque não está dentro do meu poder para fazê-lo. De acordo com Kant, o objectivo final de um agente moral racional deve ser tornar-se perfeitamente moral. Somos obrigados a lutar para se tornar cada vez mais moral. Dado o "dever implica poder" princípio, sedeveria trabalhar para a perfeição moral, então a perfeição moral deve ser possível e nós pode se tornar perfeito. No entanto, Kant afirma que a perfeição moral é algo que os agentes racionais finitos, tais como os seres humanos só pode progredir em direção, mas não, na verdade, atingir em qualquer quantidade finita de tempo, e certamente não dentro de qualquer uma vida humana.Assim, a lei moral exige um "progresso sem fim" em direção a "completa conformidade da vontade com a lei moral" (5: 122). Este progresso sem fim em direção à perfeição só pode ser exigido de nós se nossa própria existência é infinita. Em suma, a crença de que se deve esforçar-se para a perfeição moral pressupõe a crença na imortalidade da alma.
Além do "dever implica poder" princípio, o argumento de Kant sobre a crença em Deus também envolve uma elaboração da noção de "bem maior" em que todos os objectivos ação moral (pelo menos indirectamente). De acordo com Kant, o bem mais elevado, isto é, o estado mais perfeito possível para uma comunidade de agentes racionais, não é apenas aquele em que todos os agentes atuam em perfeita conformidade com a lei moral. É também um estado em que estes agentes sãofelizes . Kant argumentou que embora todos naturalmente deseja ser feliz, a felicidade só é bom quando se merece ser feliz. No cenário ideal de uma comunidade moralmente perfeito de agentes racionais, todo mundo merece ser feliz. Desde uma felicidade merecida é uma coisa boa, o bem mais elevado irá envolver uma situação em que todo mundo age em perfeita conformidade com a lei moral e todo mundo está completamente feliz porque eles merecem ser. Agora, uma vez que são obrigados a trabalhar para esse bem supremo, este completa, universal, felicidade moralmente justificado deve ser possível (de novo, porque "dever" implica "pode"). Este é o lugar onde um quebra-cabeça surge. Embora a felicidade está ligada à moralidade no conceptual nível quando um merece a felicidade, não há nenhuma naturais conexão entre a moralidade ea felicidade. Nossa felicidade depende do mundo natural (por exemplo, se estamos saudáveis, se as catástrofes naturais nos afetam), eo mundo natural funciona de acordo com leis que são completamente separadas das leis da moralidade. Por conseguinte, agir moralmente é, em geral, nenhuma garantia de que a natureza vai tornar possível para um ser feliz. Se qualquer coisa, comportando moralmente, muitas vezes, diminuir a felicidade (para fazer a coisa certa, muitas vezes envolve fazer a coisa difícil desconfortável). E todos nós temos a abundância de evidências empíricas do mundo em que vivemos que as coisas muitas vezes ruins acontecem a pessoas boas e coisas boas acontecem a pessoas más. Assim, se o bem mais elevado (em que a felicidade é proporcional à virtude) é possível, então de alguma forma, deve haver uma maneira para que as leis da natureza para , eventualmente, levar a uma situação em que a felicidade é proporcional à virtude. (Note que uma vez que neste momento no argumento, Kant toma-se para ter a imortalidade estabelecido como um postulado da razão prática, este "eventualmente" pode muito bem ser distante no futuro).Desde que as leis da natureza e as leis da moralidade são completamente separados por conta própria, a única maneira que os dois pudessem se reunir tal que a felicidade acaba proporcional à virtude seria se a causa final e fundamento da natureza criou o mundo de tal uma forma que as leis da natureza acabaria por levar ao estado perfeito em questão. Portanto, a possibilidade de o bem mais elevado exige o pressuposto de que a causa do mundo é inteligente e poderoso o suficiente para definir a natureza se no caminho certo, e também que ele quer de acordo com a justiça que, eventualmente, as leis da natureza vai realmente levar a um estado no qual a felicidade de agentes racionais é proporcional à sua força. Esta causa inteligente, poderoso, e apenas do mundo é o que tradicionalmente atende pelo nome de "Deus". Por isso, Deus é um postulado da razão prática.


Considerações finais
Em Kant o dever é a necessidade de uma ação por respeito à lei. E uma ação por dever elimina todas as inclinações (todo o objeto da vontade), e, portanto, só resta à vontade obedecer à lei prática (baseada na máxima universal), pois trata-se de um princípio que está ligado à vontade. O valor moral da ação não reside no efeito que dela se espera, pois o fundamento da vontade é a representação da lei e não o efeito esperado (uma boa vontade não é boa pelo que promove ou realiza, mas pelo simples querer, em si mesma). A ética kantiana é a ética do dever, autocoerção da razão, que concilia dever e liberdade. O pensamento do dever derruba a arrogância e o amor próprio, e é tido como princípio supremo de toda a moralidade.

Referências Bibliográficas

KANT, Immanuel.Fundamentação da metafísica dos costumes. In: Pensadores II. Trad. Paulo Quintela. São Paulo; Abril Cultural, 1974.